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Memória - Maria Barroso (1925-2015)

A Associação Cultural Sebastião da Gama vem por este meio manifestar a mais profunda tristeza pela morte da Senhora Dra. Maria de Jesus Simões Barroso Soares, figura muito próxima de Sebastião da gama, com quem manteve uma relação de profunda amizade e que, no quarto volume do seu Álbum de Memórias, testemunhou: «Dava-me muito com ele na Faculdade. Era um homem de uma enorme pureza e um grande poeta. Gostava muito de mim, éramos muito amigos. Quando se me dirigia por carta ou me escrevia uma dedicatória num livro assinava sempre "do teu muito irmão Sebastião Artur".»
Por várias vezes, a Senhora Dra. Maria Barroso nos honrou com a sua presença, tendo participado frequentemente nas iniciativas da nossa Associação.  Em 2007, concedeu-nos mesmo a honra de pertencer à comissão de honra do monumento que foi erigido a Sebastião da Gama em Azeitão, tendo ainda feito parte do elenco que disse poemas do nosso poeta no CD “Meu caminho é por mim fora”, editado por esta Associação em 2010.

Joana e Sebastião: uma história feita de livros e de poemas

É verdade! Uma história feita de livros e de poemas. Feita de vida. De duas vidas. De uma vida. De vida. Joana e Sebastião - quando o amor se entrelaça com a vida e com a poesia. Aqui. Na foto: Joana e Sebastião, no Portinho da Arrábida, na década de 1940

Joana Luísa da Gama vista por Ana Manuel Guerreiro

Um interessante testemunho sobre Joana Luísa da Gama foi publicado na última edição do Jornal de Azeitão (nº 212, Maio.2014, pg. 5), devido a Ana Manuel Guerreiro, que aqui reproduzimos.

Dos associados: Memória - Joana Luísa da Gama (1923-2014)

A ficha biográfica de Joana Luísa da Gama poderia conter apenas os seguintes dados limitadores do seu percurso de vida: 28-02-1923 a 15-04-2014. No entanto, sabemos como isso seria pouco, muito pouco, sobretudo quando tal tempo corresponde a um período de 91 anos, 62 dos quais no estado de viúva, a cuidar da obra do marido, o poeta Sebastião da Gama, e a participar em várias acções de solidariedade e de voluntariado após a aposentação do serviço da Segurança Social, área em que tratou de encaminhar processos de adopção. Joana Luísa da Gama foi a nossa associada nº 1 desde que a Associação Cultural Sebastião da Gama foi criada em 2006. O seu contributo para a expansão da Associação e sobretudo para a concretização dos seus objectivos foi inesquecível, tendo estado sempre disponível para participar na divulgação da obra do poeta azeitonense e para dar a conhecer a sua obra e a sua mensagem. Connosco colaborou em acções sem conta; connosco visitou escolas, associações, exposições ligadas …

Dos associados - Memória: Aurora Salgado da Gama (1926-2014)

Em 10 de Março foi o adeus a Aurora da Conceição Ferreira Salgado da Gama (1926-2014), nossa associada desde o início e sempre interessada em saber sobre as nossas actividades em prol de Sebastião da Gama. Aurora Gama foi cunhada de Sebastião da Gama pelo seu casamento com Sérgio da Gama (1922-2005), o irmão mais velho do poeta azeitonense. Esteve presente em muitas das acções que a Associação Cultural Sebastião da Gama levou a cabo e incentivou, em várias alturas, algumas das iniciativas. Sempre testemunhou sobre Sebastião da Gama com carinho e nunca pôs obstáculos à divulgação da obra do poeta, tal como já fora apanágio do seu marido. O final da vida foi de sofrimento grande, mas pelo rosto da D. Aurora passeava-se sempre um sorriso, escondendo a dor e disponibilizando-se para os outros. Quem teve a alegria de a conhecer sentirá, por certo, a saudade e o respeito. Sebastião da Gama deixou em manuscrito um poema dedicado ao irmão Sérgio e a Aurora – “Descoberta”, datado de 8 de Fevereir…

Dos associados - Memória: Jorge Carlos Girão Calheiros Botelho Moniz (1924-2014)

No Público de ontem veio a notícia do falecimento do Dr. Jorge Carlos Girão Calheiros Botelho Moniz, nosso associado desde meados de 2008, que, aquando do falecimento de sua irmã, Maria Alice Botelho Moniz, nossa associada e colega e amiga de Sebastião da Gama, manifestou interesse em preencher a vaga deixada pela irmã na defesa do ideário de Sebastião da Gama.
Nascido em Setúbal a 23 de Abril de 1924 (treze dias depois de Sebastião da Gama), obteve a licenciatura em Direito em 1946. Desempenhou vários cargos públicos e foi presidente da Câmara de Setúbal entre 1955 e 1957.

