Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Montijo

Sebastião da Gama no Montijo

Ontem, levei Sebastião da Gama até ao Montijo, a alunos da Escola Secundária Jorge Peixinho. O convite fora formulado pela Fátima Nazário, amiga e professora naquela escola; a ida serviu ainda o propósito de reencontrar amigos que já não via há anos, como foram os casos do José Evangelista, Director da escola, e do Flamino Viola, que iniciou a gestão da Escola Básica de 2º e 3º Ciclos de Pegões. Mas fui, então, apresentar “Sebastião da Gama – Meu caminho é por mim fora” a alunos do 7º e 9º anos e a alguns alunos de um CEF, comunicação integrada na Semana das Línguas que está a decorrer na escola. Foi sobretudo um caminhar pela obra do poeta da Arrábida e também pela sua vida, tanto mais que há ligações do seu percurso com o Montijo – o pai, Sebastião Leal da Gama Júnior, ali nasceu no longínquo 1893 e alguma da participação jornalística de Sebastião da Gama passou por dois importantes periódicos montijenses – o Gazeta do Sul (entre 1940 e 1943) e A Província (em 1949). Esta ligação ser…

Quando Sebastião da Gama escreveu na imprensa…

Sebastião da Gama tinha 16 anos quando viu o seu primeiro texto publicado num jornal: o poema “Portugal Independente”, conotado com o momento histórico que se vivia – as Comemorações Centenárias –, saído no jornal montijense Gazeta do Sul em 8 de Dezembro de 1940. Neste periódico colaborou durante três anos, com poemas, assinados pelo único pseudónimo que usou publicamente – Zé d’Anicha, em homenagem a um recanto da sua Arrábida. A sua vontade de publicar era grande e insistente, assim se percebendo as missivas que, na rubrica “Correio Geral”, o jornal enviava para o jovem Sebastião da Gama, da Arrábida, respondendo-lhe que os seus poemas seriam publicados logo que chegasse a respectiva altura, seguindo a ordem de recepção dos textos dos colaboradores no jornal. A sua participação teve efeitos sobre os leitores, porquanto vários poemas foram publicados neste jornal, tendo como destinatário o Zé d’Anicha, assinados por pseudónimos como “Elvense que adora música”, “JC um barreirense” e “…

Dos associados (2): Artur Vaz

A última obra de Artur Vaz, nosso associado, foi apresentada publicamente no final de Janeiro, no Montijo, biografando um nabantino que, em 1896, quando tinha 10 anos, passou a viver na então Aldegalega do Ribatejo, designação que antecedeu a da cidade do Montijo – falo do livro Álvaro Valente – O homem e a obra (Montijo: Câmara Municipal do Montijo, 2010).
Num percurso de quase duas centenas de páginas (em que 70 são preenchidas com anexos, resultantes da pesquisa efectuada por Artur Vaz), a biografia de Álvaro Valente (1886-1965) passa, também documentada em muitas fotografias, delineada em quatro etapas – “O Apóstolo” (traçando o itinerário desta personalidade em termos familiares e como republicano, ligado ao movimento associativo e à corporação de bombeiros), “Soldado da paz” (reconhecendo o seu papel na organização dos bombeiros, quer a nível local, quer nacional, com intervenções públicas sucessivas e aparecendo ligado a três momentos altos da sua história – a criação dos Bombei…