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"Pelo sonho é que vamos" é título de cd (1)

“Pelo sonho é que vamos” é, talvez, um dos versos mais conhecidos de Sebastião da Gama, que faz parte do poema “O sonho”, escrito no primeiro dia de Setembro de 1951. Universalizou-se o verso, de facto, numa homenagem que também tem de ser reclamada para Sebastião da Gama, seu autor. “Pelo sonho é que vamos” passou a ser também o título de um cd com poemas de Sebastião da Gama musicados por Salvador Peres e interpretados pelo grupo e-Vox, com a voz de Diná Peres, produzido pela Associação Cultural Sebastião da Gama. Apresentado publicamente em 8 de Dezembro, na Casa da Cultura, em Setúbal, este cd integra sete poemas de Sebastião da Gama – “Quem me quiser amar”, “Nupcial”, “Rosas”, “Soneto do tempo perdido”, “Cantiga de amor”, “Anunciação” e “O sonho”, textos escritos entre 1944 e 1951 e surgidos em dois dos livros do poema, Serra Mãe (de 1945) e Pelo sonho é que vamos (póstumo, de 1953). Além dos poemas, há duas peças instrumentais, “Mystic river” e “Murmúrios da Arrábida”, devidos a A…

"Os Duques de Quibir" cantam "Pequeno poema"

“Pequeno Poema” é um dos mais conhecidos textos de Sebastião da Gama, datado de 7 de Maio de 1945, incluído no seu primeiro livro, Serra Mãe (1945). Em vida do poeta, “Pequeno poema” teve mais duas publicações: na revista Aqui e Além (Lisboa: nº 3, Dezembro.1945, pg. 14) e no compêndio escolar organizado por Virgílio Couto para o ensino técnico Leituras II (Lisboa: Livraria Didáctica, 1949?, pg. 74). Virgílio Couto, à data professor metodólogo a orientar o estágio de Sebastião da Gama na Escola Veiga Beirão, deu uma prova de reconhecimento ao poeta publicando este seu poema num livro escolar. Este mesmo texto foi já objecto de outros tratamentos musicais. A versão que aqui se apresenta, recolhida no You Tube, foi inserida no álbum Momentos… do grupo "Os Duques de Quibir", de 1989, musicada por Quim Cruz e Vadinho.

Sebastião da Gama e a música (das palavras)

Na sua poesia, Sebastião da Gama foi sensível à música, aparecesse ela como “canto”, “hino”, “som” ou “música” mesmo. São vários os poemas que publicou em que a arte musical se manifesta – recorde-se, por ordem de publicação, um poema de cada um dos três livros que o poeta editou: “Vida” (“Hoje, cá dentro, houve festa... / E, se houve festa e veludos, / e música azul, e tudo / quanto digo, / foi somente porque a Graça / desceu hoje a visitar-me.”), em Serra Mãe (1945); “As Fontes” ("De todas as aldeias / vieram, cantando, as moças / encher as bilhas. // E eu fui também cantando ao som das águas… / Cantava as minhas mãos, cantava as fontes.”), em Cabo da boa esperança (1947); “Manhã no Sado” (“Ali, à beira-rio, / de olhos só para o rio, de ouvidos surdos / ao que não é a música das águas, / um sossego alegórico persiste.”), em Campo aberto (1951). No próprio Diário, ao refletir sobre a poesia e sobre a palavra, várias vezes o professor Sebastião da Gama se referiu à música. Vale a …

Sebastião da Gama (en)cantado

A actuação do grupo e-Vox na noite de ontem, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, no programa de actividades do mês da música, interpretando poemas de Sebastião da Gama musicados por Salvador Peres (um dos elementos do grupo) provou bem que com a prata da casa se podem fazer belos espectáculos e que aquilo que é feito com gosto e dedicação atrai público. De facto, os sete poemas cantados, a que se somaram vários outros ditos por Elisabete Caramelo e por João Completo, entusiasmaram o público e confirmaram, para lá da dedicação de que já falei, estarmos perante um importante marco da cultura setubalense e portuguesa como é o "Poeta da Arrábida". O concerto tomou o nome do título de um dos mais conhecidos poemas de Sebastião da Gama, “Pelo sonho é que vamos”, apresentando os textos “Quem me quiser amar”, “Nupcial”, “Rosas”, “Soneto do Tempo Perdido”, “Cantiga de Amor”, “Anunciação” e “O sonho”. Dizer que o público se deixou arrebatar é pouco – é que a sensibilidade po…

"Pelo sonho é que vamos" na música

Integrado num mês de Outubro em torno da música em Setúbal, o programa "Pelo sonho é que vamos" animará a noite de hoje, a partir das 21h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal. Transcreve-se a notícia a partir do Guia de Eventos (Setúbal: Câmara Municipal de Setúbal, nº 79, Outubro.2011): "A poesia de Sebastião da Gama é a base da música dos e-Vox, com Salvador Peres, Alexandre Murtinheira, Diná Peres e Luís Alegria. Os poemas são recitados por Elisabete Caramelo e João Completo enquanto surgem imagens de telas de Eduardo Carqueijeiro e Nuno David." A não perder.

