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Memória: António Ramos Rosa (1924-2013)

Com quase 90 anos e uma intensa vida cultural, um dos expoentes da poesia portuguesa do século XX partiu e deixou-nos a sua obra. Para ser lida e lembrada. Em 1952, aquando da morte de Sebastião da Gama, a revista Árvore, que se publicava em Lisboa, dedicou o seu segundo número ao poeta de Azeitão. Na página 94, António Ramos Rosa escreveu o texto "À memória de um poeta", desta forma homenageando Sebastião da Gama, página que aqui se reproduz:

"Ladra o gato" em réplica por alunas do 3º B (EB 1 nº 12 de Setúbal) – “Ruge o rato”

"Ladra o gato", poema da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 24 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumoEstevas(2004) e republicado na antologiaA minha arca de Noé(2006), constituiu motivo para que Joana Tavares e Mariana Sousa, duas alunas do 3º B da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizessem uma réplica, com entrada do leão e do rato, depois de uma sessão em que à turma foi apresentado Sebastião da Gama.

"Dança dentro de um balde" pelos alunos do 3º B (EB 1 nº 12 de Setúbal)

"Dança dentro de um balde" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 22 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumoEstevas(2004) e republicado na antologiaA minha arca de Noé(2006), de que aqui se reproduz interpretação colorida que aluna do 3º B da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fez depois de uma sessão em que à turma foi apresentado Sebastião da Gama.
Desenho de Anastácia (3º B)

"O chapéu do Toneco" pelos alunos do 3º B (EB 1 nº 12 de Setúbal)

"O chapéu do Toneco" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 22 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumoEstevas(2004) e republicado na antologiaA minha arca de Noé(2006), de que aqui se reproduz interpretação colorida que aluna do 3º B da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fez depois de uma sessão em que à turma foi apresentado Sebastião da Gama.
Desenho de Érica (3º B)

"Ladra o gato" pelos alunos do 4º A (EB 1 nº 12 de Setúbal)

"Ladra o gato" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 24 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumoEstevas(2004) e republicadas na antologiaA minha arca de Noé (2006), que aqui se reproduz, seguido das interpretações coloridas que os alunos do 4ºA da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizeram depois de uma sessão em que lhes foi apresentado Sebastião da Gama.
Ladra o gato, mia o cão. Oh que grande trapalhada: faz o cão re nhá nhá nhau, vai o gato faz ão ão. Andam os bichos malucos sem nenhuma afinação. Ladra o gato ladra o gato ladra o gato mia o cão.
Desenho de Afonso Salazar (4º A)
Desenho de Alexandre Lima (4º A)
Desenho de Francisco Ribeiro (4º A)
Desenho de Gonçalo Semião (4º A)
Desenho de João Pedro Silva (4º A)
Desenho de Manuel Ventura (4º A)
Desenho de Matilde Ribeiro (4º A)

"Dança dentro de um balde" pelos alunos do 4º A (EB 1 nº 12 de Setúbal)

"Dança dentro de um balde" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 22 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumoEstevas(2004) e republicadas na antologiaA minha arca de Noé (2006), que aqui se reproduz, seguido das interpretações coloridas que os alunos do 4ºA da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizeram depois de uma sessão em que lhes foi apresentado Sebastião da Gama.
Dança dentro de um balde, ao som de um realejo, uma pulga zarolha com um caranguejo.
Que trangalhadanças que é o caranguejo! Torto de uma perna, de outra perna coxo. Mas dança e redança sua contradança.
Não se paga nada P’ra ver a festança. Que grande paródia! Geme o realejo, Saltarica a pulga, coxeia, coxeia, coxeia o caranguejo.
Desenho de Diogo Foleão (4º A)
Desenho de João Cotta (4º A)
Desenho de Nicole Russo (4º A)
Desenho de Rita Tamen (4º A)

"O chapéu do Toneco" pelos alunos do 4º A (EB 1 nº 12 de Setúbal)

"O chapéu do Toneco" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 22 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumo Estevas (2004) e republicadas na antologia A minha arca de Noé (2006), que aqui se reproduz, seguido das interpretações coloridas que os alunos do 4ºA da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizeram depois de uma sessão em que lhes foi apresentado Sebastião da Gama.
O chapéu do Toneco tem um buraco aberto. Entra-lhe a chuva pelo buraco. Tingue lingue lingue. Tingue lingue longue. Lá fica o Toneco todo encharcadinho como um pintainho debaixo dum caneco!