Dos associados - Memória: Alberto da Conceição Fosco (1934-2013)

Alberto Fosco, um dos alunos de Sebastião da Gama que protagoniza o Diário (foi estudante na Escola Veiga Beirão) e nosso associado desde Abril deste ano, faleceu no início deste mês, em 5 de Novembro, notícia de que só agora tomámos conhecimento. O Fosco, como Sebastião da Gama o refere no Diário, foi um dos alunos mais recorrentemente citados, surgindo-lhe a primeira referência logo no dia 28 de Janeiro de 1949: «Hoje o trecho foi escolhido pelo Fosco (e de ora avante será quase sempre assim: eles é que sabem o que eles querem; e é esta uma maneira de se apurar o que nas antologias escolares vem fora de propósito). 'Homem ao Mar' [de D. Bernardo de Mesquitela] — um trecho apaixonante, intensamente dramático. Foi lido bastante bem pelo mesmo Fosco e a certa altura peguei eu nele. Posso julgar, pela atenção com que me escutaram, que à boa qualidade daquelas páginas se juntou a boa qualidade da minha leitura, de resto facilitada pelo interesse que eu próprio tinha nela. Mas isso …

Memória: Maria Irene Alves (1927-2013)

Maria Irene Alves entrou no curso de Românicas em 1946, tendo-se cruzado com Sebastião da Gama nos corredores da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e na amizade. Ao longo dos anos, Sebastião da Gama foi, de resto, tema de muitas conversas de Maria Irene Alves, em testemunhos cheios de simplicidade, de afecto e de sorrisos. O poeta azeitonense foi um dos autores de poemas dedicados a Maria Irene Alves, publicados no Livro de Curso de 1946-1950. Não tendo sido nossa associada, Maria Irene Alves participou em vários eventos levados a cabo pela nossa Associação, tendo também incentivado a divulgação da mensagem de Sebastião da Gama, mesmo já depois de aposentada, tempo em que dinamizou culturalmente a Casa do Professor, em Setúbal.

Dos associados - Memória: Manuel Medeiros (1936-2013)

Manuel Medeiros, conhecido livreiro setubalense, fundador da livraria Culsete, dedicou parte importante da sua vida ao livro, à leitura, à escrita, ao pensamento. Animou tertúlias, fez feiras do livro, foi a escolas, trouxe escolas à livraria, promoveu apresentações, divulgou autores, formou leitores. Escreveu poesia, ensaio e memórias. Relembrou Christian Andersen e Sebastião da Gama. Manuel Medeiros, nosso associado, partiu ontem (as cerimónias fúnebres terão lugar dentro de uma hora, na igreja de Jesus, em Setúbal). Do seu vasto legado, justo é destacar o contributo que deu, na década de 1980, para que se celebrasse Sebastião da Gama no mês de Abril. Foi o início de um percurso que se tem mantido. A memória de Sebastião da Gama muito deve ao impulso de Manuel Medeiros, o português açoriano que chegou a Setúbal na década de 1970 e que tratou a cultura e o livro como forma de intervenção cívica. Aqui se reproduz o artigo que Manuel Medeiros escreveu para o nº 2 do Boletim da Associação…

Memória: António Ramos Rosa (1924-2013)

Com quase 90 anos e uma intensa vida cultural, um dos expoentes da poesia portuguesa do século XX partiu e deixou-nos a sua obra. Para ser lida e lembrada. Em 1952, aquando da morte de Sebastião da Gama, a revista Árvore, que se publicava em Lisboa, dedicou o seu segundo número ao poeta de Azeitão. Na página 94, António Ramos Rosa escreveu o texto "À memória de um poeta", desta forma homenageando Sebastião da Gama, página que aqui se reproduz:

