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A mostrar mensagens com a etiqueta José Carlos Costa Marques

Lembrar Sebastião da Gama (quando passam 60 anos sobre a sua morte)

Teria 14 ou 15 anos quando li pela primeira vez Sebastião da Gama, por 1959. Encontrei-o casualmente na biblioteca de um tio professor. Li depois outros poetas, de que gostei muito, mas Sebastião ocupou sempre um lugar especial nas minhas preferências. O facto de me ter apercebido gradualmente do caso especial que é o seu, de um poeta que o era tanto no que escrevia como no que vivia, reforçou essa preferência. Quem sabe, essa aura especial talvez tenha prejudicado a sua reputação literária. Dá a impressão que alguns a aproveitam para tentar reduzir, sobretudo por omissão, o seu valor propriamente literário. Mas compensa-nos que muitos que não são literatos continuam a chegar à sua poesia através dessa aura, inclusive a de pedagogo (mais atual do que nunca), e encontram uma poesia das nossas maiores. Para quem vive uma época como a nossa de destruição e perturbação da natureza, e está consciente disso, Sebastião como poeta só pode ir em crescendo de importância. Como escreveu António Câ…