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Sebastião da Gama em três biografias e um poema por alunos do 3º B (EB 1 nº 12 de Setúbal)

Três biografias e um poema sobre Sebastião da Gama foram trabalhos do 3º B da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizeram depois de uma sessão em que à turma foi apresentado o poeta da Arrábida.
Biografia por Joana Tavares e Mariana Sousa (3º B)
Biografia por Lara Santos (3º B)
Biografia por Rodrigo Madeira (3º B)
Poema por Joana Tavares e Mariana Sousa (3º B)

Bento Passinhas em tributo a Sebastião da Gama

[No descerramento da lápide a assinalar a casa em que Sebastião da Gama nasceu, em Azeitão, levado a cabo em 10 de Abril por iniciativa da Associação Cultural Sebastião da Gama e da Junta de Freguesia de São Lourenço, Manuel Bento Passinhas, azeitonense, prestou tributo ao poeta seu conterrâneo no poema que aqui se reproduz.]
Bento Passinhas no momento em que lia o seu poema como tributo a Sebastião da Gama (tendo, à sua direita, Pascale Lagneaux, da Junta de Freguesia de S. Lourenço, e, à sua esquerda, Celestina Neves, da Junta de Freguesia de S. Lourenço, e João Reis Ribeiro, da Associação Cultural Sebastião da Gama)
Ao eterno Sebastião da Gama Quando nesta casa nasceu O mundo em nada mudou, Mas Azeitão enriqueceu
Com este filho que abraçou.
Foi um filho para toda a vida Que a Azeitão veio dar fama, Para sempre vai ser conhecida A terra de Sebastião da Gama.
Grande poeta, grande homem, Para ele as crianças eram flores, Neste nosso país em desordem, Que falta nos fazem esses valores!
Pensou para além…

Homenagem a Sebastião da Gama [no dia em que passam 61 anos sobre a sua morte]

Numa pedra sentado, Com o olhar no horizonte, Inspirando-te na Arrábida, Que dos sonhos foi a fonte,
Sonhavas como ninguém, Como ninguém tu escrevias. Não sei se tiveste tempo P'ra escrever o que sentias.
Com razão tu escreveste "É pelo sonho que vamos”. Neste mundo em que vivemos, Já não sei o que sonhamos.
Sonhamos, não sonhamos, Vamos ou não vamos? Uma coisa nós sabemos: É que um dia chegamos.
Quem ainda tiver sonhos E pelo futuro aclama Jamais o vai esquecer, Poeta Sebastião da Gama.
Bento Passinhas Azeitão, 14-03-2011

Clemente, cantor, e Sebastião da Gama, poeta

Na edição do jornal Sem Mais de hoje, distribuído com o Expresso, na rubrica "Impressão Digital", o entrevistado é o cantor Clemente, natural de Setúbal, com 56 anos de aprendizagem da vida. Depois de confessar a serra da Arrábida como o seu local de eleição, responde da seguinte forma à pergunta "Há alguma figura regional que lhe mereça rasgos de elogios?": «Sebastião da Gama, que cantou a Serra-Mãe como mais ninguém foi capaz. Nem com todas as campanhas de marketing televisivo a custar muitos milhares de euros aos contribuintes conseguem a simplicidade, o impacto e a eficácia da poesia e da prosa de Sebastião da Gama. Conheço gente que veio de outros países à região de Setúbal depois de lê-lo.»

Lembrar Sebastião da Gama (quando passam 60 anos sobre a sua morte)

Teria 14 ou 15 anos quando li pela primeira vez Sebastião da Gama, por 1959. Encontrei-o casualmente na biblioteca de um tio professor. Li depois outros poetas, de que gostei muito, mas Sebastião ocupou sempre um lugar especial nas minhas preferências. O facto de me ter apercebido gradualmente do caso especial que é o seu, de um poeta que o era tanto no que escrevia como no que vivia, reforçou essa preferência. Quem sabe, essa aura especial talvez tenha prejudicado a sua reputação literária. Dá a impressão que alguns a aproveitam para tentar reduzir, sobretudo por omissão, o seu valor propriamente literário. Mas compensa-nos que muitos que não são literatos continuam a chegar à sua poesia através dessa aura, inclusive a de pedagogo (mais atual do que nunca), e encontram uma poesia das nossas maiores. Para quem vive uma época como a nossa de destruição e perturbação da natureza, e está consciente disso, Sebastião como poeta só pode ir em crescendo de importância. Como escreveu António Câ…

