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A segunda casa de Sebastião da Gama e o segundo registo

Quando Sebastião da Gama tinha 6 meses, a família mudou de casa, indo viver para o número 140 da rua José Augusto Coelho, em Vila Nogueira de Azeitão. Estava-se em Outubro de 1924. Uns dias depois, em 27 de Novembro, acontecia o baptizado do jovem Sebastião na Igreja Matriz de S. Lourenço, sendo celebrante o padre Manuel Fernandes de Barros e assumindo como padrinhos Gabriel Domingos do Carmo, casado, notário, e Josefina Pascoal Cardoso, casada, doméstica.
Esta segunda residência de Sebastião da Gama serviu-lhe até aos 14 anos, altura em que, por motivos de saúde, a família fixou residência no Portinho da Arrábida.
Apesar de esta segunda casa não ser aquela em que o poeta nasceu, certo é que muita gente é levada a pensar estar perante a que foi a sua primeira residência, uma vez que é na sua frontaria que se pode ver uma lápide evocativa, colocada na que foi a primeira homenagem pública póstuma a Sebastião da Gama, ocorrida em 8 de Fevereiro, quando passava o primeiro aniversário sobre a sua morte. Nessa lápide, pode ser lida a inscrição “Faltava-lhe a morte / para ser completo. / A taça estava cheia. / Faltava-lhe a pétala / da rosa / para transbordar.”, seguida do nome do poeta e das datas de nascimento e de morte e do registo “homenagem dos seus conterrâneos 1953”. Os versos para aqui transplantados constituem a abertura do poema “Ode a um amigo morto”, datado de Novembro de 1946, que Sebastião da Gama incluiu na obra Cabo da boa esperança (1947). (JRR)
Fotos: casa na Rua José Augusto Coelho, 140, em Azeitão, na actualidade; registo baptismal de Sebastião da Gama; homenagem dos azeitonenses em 8 de Maio de 1953.

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