Desenho de Beatriz Lota (4º A)
Desenho de David Mesquita (4º A)
Desenho de Filipa Luís (4º A)
Desenho de Gonçalo Pereira (4º A)
Desenho de Inês Ferreira (4º A)
Desenho de Maria Inês Cruz (4º A)
Desenho de Pedro Lopes (4º A)
Desenho de Rodrigo Antequera (4º A)
Desenho de Tiago Freitas (4º A)

Bento Passinhas em tributo a Sebastião da Gama

[No descerramento da lápide a assinalar a casa em que Sebastião da Gama nasceu, em Azeitão, levado a cabo em 10 de Abril por iniciativa da Associação Cultural Sebastião da Gama e da Junta de Freguesia de São Lourenço, Manuel Bento Passinhas, azeitonense, prestou tributo ao poeta seu conterrâneo no poema que aqui se reproduz.]
Bento Passinhas no momento em que lia o seu poema como tributo a Sebastião da Gama (tendo, à sua direita, Pascale Lagneaux, da Junta de Freguesia de S. Lourenço, e, à sua esquerda, Celestina Neves, da Junta de Freguesia de S. Lourenço, e João Reis Ribeiro, da Associação Cultural Sebastião da Gama)
Ao eterno Sebastião da Gama Quando nesta casa nasceu O mundo em nada mudou, Mas Azeitão enriqueceu
Com este filho que abraçou.
Foi um filho para toda a vida Que a Azeitão veio dar fama, Para sempre vai ser conhecida A terra de Sebastião da Gama.
Grande poeta, grande homem, Para ele as crianças eram flores, Neste nosso país em desordem, Que falta nos fazem esses valores!
Pensou para além…

Boas Festas, com um poema de Natal

Boas Festas! Feliz Natal!
E um poema do nosso associado e poeta José-António Chocolate...


Natal doutros tempos

Eu sou do tempo em que se cantava ao Menino.
Em que não havia Pai Natal
e o Menino descia p’la chaminé
à meia noite em ponto.
Onde o sapatinho nos saía do pé
e a um canto se acomodava, pronto
a receber a prenda habitual.
Bombons em prata colorida
tal qual nossos olhos como estrelas brilhando
na negrura da noite, esperançando a vida.

Sou do tempo em que se prendava

filhós e azevias e rosetas
polvilhadas de açúcar e canela.
Em que se rufava a ronca
entoando louvores ao excelso e ao infinito céu.
Onde a família galhofava reinadia,
à lareira por dentro a noite fria.


Sou do tempo em que a nossa aldeia
tinha a dimensão do mundo
e o mundo se fazia de todos nós.
Em que o presépio se construía
com musgo catado pelas nossas mãos
e uma searinha feita em caco de barros
e oferecia a Jesus.


Desse tempo em que gente devota
na Missa do Galo cantava, louvando
o Menino que nasceu, símbolo do ano inteiro.

Do tempo em que só…

Poesia de Sebastião da Gama em concerto pelos "e-Vox"

Sete foram os poemas de Sebastião da Gama que o grupo e-Vox apresentou em concerto na noite de ontem no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, musicados por Salvador Peres, cantados por Diná Peres e acompanhados a flauta por Luís Alegria e a viola por Alexandre Murtinheira e Salvador Peres. Pelo meio, houve ainda espaço para poemas de Sebastião da Gama ditos por Carlos Medeiros, Elisabete Caramelo e João Completo e também para a pintura de uma aguarela alusiva a Sebastião da Gama por Nuno David. Musicados para este concerto foram os poemas “Quem me quiser amar”, “Nupcial”, “Cantiga de Amor”, “Anunciação”, “Rosas”, “Soneto do Tempo Perdido” e “O Sonho”, oriundos das obras Serra Mãe (primeiro, quinto e sexto) e Pelo Sonho É que Vamos (os restantes). O grupo e-Vox existe desde 2002 e tem apresentado concertos em que são cantados poetas de língua portuguesa. A interpretação agora apresentada de Sebastião da Gama foi marcada pela harmonia, uma característica que domina a p…

