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Alexandrina Pereira e poesia da Arrábida (II)

Quando olhamos um título como este, Arrábida, meu amor, meu poema [de Alexandrina Pereira, em edição de autor, de 2013], fica-nos a possibilidade de nos encontrarmos com uma declaração, assim como nos encara o fio de um diálogo em que a Arrábida surge como o interlocutor chamado, a quem nos dirigimos. Seja uma ou outra das possibilidades, a leitura que tal título nos permite obriga ao estabelecimento de uma relação de gratidão e de simpatia da parte de quem diz: é que a Arrábida, este ser ou este mundo de que se fala, oferece-se como sinal de amor e enaltece-se como fonte de poesia. Dúvidas houvesse sobre esta ligação, logo seriam desfeitas pela abertura que Alexandrina Pereira dá ao conjunto: “Deixo neste livro a minha declaração de amor à inigualável serra da Arrábida, que abraça ternamente a cidade de Setúbal, onde nasci.” É homenagem, é reconhecimento, é gratidão. Mas é também forma de eternizar e de firmar a comunhão, que outra coisa não é esperada de uma relação de amor, que outr…

Alexandrina Pereira e a poesia da Arrábida (I)

A mais recente obra de Alexandrina Pereira (nossa associada) é dedicada à Arrábida e traz para título a serra e o afecto da autora:Arrábida, meu amor, meu poema(Setúbal: ed. Autor, 2013) teve primeira apresentação pública em 27 de Abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, surgindo quando está a correr a apreciação da candidatura da serra da Arrábida a património mundial. Projecto de autor, este livro tem colaboração fotográfica de Carlos Sargedas, Paulo Alexandre, Quaresma Rosa (nosso associado) e Simões Silva. Alguns dos poemas estão traduzidos, em trabalho que se deve a Ana Pereira (espanhol), Maria Eduarda Gonçalves (francês), Sara Monteiro (inglês) e Susana Ulrich (alemão). A obra teve apoios das Câmaras Municipais de Palmela, Sesimbra e Setúbal, da Associação Cultural Sebastião da Gama, da Secil e do Finisterra Arrábida Film Festival. A sessão de apresentação em Setúbal, orientada por Natália Abreu, teve a participação de Manuel Pisco (vereador da autarquia sadina), Hele…

Dos associados - Alexandrina Pereira em poemas sobre a Arrábida - Convite

Um conjunto de poemas em louvor da Arrábida, com algumas traduções em castelhano, francês, inglês e alemão. Um canto de amor à paisagem, à serra, à poesia, com a Arrábida por fundo, no ano em que se efectuou a sua candidatura a património mundial. Em 27 de Abril, surgirá Arrábida, meu poema, meu amor, de Alexandrina Pereira, edição que mereceu o patrocínio das Câmaras Municipais de Setúbal, Palmela e Sesimbra, da Associação Cultural Sebastião da Gama, da Secil e do Finisterra Arrábida Film Festival.

Na apresentação pública de "Estala de saudade o coração", de Joana Luísa da Gama - I

A tarde de sábado foi preenchida com a apresentação do livro de memórias de Joana Luísa da Gama, Estala de saudade o coração (Lembranças de Sebastião da Gama e de Azeitão), reunindo testemunhos que a autora deu ao longo dos tempos a propósito do poeta, seu marido, e da terra onde nasceu, além de revelar um conjunto de poesias que Joana Luísa produziu na sua juventude. A obra, editada pela nossa Associação, foi apresentada publicamente na sede da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, em Azeitão. Aqui ficam vários momentos do evento.
Vista parcial do público presente na sessão
Joana Luísa da Gama, Maria Barroso e Acilda Fragoso
Joana Luísa da Gama e Vanda Rocha (do Museu Sebastião da Gama)
Joana Luísa da Gama e Luís Gonzaga Machado (Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ACSG)
Mesa que presidiu à sessão: Vladimiro Nunes (jornalista), João Reis Ribeiro (Presidente da Direcção da ACSG) e Carlos Mendes Zacarias (Vice-Presidente da Direcção da ACSG)
Grupo Coral da Sociedade Filarmónica Per…

Joana Luísa da Gama, 90 anos, hoje

Joana Luísa da Gama, 90 anos hoje. Parabéns! E uma novidade: será entregue amanhã na gráfica o livro Estala de saudade o coração (Lembranças de Sebastião da Gama e de Azeitão), reunindo as intervenções e memórias de Joana Luísa, obra editada pela nossa Associação e que terá apresentação pública brevemente.