Fernando Guerreiro (1938-2013) - para a memória

O actor setubalense Fernando Guerreiro partiu ontem. Desde que foi criada a Associação Cultural Sebastião da Gama, a experiência, o saber, a generosidade e a disponibilidade do Fernando Guerreiro foram constantes. Interveio em várias sessões por nós organizadas: de poesia, de apresentações de livros, de divulgação sobre a obra do nosso patrono. Foi um dos intervenientes no cd Sebastião da Gama – Meu caminho é por mim fora, que editámos em 2010 (numa equipa que reuniu as vozes de Maria Barroso, Célia David, Maria Clementina e José Nobre e a música de Rui Serodio), em que foi responsável pela leitura de um excerto do Diário e dos poemas “Oração da tarde”, “Canção de guerra”, “Cabo da boa esperança”, “Santa Luzia” e “Largo do Espírito Santo, 2 – 2º”. Do Fernando Guerreiro, ouvimos sempre o “sim” para todas as acções para que o desafiámos ou que lhe pedimos. Uma disponibilidade e um afecto à cultura, à poesia, ao espectáculo, à partilha enormes. Fica-nos já a saudade da sua colaboração, da …

Dos associados - Memória: Marcus Vinicius de Moraes (1941-2013)

A Associação Cultural Sebastião da Gama perdeu mais um dos seus associados, o brasileiro Marcus Vinicius de Moraes (1941-2013). Membro da nossa Associação (nº 258) desde Abril de 2007, acumulou a carreira profissional ligada ao exercício do Direito com a poesia. Formado em Direito, exerceu a advocacia e foi Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Com uma ligação intensa à literatura, é autor de obras de poesia e de crónicas como Sonhos e Quimeras,Retalhos d'almas, Palavras ao vento ePoços de Caldas do meu tempo, entre outros títulos. Fundador da Academia Poço-Caldense de Letras (que já distinguiu uma outra nossa associada, a poetisa Alexandrina Pereira), Marcus Vinicius de Moraes integrou o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico da cidade de Sorocaba, a International Academy of Letters of England (Londres), a Accademia Internazionale D’Arte Moderna (Roma) e o Grémio Literário e Poético do Seixal.

Nos 89 anos de Sebastião da Gama (I) - Lápide na casa em que o poeta nasceu

A casa onde Sebastião da Gama nasceu (na Rua José Augusto Coelho, 88, em Azeitão) está, a partir de ontem, dia do seu 89º aniversário, assinalada por uma lápide que regista esse mesmo acontecimento, iniciativa da Associação Cultural Sebastião da Gama e da Junta de Freguesia de São Lourenço (Azeitão). Na cerimónia de descerramento, estiveram presentes membros da Junta de Freguesia de São Lourenço, da Direcção da Associação Cultural Sebastião da Gama, do Museu Sebastião da Gama, familiares do poeta e alguns naturais da vila. No dizer do Presidente da Associação Cultural Sebastião da Gama, este acto, “apesar da sua simplicidade, visou inscrever a memória de Sebastião da Gama no roteiro de Azeitão, divulgando o local do seu nascimento”. Desde 1953 que na mesma rua existe uma inscrição sobre pedra, evocativa de Sebastião da Gama, ali colocada pelos naturais da vila em homenagem ao poeta aquando do primeiro aniversário do seu falecimento. No entanto, o edifício onde está essa inscrição não fo…

Dos associados (33) - Maria Teresa Correia e Joaquim Bravo

O mês de Novembro viu partir dois dos nossos associados, ambos ligados a Azeitão: Maria Teresa Rodrigues Lopes Gama Correia (14.Nov.1931-05.Nov.2012) e Joaquim Paulo dos Santos Bravo (16.Fev.1943-18.Nov.2012). Maria Teresa Correia era esposa de João Gama (1927-2011) e mãe de Nuno Gama, também nosso associado. João Gama foi um dos principais responsáveis pela criação da Associação Cultural Sebastião da Gama e de tal forma a sua ligação à Associação foi intensa que, após o seu falecimento, a esposa quis manter o número de associado e a respectiva quotização em dia. Joaquim Bravo integrou o grupo de fundadores da Associação, em 2006. Pessoa querida em Azeitão, aqui se reproduz o “elogio fúnebre” produzido por Manuel Queirós, também nosso associado e dirigente da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, publicado na última edição do Jornal de Azeitão (nº 195, Dezembro.2012).

