sábado, 6 de fevereiro de 2010

Um poema para Sebastião da Gama, por Artur Vaz

SEBASTIÃO DA GAMA

Servo de Deus,
poeta da natureza.
Tu serás sempre
anjo ancorado
na Serra-Mãe.

Terra que tu beijaste
e que por ti foi cantada,
nos poemas que deixaste
na obra inacabada.
Tu serás sempre uma voz
Do Amor e da Liberdade,
na tua nova morada.
Poeta da natureza
da Távola, por ti criada.

Foste o arauto
e a voz da Arrábida,
Campo Aberto e Cabo da Boa Esperança.
Pelo sonho, tu seguiste,
entre estevas e flores,
num supremo querer divino
em férteis e encantados amores.

Foste Mar-Azul,
memorial do teu povo,
êxtase e presença espiritual.
Tantas vezes te chamaram louco,
deixa lá isso!
Em tua defesa...
estão os teus cânticos.
Os poetas, esses, nunca morrem,
enquanto houver poesia, serão imortais.

Porque tu, Sebastião da Gama,
nesta encruzilhada da Vida
foste e serás,
como Camões, Bocage e Pessoa,
um poeta genial.
Artur Vaz. in Tributos (2009)

1 comentário:

  1. Atendendo às escassas habilitações literárias do Artur Vaz ele é um homem com muito valôr ao nivel de um António Aleixo de um Luis de Camões ou de um Fernando Pessoa bem merecedor de um prémio Nóbel da literatura tendo começado a trabalhar muito novinho vindo para a grande cidade no entanto cedo demonstrou ter grande sensibilidade para a poesia.

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