"O Concerto Interior", o novo livro de António Osório

Promovido pela Assírio & Alvim e pela Bertrand, teve lugar no passado dia 17 de Outubro, pelas 18h30, o lançamento do novo livro do poeta António Osório com o título O Concerto Interior – Evocações de um poeta. A cerimónia decorreu na grande sala de exposições da Livraria Bertrand, situada no centro comercial Picoas Plaza, em Lisboa, com numerosa assistência, a começar por antigos colegas advogados, muitos amigos e familiares, e, em cuja mesa da presidência, além do autor, estavam Vasco David, em representação da Editora, e os Drs. José Manuel de Vasconcelos e Pedro Mexia, apresentadores do livro. Ambos os apresentadores enalteceram esta nova publicação de António Osório e congratularam-se com a mensagem que nos é transmitida. “Um livro essencialmente de infância embora refira recordações de todo o seu curriculum, inclusive, profissional”, disse José Manuel de Vasconcelos. António Osório, afirmou ainda, “é uma pessoa muito discreta, neste diário não há solavancos, fala de si atravé…

Dos associados (31) - António Osório em entrevista

António Osório, um dos mais importantes poetas portugueses da actualidade e nosso associado, é entrevistado na mais recente edição do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias (nº 1095, de 19 de Setembro). A entrevista, conduzida por Maria Leonor Nunes, tem como pretexto o livro que brevemente estará nos escaparates, assinado por António Osório, intitulado O concerto interior, uma “revisitação das personagens e episódios da vida do poeta, ensaísta e advogado”. António Osório, que conheceu Sebastião da Gama e com ele privou, já escreveu algumas memórias sobre o poeta azeitonense; neste livro, o autor de Serra-Mãe voltará a ser objecto de histórias, a par com muitas outras personagens que se cruzaram na vida de António Osório, que diz sobre este seu novo título: “Neste livro há uma mistura de poesia, prosa e sonho. E procurei ser verdadeiro, como em tudo na minha vida.” A entrevista, importante para quem queira conhecer António Osório (nascido em Setúbal há 79 anos e cujo primeiro livro, A rai…

Dos associados (25) - Luís Amaro

Em 1949, Luís Amaro (que é nosso associado desde o início) publicou o livro Dádiva (Lisboa: Portugália Editora), que mereceu de Sebastião da Gama uma carta de amigo, mais que de leitor. Ou talvez nela contendo as duas perspectivas, nela dizendo a dada altura: “O teu livro tem, além de muita poesia, de muito coração, de muita honestidade humana e de Artista, uma unidade que eu invejo”. No Diário, Sebastião da Gama registaria também, em curta e sentida nota (18 de Fevereiro de 1949): “Ao escrever isto – ser professor é dar-se – lembro-me do amaro. Pobre querido Amigo, tão nobre, tão modesto, tão pudico da sua intimidade. Um António Nobre que chegou tarde, uma flor que o vento magoou… Há três anos que lhe peço o livro: ele, tímido, recusa sempre mostrá-lo ao mundo. (…) Pois há uma semana encontrei o Amaro. Acompanhei-o. Junto de um portal, com medo de que alguém que passasse ou ouvisse, segredou-me: ‘Vou publicar.” – ‘Diário Íntimo?’ – ‘Não. Dádiva.’ Senti cá dentro uma lágrima que era a…

Sebastião da Gama, personagem em livro de Luísa Borges

(...) A história contada em A Senhora da Fonte [de Luísa Borges (Lisboa: Chiado Editora, 2010)] apresenta vários pontos de contacto com a região azeitonense, não só pelas descrições que são feitas da serra da Arrábida, vista a partir da vila, mas também pela lenda de Hildebrando, pela presença dos golfinhos roazes e ainda pela invocação de Dona Constança, que por estas terras terá andado com o seu Pedro no que foi a Quinta da Nogueira. Mas a ligação mais intensa surge através do poeta, figura algo mítica e fantasmática que funciona como adjuvante do grupo de jovens aventureiros na busca de Bernardo. Vários versos de Sebastião da Gama vão intercalando a narrativa, normalmente para funcionarem como chave de revelação, característica que bem assenta na ideia de poeta. A imagem que do poeta surge é a identificação com a figura de Sebastião da Gama, ainda que isso não seja explicitado, mas apenas sugerido por um adereço como a boina ou pelo permanente ar de simpatia e pelo sorriso ou por a …