Sebastião da Gama cantado por Francisco Fanhais

Quer recordar a história do rouxinol sem asas que não pode voar? Está num dos lindos poemas de Sebastião da Gama, "Cantilena", escrito em 25 de Novembro de 1946 e publicado pela primeira vez na obra Cabo da boa esperança (1947), o segundo livro do poeta da Arrábida. Sebastião da Gama não terá tido intenções políticas com este poema, mas, quando em 1969, no programa televisivo "Zip-Zip", Francisco Fanhais o interpretou, logo a letra foi conotada com a situação política vivida. A história do rouxinol sem asas que não pode voar ou do rouxinol sem bico que não pode cantar depressa se tornou um símbolo e uma bandeira. Quer ouvir ou relembrar o poema assinado por Sebastião da Gama na voz de Francisco Fanhais? Venha até...

Antologia de homenagem a Sebastião da Gama

Os alunos da Oficina de Poesia da Universidade Sénior de Setúbal publicaram uma antologia intitulada Homenagem a Sebastião da Gama, reunindo 29 textos produzidos nas respectivas sessões. A antologia foi ontem apresentada, no final da sessão que, no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, decorreu, destinada a alunos da Universidade Sénior de Setúbal e a alunos do Clube Universitário Tempo Livre da Amadora. Parte significativa dos poemas toma como pretexto palavras de Sebastião da Gama, enquanto outros incidem sobre temáticas queridas ao poeta da Arrábida e outros demonstram o valor da memória dos respectivos autores relativamente a aprendizagens colhidas na leitura dos textos do poeta. Autores presentes nesta colectânea são: Alexandrina Pereira, Eduarda Gonçalves, Anna Netto, Arnaldo Ruaz, Beatriz Estrela, Berta Duarte, Carmo Branco, Célia Peixinho, Conceição Portela, Custódia Procópio, Deolinda Conceição, Elvira Cevadinha, Henrique Mateus, Idalece Rocha, Inácio José Lagarto, João Santiago,…

Ana Castelo canta "Pequeno Poema"

O texto é de Sebastião da Gama e chama-se “Pequeno Poema” ("quando eu nasci" é o primeiro verso, frequentemente chamado para dar título ao poema), datado de 7 de Maio de 1945 e inicialmente publicado na primeira obra do poeta azeitonense Serra Mãe (saída nesse mesmo ano). A interpretação musical, que lhe deu o título de “Amor”, é de Ana Castelo e dos “Danação do Sol”, num projecto que teve música de Ana Castelo, Joca e Paulo Colaço e que, nesta exibição, contou com Ana Castelo (voz), Joca (guitarra), Luis Beco (bateria), Paulo Colaço (baixo), Chico Baião (saxofone) e José Liaça (teclas). O filme, que corre na net, é gravação do programa “Jardim da Estrelas”, conduzido por Júlio Isidro, passado na RTPi em 1998. São quatro minutos e meio de música e de poesia de Sebastião da Gama.

Poema para Sebastião da Gama, por Alexandrina Pereira

Nasceu em cada verso
(ainda bem que nasceu!)
cada Poema
é um hálito de rosas...

Hora de paz bendita
enquanto a Serra e o Céu
matizam a paisagem
de uma beleza infinita.

E quando o Poeta escreveu:
“Quando nasci, não houve nada de novo
senão eu.”
Foi extrema a sua humildade
Tão humilde que nem se apercebeu
que no dia em que nasceu
uniram-se a Terra e o Céu
num abraço de bondade.

Alexandrina Pereira [Poema recuperado de um comentário deixado a um postal aqui publicado recentemente.]

