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A mostrar mensagens com a etiqueta antologia

Dos associados (28): José-António Chocolate em antologia de 30 anos de poesia

Foi na tarde de sábado que o nosso associado José-António Chocolate teve a apresentação do seu livro Todos os afectos (Setúbal: Estuário, 2012), antologia do próprio autor sobre as três décadas em que se dedicou à escrita poética. O texto lido na apresentação do livro (que esteve a cargo de João Reis Ribeiro) pode ser lido aqui. [na foto, de Quaresma Rosa: a mesa que presidiu à sessão - João Reis Ribeiro, Raul Tavares, José-António Chocolate e José Teófilo Duarte]

Antologia de homenagem a Sebastião da Gama

Os alunos da Oficina de Poesia da Universidade Sénior de Setúbal publicaram uma antologia intitulada Homenagem a Sebastião da Gama, reunindo 29 textos produzidos nas respectivas sessões. A antologia foi ontem apresentada, no final da sessão que, no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, decorreu, destinada a alunos da Universidade Sénior de Setúbal e a alunos do Clube Universitário Tempo Livre da Amadora. Parte significativa dos poemas toma como pretexto palavras de Sebastião da Gama, enquanto outros incidem sobre temáticas queridas ao poeta da Arrábida e outros demonstram o valor da memória dos respectivos autores relativamente a aprendizagens colhidas na leitura dos textos do poeta. Autores presentes nesta colectânea são: Alexandrina Pereira, Eduarda Gonçalves, Anna Netto, Arnaldo Ruaz, Beatriz Estrela, Berta Duarte, Carmo Branco, Célia Peixinho, Conceição Portela, Custódia Procópio, Deolinda Conceição, Elvira Cevadinha, Henrique Mateus, Idalece Rocha, Inácio José Lagarto, João Santiago,…

Dos associados (4) - António Osório - e de outros

Quatro leitores ligados à poesia – por serem poetas ou por terem escrito sobre poesia – estão juntos na organização de uma antologia da poesia portuguesa publicada em 2009. São eles José Alberto Oliveira, José Tolentino Mendonça, Luís Miguel Queirós e Manuel de Freitas. A ideia surgiu com o patrocínio da FNAC, albergando mais de centena e meia de páginas, sob o título Resumo – A poesia em 2009 (Lisboa: Assírio & Alvim, 2010), por aqui passando 35 poetas portugueses contemporâneos com 115 poemas.Que critérios? Uma nota de entrada esclarece: “O presente volume, a que desejavelmente se dará seguimento nos próximos anos, pretende ser uma antologia dos melhores poemas publicados em Portugal ao longo de 2009”. A escolha restringiu-se ao que foi publicado em suporte livro ou revista e é apenas “o simples somatório das preferências de quatro leitores”, sendo que, no índice, é indicado quem seleccionou o quê. Parte significativa dos textos é oriunda de publicações periódicas como Criatura

Poema para Sebastião da Gama, por Alexandrina Pereira

Nasceu em cada verso
(ainda bem que nasceu!)
cada Poema
é um hálito de rosas...

Hora de paz bendita
enquanto a Serra e o Céu
matizam a paisagem
de uma beleza infinita.

E quando o Poeta escreveu:
“Quando nasci, não houve nada de novo
senão eu.”
Foi extrema a sua humildade
Tão humilde que nem se apercebeu
que no dia em que nasceu
uniram-se a Terra e o Céu
num abraço de bondade.

Alexandrina Pereira [Poema recuperado de um comentário deixado a um postal aqui publicado recentemente.]

Em memória de João Envia (1919-2010), com um poema para Sebastião da Gama

João Envia não era associado da Associação Cultural Sebastião da Gama, mas tinha interesse em saber como ela progredia. Nas vezes em que o encontrei, fez-me sentir isso, perguntando e registando em dedicatórias que me fez o papel da Associação. Amigo de Setúbal e da sua história, divulgador e coleccionador dos factos sadinos, João Envia foi autor de várias obras sobre a região de Setúbal e colaborou na imprensa local, ao mesmo tempo que desenvolveu a sua actividade comercial e que participou activamente no movimento associativo. Hoje, dia em que ele nos deixou, trago para aqui um poema sobre a Arrábida, em que fala de Sebastião da Gama, publicado no seu último livro, apresentado publicamente no final do ano passado. - JRR

João Envia. "A minha Arrábida". Poesias sadinas. Setúbal: edição de Autor, 2009, pg. 15.

Dos associados (1) - António Osório

De António Osório, nosso associado, foi publicado, no último trimestre de 2009, o volume A Luz Fraterna (Lisboa: Assírio & Alvim, 2009), que reúne os seus títulos de poesia e inclui um prefácio assinado por Eugénio Lisboa e uma entrevista efectuada por Ana Marques Gastão (publicada na revista DNA, em 2001). O leitor poderá ainda avaliar o que foi o percurso poético de António Osório pelos excertos críticos que são compilados no final do volume, por onde passam as vozes autorizadas de João Gaspar Simões (“a poesia de António Osório realiza, com ritmos antigos, imagens consagradas, sentimentos quotidianos, aspirações serenas, saudades calmas, um corpo poético como outro não havia nos anais do nosso lirismo contemporâneo”, 1979), Fernando Guimarães (“o psicologismo que pode haver nos poemas de António Osório é sobretudo encontro com os outros, com os lugares, com o mundo”, 1981), David Mourão-Ferreira (“convivem, no espaço do poema, os mortos e os vivos, o passado e o presente, a mem…

Um poema para Sebastião da Gama

Desconhecemos a autoria deste pequeno poema que leitor(a) deixou na caixa de comentários num postal anterior. No entanto, porque revela marcas intensas do "Poeta da Arrábida", este poema, ainda que sem título e sem indicação de autoria, merece sair da caixa dos comentários e ter visibilidade. Ora apreciem...
Sebastião
Olho-te os olhos
Risonhos, febris,
O sorriso ténue, frágil.
Olho a boca, a mão,
Úteros de palavras
Quentes e límpidas.
Em mim...surge
Clara, pura,
Maternal, a Poesia.

Sebastião da Gama e a Arrábida num poema de Maria Só

in O Canto dos Poetas. Setúbal: Grupo Desportivo "Independente", nº 20, Jan/Mar 2010

Um poema para Sebastião da Gama, por Artur Vaz

SEBASTIÃO DA GAMA

Servo de Deus,
poeta da natureza.
Tu serás sempre
anjo ancorado
na Serra-Mãe.

Terra que tu beijaste
e que por ti foi cantada,
nos poemas que deixaste
na obra inacabada.
Tu serás sempre uma voz
Do Amor e da Liberdade,
na tua nova morada.
Poeta da natureza
da Távola, por ti criada.

Foste o arauto
e a voz da Arrábida,
Campo Aberto e Cabo da Boa Esperança.
Pelo sonho, tu seguiste,
entre estevas e flores,
num supremo querer divino
em férteis e encantados amores.

Foste Mar-Azul,
memorial do teu povo,
êxtase e presença espiritual.
Tantas vezes te chamaram louco,
deixa lá isso!
Em tua defesa...
estão os teus cânticos.
Os poetas, esses, nunca morrem,
enquanto houver poesia, serão imortais.

Porque tu, Sebastião da Gama,
nesta encruzilhada da Vida
foste e serás,
como Camões, Bocage e Pessoa,
um poeta genial.
Artur Vaz. in Tributos (2009)