Antologia de homenagem a Sebastião da Gama

Os alunos da Oficina de Poesia da Universidade Sénior de Setúbal publicaram uma antologia intitulada Homenagem a Sebastião da Gama, reunindo 29 textos produzidos nas respectivas sessões. A antologia foi ontem apresentada, no final da sessão que, no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, decorreu, destinada a alunos da Universidade Sénior de Setúbal e a alunos do Clube Universitário Tempo Livre da Amadora. Parte significativa dos poemas toma como pretexto palavras de Sebastião da Gama, enquanto outros incidem sobre temáticas queridas ao poeta da Arrábida e outros demonstram o valor da memória dos respectivos autores relativamente a aprendizagens colhidas na leitura dos textos do poeta. Autores presentes nesta colectânea são: Alexandrina Pereira, Eduarda Gonçalves, Anna Netto, Arnaldo Ruaz, Beatriz Estrela, Berta Duarte, Carmo Branco, Célia Peixinho, Conceição Portela, Custódia Procópio, Deolinda Conceição, Elvira Cevadinha, Henrique Mateus, Idalece Rocha, Inácio José Lagarto, João Santiago,…

Dos associados (10) - Resendes Ventura, aliás, Manuel Medeiros

O recorte faz apresentação breve da obra Papel a mais - Papéis de um Livreiro com inéditos de escritores, assinada por Resendes Ventura, pseudónimo literário de Manuel Medeiros, nosso associado, livreiro na Culsete (em Setúbal), dinamizador da leitura, poeta. Editado no final de 2009 (Lisboa: Esfera do Caos), o livro mereceu o comentário que se mostra no artigo "Fragmentos da Humanidade", incluído na selecção de livros para as férias, assinada por João Morales na revista Os Meus Livros (nº 89, Julho. 2010, pg. 47). Refira-se que esta obra reúne alguns textos em que Sebastião da Gama é motivo, tais como: "Evocação de Sebastião da Gama, pedagogo", de Maria de Lourdes Belchior (pp. 191-194), ou "Testemunho sobre Sebastião da Gama", de Fausto Lopo de Carvalho (pp. 195-197) ,ou "Sebastião, a que é que sabe a vida?", de Matilde Rosa Araújo (pp. 201-209), ou "De repente vemo-nos velhos - Resposta do Mané Botas a Sebastião da Gama", de Resendes…

Dos associados (4) - António Osório - e de outros

Quatro leitores ligados à poesia – por serem poetas ou por terem escrito sobre poesia – estão juntos na organização de uma antologia da poesia portuguesa publicada em 2009. São eles José Alberto Oliveira, José Tolentino Mendonça, Luís Miguel Queirós e Manuel de Freitas. A ideia surgiu com o patrocínio da FNAC, albergando mais de centena e meia de páginas, sob o título Resumo – A poesia em 2009 (Lisboa: Assírio & Alvim, 2010), por aqui passando 35 poetas portugueses contemporâneos com 115 poemas.Que critérios? Uma nota de entrada esclarece: “O presente volume, a que desejavelmente se dará seguimento nos próximos anos, pretende ser uma antologia dos melhores poemas publicados em Portugal ao longo de 2009”. A escolha restringiu-se ao que foi publicado em suporte livro ou revista e é apenas “o simples somatório das preferências de quatro leitores”, sendo que, no índice, é indicado quem seleccionou o quê. Parte significativa dos textos é oriunda de publicações periódicas como Criatura

"Serra-Mãe", o primeiro livro de Sebastião da Gama

O primeiro livro de Sebastião da Gama foi Serra-Mãi (assim mesmo escrito), saído a público em Dezembro de 1945, com desenho de capa de Lino António, obra que muito cuidou e para a qual levou a preceito a selecção dos seus poemas.
Nesta altura, Sebastião da Gama, com 21 anos, era ainda estudante no curso de Românicas, na Faculdade de Letras de Lisboa. Tivera uma hipótese de a Livraria Portugália lhe editar o livro, mas, a 24 de Outubro, era-lhe dirigida uma carta, dizando que, naquele momento, não interessavam à editora “as publicações não integradas no plano” editorial, porque havia encargos com cerca de uma centena de originais, já pagos a autores e tradutores, e não havia como “dar vazão” a esse trabalho.
A família de Sebastião da Gama assumiu, então, os encargos financeiros advenientes da edição e o livro foi publicado com a chancela da Portugália, enquanto distribuidora. Com obra, dedicada a Alexandre Cardoso, seu tio, assumia o risco de vir a ser o “poeta da Arrábida”, elegendo a s…