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A mostrar mensagens com a etiqueta Serra-Mãe (1945)

Poema de Sebastião da Gama dá nome ao "melhor tinto português do ano"

A Sivipa – Sociedade Vinícola de Palmela acaba de ganhar o prémio de melhor vinho tinto português do ano na Alemanha. O vinho distinguido foi o “Serra Mãe - Reserva 2009”, o único vinho português com a ambicionada grande medalha de ouro no concurso Mundus Vini 2013. O prémio “Bester Rotwein Portugal” foi anunciado no dia 17 no 13ºMUNDUSVINIGreat InternationalWine Awards, que decorreu em Neustadt, na Alemanha.Entre o final de agostoeinício de setembro, cerca de 250membros de um júride 45 paísesavaliaram vinhos de todo o mundo.Este ano o júriatribuiu 30 GrandesMedalhas de Ouro,1.142Medalhas de Ouro e1.601Medalhas de Prata. “Serra Mãe”, nome inspirado no poema de Sebastião da Gama, é um DOC Palmela produzido das vinhas mais velhas das castas Castelão (Periquita), plantadas nos típicos solos arenosos, por método de produção integrada. A vinificação segue o processo tradicional de Palmela, com autovinificadores, a uma temperatura média de 25ºC e maceração longa, de forma a extrair o máximo d…

"Os Duques de Quibir" cantam "Pequeno poema"

“Pequeno Poema” é um dos mais conhecidos textos de Sebastião da Gama, datado de 7 de Maio de 1945, incluído no seu primeiro livro, Serra Mãe (1945). Em vida do poeta, “Pequeno poema” teve mais duas publicações: na revista Aqui e Além (Lisboa: nº 3, Dezembro.1945, pg. 14) e no compêndio escolar organizado por Virgílio Couto para o ensino técnico Leituras II (Lisboa: Livraria Didáctica, 1949?, pg. 74). Virgílio Couto, à data professor metodólogo a orientar o estágio de Sebastião da Gama na Escola Veiga Beirão, deu uma prova de reconhecimento ao poeta publicando este seu poema num livro escolar. Este mesmo texto foi já objecto de outros tratamentos musicais. A versão que aqui se apresenta, recolhida no You Tube, foi inserida no álbum Momentos… do grupo "Os Duques de Quibir", de 1989, musicada por Quim Cruz e Vadinho.

Arrábida, a serra de um Poeta

“Arrábida – Serra de um Poeta” é filme de cerca de dez minutos com que Miguel Brazuna se apresentou ao concurso “Arrábida – Curtas e Doc’s 2011”, promovido pela AMRS no âmbito da candidatura da Arrábida a Património Mundial. O filme, disponível no Youtube, percorre imagens da Arrábida numa ligação com a mensagem da poesia de Serra Mãe, o primeiro livro de Sebastião da Gama (Lisboa: Portugália Editora, 1945). Relativamente a uma nota que aparece no final do filme sobre a ligação do poeta à criação da Liga para a Protecção da Natureza, bastará precisar que a Liga foi criada em 1948, na sequência de uma carta que, no verão de 1947, Sebastião da Gama fez chegar a um professor do Instituto Superior de Agronomia clamando pela protecção da Mata do Solitário. Sebastião da Gama não foi membro fundador da LPN, mas a criação daquela que é a mais antiga organização não governamental em prol do ambiente surgiu após ter sido ouvida a voz do poeta. Reconheça-se que este filme está repleto de sensibilid…

Sebastião da Gama e a música (das palavras)

Na sua poesia, Sebastião da Gama foi sensível à música, aparecesse ela como “canto”, “hino”, “som” ou “música” mesmo. São vários os poemas que publicou em que a arte musical se manifesta – recorde-se, por ordem de publicação, um poema de cada um dos três livros que o poeta editou: “Vida” (“Hoje, cá dentro, houve festa... / E, se houve festa e veludos, / e música azul, e tudo / quanto digo, / foi somente porque a Graça / desceu hoje a visitar-me.”), em Serra Mãe (1945); “As Fontes” ("De todas as aldeias / vieram, cantando, as moças / encher as bilhas. // E eu fui também cantando ao som das águas… / Cantava as minhas mãos, cantava as fontes.”), em Cabo da boa esperança (1947); “Manhã no Sado” (“Ali, à beira-rio, / de olhos só para o rio, de ouvidos surdos / ao que não é a música das águas, / um sossego alegórico persiste.”), em Campo aberto (1951). No próprio Diário, ao refletir sobre a poesia e sobre a palavra, várias vezes o professor Sebastião da Gama se referiu à música. Vale a …