Em memória de João Envia (1919-2010), com um poema para Sebastião da Gama

João Envia não era associado da Associação Cultural Sebastião da Gama, mas tinha interesse em saber como ela progredia. Nas vezes em que o encontrei, fez-me sentir isso, perguntando e registando em dedicatórias que me fez o papel da Associação. Amigo de Setúbal e da sua história, divulgador e coleccionador dos factos sadinos, João Envia foi autor de várias obras sobre a região de Setúbal e colaborou na imprensa local, ao mesmo tempo que desenvolveu a sua actividade comercial e que participou activamente no movimento associativo. Hoje, dia em que ele nos deixou, trago para aqui um poema sobre a Arrábida, em que fala de Sebastião da Gama, publicado no seu último livro, apresentado publicamente no final do ano passado. - JRR

João Envia. "A minha Arrábida". Poesias sadinas. Setúbal: edição de Autor, 2009, pg. 15.

Dos associados (1) - António Osório

De António Osório, nosso associado, foi publicado, no último trimestre de 2009, o volume A Luz Fraterna (Lisboa: Assírio & Alvim, 2009), que reúne os seus títulos de poesia e inclui um prefácio assinado por Eugénio Lisboa e uma entrevista efectuada por Ana Marques Gastão (publicada na revista DNA, em 2001). O leitor poderá ainda avaliar o que foi o percurso poético de António Osório pelos excertos críticos que são compilados no final do volume, por onde passam as vozes autorizadas de João Gaspar Simões (“a poesia de António Osório realiza, com ritmos antigos, imagens consagradas, sentimentos quotidianos, aspirações serenas, saudades calmas, um corpo poético como outro não havia nos anais do nosso lirismo contemporâneo”, 1979), Fernando Guimarães (“o psicologismo que pode haver nos poemas de António Osório é sobretudo encontro com os outros, com os lugares, com o mundo”, 1981), David Mourão-Ferreira (“convivem, no espaço do poema, os mortos e os vivos, o passado e o presente, a mem…

Um poema para Sebastião da Gama

Desconhecemos a autoria deste pequeno poema que leitor(a) deixou na caixa de comentários num postal anterior. No entanto, porque revela marcas intensas do "Poeta da Arrábida", este poema, ainda que sem título e sem indicação de autoria, merece sair da caixa dos comentários e ter visibilidade. Ora apreciem...
Sebastião
Olho-te os olhos
Risonhos, febris,
O sorriso ténue, frágil.
Olho a boca, a mão,
Úteros de palavras
Quentes e límpidas.
Em mim...surge
Clara, pura,
Maternal, a Poesia.

Sebastião da Gama e a Arrábida num poema de Maria Só

in O Canto dos Poetas. Setúbal: Grupo Desportivo "Independente", nº 20, Jan/Mar 2010

Sebastião da Gama fechou "As escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa" de hoje

No final do programa "As escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa" transmitido hoje pela RTP 1, o seu autor evocou o poeta da Arrábida, a fechar, depois de apresentar a habitual rubrica de livros: "Só uma evocação de Sebastião da Gama que há 58 anos morreu e deixou, de facto, uma saudade, uma admiração, um culto, que é partilhado por cada vez mais gente e cada vez mais gente nova neste país." Ao longo desta referência feita por Marcelo Rebelo de Sousa, a entrevistadora, Maria Flor Pedroso, ainda lembrou aquele que é talvez o mais conhecido verso de Sebastião da Gama: "Pelo sonho é que vamos". Gesto simpático e merecido! (JRR)

Um poema para Sebastião da Gama, por Artur Vaz

SEBASTIÃO DA GAMA

Servo de Deus,
poeta da natureza.
Tu serás sempre
anjo ancorado
na Serra-Mãe.

Terra que tu beijaste
e que por ti foi cantada,
nos poemas que deixaste
na obra inacabada.
Tu serás sempre uma voz
Do Amor e da Liberdade,
na tua nova morada.
Poeta da natureza
da Távola, por ti criada.

Foste o arauto
e a voz da Arrábida,
Campo Aberto e Cabo da Boa Esperança.
Pelo sonho, tu seguiste,
entre estevas e flores,
num supremo querer divino
em férteis e encantados amores.

Foste Mar-Azul,
memorial do teu povo,
êxtase e presença espiritual.
Tantas vezes te chamaram louco,
deixa lá isso!
Em tua defesa...
estão os teus cânticos.
Os poetas, esses, nunca morrem,
enquanto houver poesia, serão imortais.

Porque tu, Sebastião da Gama,
nesta encruzilhada da Vida
foste e serás,
como Camões, Bocage e Pessoa,
um poeta genial.
Artur Vaz. in Tributos (2009)