Memória: José Hermano Saraiva (1919-2012)

José Hermano Saraiva, que trouxe a história de Portugal até muitos de nós e nos ensinou a ter gosto pela nossa identidade, foi também um apreciador de Sebastião da Gama e com ele se cruzou nos corredores da Faculdade de Letras. Aquando da construção do monumento que a nossa Associação erigiu em Azeitão em 2007, José Hermano Saraiva integrou a Comissão de Honra desse monumento. Infelizmente, não pôde assistir à cerimónia de inauguração em 9 de Junho de 2007! Uns dias depois, visitei-o na sua casa de Palmela para lhe oferecer, em nome da Associação, a medalha então cunhada e para lhe contar o que tinha sido a festa. Conversámos sobre Sebastião da Gama e garantiu que haveria de fazer um programa televisivo sobre o poeta azeitonense. Com efeito, três anos depois, em Junho de 2010, uma edição do programa “A alma e a gente” era dedicada ao “poeta da Arrábida”. O homem que nos contou histórias e encheu Portugal com um pouco mais de cultura e de saber partiu. Fica-nos a sua memória e uma homenag…

Dos 60 anos sobre a vida de Sebastião da Gama...

... também se escreveu em Chapéu e Bengala, Geopedrados, Baú da história, Memórias soltas de prof, Bibliozarco e Aspirina B, que se saiba. O trissemanário O Setubalense publicou o texto "Sebastião da Gama, 60 anos depois", na sua edição de hoje. Se souber de mais sítios que se tenham referido à efeméride, diga-nos, por favor.

Sebastião da Gama, 60 anos depois

Já lá vão 60 anos sobre o 7 de Fevereiro de 1952, data em que, logo pela manhãzinha, a vida abandonava Sebastião da Gama no Hospital de S. Luís, em Lisboa, depois de, na véspera, ter sido transportado desde o seu Estremozinho… A última palavra que terá dito, sabemo-lo pela Joana Luísa, mulher do poeta, foi “poesia”, conforme ainda recentemente recordou na reportagem publicada na revista do jornal Sol. E não deixa de ser curioso, no mínimo, que o percurso poético de Sebastião da Gama se tenha iniciado na infância, com uma quadra engendrada depois de uma visita à Arrábida, para reportar à família uma descoberta – “Fui passear / à serra da Arrábia / e encontrei / uma mulher grávia” –, e se tenha concluído com essa palavra que lhe foi mágica, a “poesia”, já pronunciada com a dificuldade de quem sentia que lhe fugia!... Sebastião da Gama foi poeta na vida e na escrita. Isto é: Sebastião da Gama foi, sobretudo, poeta e viveu poetando. Em 27 anos que peregrinou, escreveu, escreveu, escreveu. …

Lembrar Sebastião da Gama (quando passam 60 anos sobre a sua morte)

Teria 14 ou 15 anos quando li pela primeira vez Sebastião da Gama, por 1959. Encontrei-o casualmente na biblioteca de um tio professor. Li depois outros poetas, de que gostei muito, mas Sebastião ocupou sempre um lugar especial nas minhas preferências. O facto de me ter apercebido gradualmente do caso especial que é o seu, de um poeta que o era tanto no que escrevia como no que vivia, reforçou essa preferência. Quem sabe, essa aura especial talvez tenha prejudicado a sua reputação literária. Dá a impressão que alguns a aproveitam para tentar reduzir, sobretudo por omissão, o seu valor propriamente literário. Mas compensa-nos que muitos que não são literatos continuam a chegar à sua poesia através dessa aura, inclusive a de pedagogo (mais atual do que nunca), e encontram uma poesia das nossas maiores. Para quem vive uma época como a nossa de destruição e perturbação da natureza, e está consciente disso, Sebastião como poeta só pode ir em crescendo de importância. Como escreveu António Câ…

Memória – Rui Serodio (1937-2011)

A notícia chegou brutal: morreu o Rui. Do lado de lá, o Jorge Calheiros falava emocionado. E foram uns segundos de silêncio a tentar aceitar o destino… Há dois dias, enviei-lhe uma mensagem a saber da sua saúde e a dizer-lhe que tinha saudades de nos encontrarmos. Não respondeu. Como já não respondia a vários amigos há algum tempo. O estado de saúde não deixava… Logo que o Jorge acabou de me dar a notícia, telefonei a outros amigos comuns. Espanto, desgosto, dor. Refugiei-me a ouvir, porque a tinha no carro, a música “Arrábida Minha”, que o Rui Serodio integrou no cd “The mystic of the piano”, homenagem que ele merece. Tenho saudades do Rui. Muitas. Do seu humor fino. Do seu saber musical. Da sua vontade de animar projectos. Dos seus sonhos envolvidos em pautas e em sonoridades afáveis. Do seu estar. Do seu nunca saber dizer que não. Do seu olhar sobre a música – deixou registado no seu blogue: “Passei toda a minha vida integrado no mundo activo da música e estou intensamente ligado ao …