Sebastião da Gama entre os "Poetas (d)e Azeitão"

O título “Poetas (d)e Azeitão” diz tudo – a naturalidade ou a temática azeitonense presentes na poesia ao longo dos tempos. Simultaneamente, uma homenagem aos poetas locais, com particular incidência nos poetas populares. E o visitante passa assim por pouco mais de uma dúzia de nomes, em que coabitam alguns consagrados com outros que, embora epígonos, vão preenchendo a poesia dos dias com os versos com que alimentam a vida. Alguns destes poetas têm obra publicada em livro; outros nunca reuniram os seus escritos para publicação; outros ainda divulgam-se em sítios de poesia na internet. A exposição, cujo trabalho de recolha se deve sobretudo a Vanda Rocha, pode ser vista até 28 de Janeiro no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, onde convivem rimas de Alcindo Bastos, António Poeiras, Arronches Junqueiro, Carlos Alberto Ferreira Júnior, Francisco Teles, Joaquim Caineta, Joaquim Oliveira, José Gago, Manuel Frango de Sousa, Manuel Maria Eusébio (“Calafate” – cujo centenário de falecimento p…

Ouvir "Pasmo", de Sebastião da Gama

“Pasmo” é poema de Sebastião da Gama, datado de 29 de Julho de 1944, logo inserido pelo poeta no seu primeiro livro, Serra-Mãe, em 1945. A sua audição está agora disponível na net, através do Youtube, pela voz de Raul Resendes, a partir do programa “Poema do Dia”, dedicado à poesia, em co-produção da Associação Cultural Despe-Te Que Suas e da Antena 1 / Açores, com o apoio do Governo açoriano. Na gravação disponível, constam ainda comentários finais da autoria de Carla Mota e de Urbano Bettencourt.

Poesia de Sebastião da Gama em concerto pelos "e-Vox"

Sete foram os poemas de Sebastião da Gama que o grupo e-Vox apresentou em concerto na noite de ontem no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, musicados por Salvador Peres, cantados por Diná Peres e acompanhados a flauta por Luís Alegria e a viola por Alexandre Murtinheira e Salvador Peres. Pelo meio, houve ainda espaço para poemas de Sebastião da Gama ditos por Carlos Medeiros, Elisabete Caramelo e João Completo e também para a pintura de uma aguarela alusiva a Sebastião da Gama por Nuno David. Musicados para este concerto foram os poemas “Quem me quiser amar”, “Nupcial”, “Cantiga de Amor”, “Anunciação”, “Rosas”, “Soneto do Tempo Perdido” e “O Sonho”, oriundos das obras Serra Mãe (primeiro, quinto e sexto) e Pelo Sonho É que Vamos (os restantes). O grupo e-Vox existe desde 2002 e tem apresentado concertos em que são cantados poetas de língua portuguesa. A interpretação agora apresentada de Sebastião da Gama foi marcada pela harmonia, uma característica que domina a p…

Sebastião da Gama lido pelos alunos do CUTLA

Os alunos do CUTLA (Clube Universitário Tempo Livre da Amadora) que, em 19 de Novembro, visitaram Azeitão e estiveram connosco na sessão "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora", que teve lugar no Museu Sebastião da Gama, prepararam uma pequena montagem sobre poemas de Sebastião da Gama que hoje nos fizeram chegar. Um bom pretexto para recordar alguns textos do Poeta da Arrábida, uma dezena deles, em pouco mais de três minutos de poesia e de música: "Pequeno poema" (07.Março.1945, SM), "O sonho" (01.Setembro.1951, PSEQV), "A uma rapariga" (07.Março.1951, PSEQV), "Cantilena" (25.Novembro.1946, CBE), "Inscrição" (14.Maio.1948, CA), "Madrigal" (07.Outubro.1946, CBE), "Florbela" (06.Novembro.1943), "Os que vinham da dor" (20.Julho.1948, CA), "Poema da minha esperança" (27.Janeiro.1945, SM) e "O menino grande" (17.Fevereiro.1946, IP). Nove destes textos foram publicados em …