Poesia de Sebastião da Gama em concerto pelos "e-Vox"

Sete foram os poemas de Sebastião da Gama que o grupo e-Vox apresentou em concerto na noite de ontem no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, musicados por Salvador Peres, cantados por Diná Peres e acompanhados a flauta por Luís Alegria e a viola por Alexandre Murtinheira e Salvador Peres. Pelo meio, houve ainda espaço para poemas de Sebastião da Gama ditos por Carlos Medeiros, Elisabete Caramelo e João Completo e também para a pintura de uma aguarela alusiva a Sebastião da Gama por Nuno David. Musicados para este concerto foram os poemas “Quem me quiser amar”, “Nupcial”, “Cantiga de Amor”, “Anunciação”, “Rosas”, “Soneto do Tempo Perdido” e “O Sonho”, oriundos das obras Serra Mãe (primeiro, quinto e sexto) e Pelo Sonho É que Vamos (os restantes). O grupo e-Vox existe desde 2002 e tem apresentado concertos em que são cantados poetas de língua portuguesa. A interpretação agora apresentada de Sebastião da Gama foi marcada pela harmonia, uma característica que domina a p…

Música para Sebastião da Gama em Setúbal, a não perder

Sebastião da Gama cantado por Francisco Fanhais

Quer recordar a história do rouxinol sem asas que não pode voar? Está num dos lindos poemas de Sebastião da Gama, "Cantilena", escrito em 25 de Novembro de 1946 e publicado pela primeira vez na obra Cabo da boa esperança (1947), o segundo livro do poeta da Arrábida. Sebastião da Gama não terá tido intenções políticas com este poema, mas, quando em 1969, no programa televisivo "Zip-Zip", Francisco Fanhais o interpretou, logo a letra foi conotada com a situação política vivida. A história do rouxinol sem asas que não pode voar ou do rouxinol sem bico que não pode cantar depressa se tornou um símbolo e uma bandeira. Quer ouvir ou relembrar o poema assinado por Sebastião da Gama na voz de Francisco Fanhais? Venha até...

Sebastião da Gama cantado por Amália

“Nasci para ser ignorante”, poema de Sebastião da Gama, datado de 12 de Dezembro de 1946, integrou a obra Cabo da boa esperança, a segunda por si publicada quando corria o ano de 1947. Confissão de ternura pela Natureza e pela vida, com desprezo pelo saber meramente teórico, este texto do poeta da Arrábida foi interpretado por Amália Rodrigues, incluído no álbum “Obsessão”, datado de 1998, com música de Carlos Gonçalves. No original manuscrito que integra o espólio do poeta, pode ver-se que a este poema Sebastião da Gama atribuiu o título de "Poema semi-cómico"; no entanto, aquando da publicação em livro, o poema surgiu sem título. Ao texto de Sebastião da Gama a interpretação de Amália retirou quatro quadras (que antecedem a última), alusivas a uma história de relacionamento de um professor com o seu director. Uma afinidade de Amália com Sebastião da Gama assenta no dia 10 de Abril, data que foi a do nascimento do poeta (em 1924) e que foi também a da estreia da fadista no O…

Ana Castelo canta "Pequeno Poema"

O texto é de Sebastião da Gama e chama-se “Pequeno Poema” ("quando eu nasci" é o primeiro verso, frequentemente chamado para dar título ao poema), datado de 7 de Maio de 1945 e inicialmente publicado na primeira obra do poeta azeitonense Serra Mãe (saída nesse mesmo ano). A interpretação musical, que lhe deu o título de “Amor”, é de Ana Castelo e dos “Danação do Sol”, num projecto que teve música de Ana Castelo, Joca e Paulo Colaço e que, nesta exibição, contou com Ana Castelo (voz), Joca (guitarra), Luis Beco (bateria), Paulo Colaço (baixo), Chico Baião (saxofone) e José Liaça (teclas). O filme, que corre na net, é gravação do programa “Jardim da Estrelas”, conduzido por Júlio Isidro, passado na RTPi em 1998. São quatro minutos e meio de música e de poesia de Sebastião da Gama.

Synapsis, em Setúbal, com Sebastião da Gama

Synapsis é o nome de um novo grupo de “intervenção cultural e cívica” que vai apresentar-se publicamente na noite de hoje, no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal. Música, poesia e pintura serão as três artes que vão integrar este programa, animado por Nuno David, Salvador Peres, João Completo, Alexandre Murtinheira, Diná Lopes Peres e Carlos Medeiros. Alguns dos temas musicais acompanharão poemas de David Mourão-Ferreira (“A Secreta Viagem”) e de Sebastião da Gama (“Quem me quiser amar” e “Soneto do tempo perdido”). - JRR