Ana Castelo canta "Pequeno Poema"

O texto é de Sebastião da Gama e chama-se “Pequeno Poema” ("quando eu nasci" é o primeiro verso, frequentemente chamado para dar título ao poema), datado de 7 de Maio de 1945 e inicialmente publicado na primeira obra do poeta azeitonense Serra Mãe (saída nesse mesmo ano). A interpretação musical, que lhe deu o título de “Amor”, é de Ana Castelo e dos “Danação do Sol”, num projecto que teve música de Ana Castelo, Joca e Paulo Colaço e que, nesta exibição, contou com Ana Castelo (voz), Joca (guitarra), Luis Beco (bateria), Paulo Colaço (baixo), Chico Baião (saxofone) e José Liaça (teclas). O filme, que corre na net, é gravação do programa “Jardim da Estrelas”, conduzido por Júlio Isidro, passado na RTPi em 1998. São quatro minutos e meio de música e de poesia de Sebastião da Gama.

A paisagem que Sebastião da Gama cantou entre as "Maravilhas Naturais"

A paisagem que Sebastião da Gama enalteceu na sua poesia – as faces da Arrábida, a sua “serra-mãe” – está entre as finalistas para o concurso das “Sete Maravilhas Naturais de Portugal”, ontem divulgadas.

Sebastião da Gama contemplando a Arrábida, com o Portinho ao fundo (Maio de 1943)
No princípio, eram 323; passaram, depois, a 77; agora, são 21; a partir de Setembro, serão 7. O concurso iniciou-se com 323 candidaturas, de que um júri escolheu 77 e, depois de uma escolha monitorizada, ficou reduzido a 21 opções, a partir de agora à espera dos votos portugueses até que, em Setembro, sejam reveladas as maravilhas eleitas.
As paisagens finalistas estão agrupadas em sete núcleos: “Florestas e matas”, “Grandes Relevos”, “Grutas e Cavernas”, “Praias e Falésias”, “Zonas Marinhas”, “Zonas não Marinhas” e “Zonas Protegidas”. A região de Setúbal está presente em três categorias: o Parque Natural da Arrábida, nos “Grandes Relevos” (onde estão também a Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico e o Vale Gla…

"Serra-Mãe" premiado em Paris

“Serra-Mãe” foi o nome dado à serra da Arrábida por Sebastião da Gama num poema que integra o seu primeiro livro, também intitulado Serra-Mãe, cuja primeira edição data de 1945.
Mas “Serra-Mãe” virou também marca de vinho há alguns anos, a partir da casta “castelão” (periquita), classificado como DOC, engarrafado pela empresa Sivipa – Sociedade Vinícola de Palmela. Assim, a “Serra-Mãe” tem andado por longe, por muitas mesas e satisfazendo o gosto de muitos apreciadores.
E tem obtido prémios. Como a medalha de ouro que foi agora atribuída ao “Serra-Mãe Reserva” nas Vinalies Internationales 2010, que tiveram lugar em Paris entre 26 de Fevereiro e 2 de Março. Eram 3500 vinhos a concurso, para Portugal vieram 74 medalhas (21 de ouro e 53 de prata). E "Serra-Mãe" assim vai indo mais longe, dando nome também a um produto da região.

Memórias e testemunhos (2): António Quaresma Rosa

"Não fui seu aluno nem o conheci na sua forma fisica. Fui, no entanto, aluno, a partir dos anos 50 do século passado, de uma plêiade de professores que, na 'Escola da Saboaria', seguiam o seu comportamento e nos souberam transmitir a mística do que viria a ser o Diário.
No 'Primeiro de Dezembro' de 1951, na festa tradicional da Escola, na antiga Sala Ferreira de Sousa (actual União Setubalense), os (e as) mais 'prendados' alunos, entre outras coisas, recitavam. De entre as alunas era a Alina Vaz, do Barreiro ou do Montijo (já não sei bem), que mais se destacava. Disse ela (já o tinha feito na semana anterior, na festa de anos do Director - Eng. Athayde de Medeiros, assim mesmo escrito, que era dos Açores) um poema de um ex-professor, que tinha ido para Estremoz, tirado de um livro que se chamava 'Arrábida mãe'... Não, era Serra-Mãi, já antigo... pelo aspecto das folhas tão repassadas, tinha que ser antigo...
Alguns meses depois, já no 2º período, sou…