Memória: José Manuel de Noronha Gamito (1922-2011)

José Manuel de Noronha Gamito (1922-2011) foi amigo e companheiro de Sebastião da Gama. Aluno do Liceu de Setúbal nos anos 30, frequentou a Faculdade de Letras, integrou o Teatro de Estudantes da Faculdade de Letras e seguiu a carreira diplomática, tendo sido embaixador de Portugal na Suécia. Em 1992, publicou uma obra de memórias, Nesciedades. Faleceu no domingo, 27 de Março.Do livro de curso Nós os Finalistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Fomos Assim… (1942-1946), reproduzo a caricatura de Noronha Gamito, bem como o poema que lhe é dedicado, escrito por Sebastião da Gama. - JRR

Poema para Sebastião da Gama, por Alexandrina Pereira

Nasceu em cada verso
(ainda bem que nasceu!)
cada Poema
é um hálito de rosas...

Hora de paz bendita
enquanto a Serra e o Céu
matizam a paisagem
de uma beleza infinita.

E quando o Poeta escreveu:
“Quando nasci, não houve nada de novo
senão eu.”
Foi extrema a sua humildade
Tão humilde que nem se apercebeu
que no dia em que nasceu
uniram-se a Terra e o Céu
num abraço de bondade.

Alexandrina Pereira [Poema recuperado de um comentário deixado a um postal aqui publicado recentemente.]

Em memória de João Envia (1919-2010), com um poema para Sebastião da Gama

João Envia não era associado da Associação Cultural Sebastião da Gama, mas tinha interesse em saber como ela progredia. Nas vezes em que o encontrei, fez-me sentir isso, perguntando e registando em dedicatórias que me fez o papel da Associação. Amigo de Setúbal e da sua história, divulgador e coleccionador dos factos sadinos, João Envia foi autor de várias obras sobre a região de Setúbal e colaborou na imprensa local, ao mesmo tempo que desenvolveu a sua actividade comercial e que participou activamente no movimento associativo. Hoje, dia em que ele nos deixou, trago para aqui um poema sobre a Arrábida, em que fala de Sebastião da Gama, publicado no seu último livro, apresentado publicamente no final do ano passado. - JRR

João Envia. "A minha Arrábida". Poesias sadinas. Setúbal: edição de Autor, 2009, pg. 15.

"Louvor da Poesia", um testamento de Sebastião da Gama

O Parque dos Poetas, em Oeiras, constituído por vinte estátuas de poetas portugueses do século XX, todas da autoria do escultor Francisco Simões, não inclui a estátua de Sebastião da Gama. Mas poderia ter incluído. Aliás, segundo me contou o próprio escultor, este jardim para os poetas lusos do século XX foi ideia conjunta do artista e de David Mourão-Ferreira e, no início do projecto, o nome de Sebastião da Gama constava na lista dos vinte a figurarem no Parque…
No entanto, o Parque dos Poetas faz-se também com os poemas que estão lavrados no chão, rasgados em pedra, aí constando muitos nomes de outros poetas portugueses do mesmo século, que, não tendo lá a sua estátua, têm a sua palavra. É o que sucede com Sebastião da Gama, que, numa das entradas do Parque, tem esculpido o conhecido poema “Louvor da Poesia”, texto que o poeta legou como um quase testamento poético.
O poema está datado, em manuscrito, de 7 de Fevereiro de 1950, com dedicatória ao Dr. Virgílio Couto (1901-1972), profes…

Um poema para este dia ("dos namorados" chamado)

Madrigal

A minha história é simples.
A tua, meu Amor,
é bem mais simples ainda:

“Era uma vez uma flor.
Nasceu à beira de um Poeta…”

Vês como é simples e linda?

(O resto conto depois;
mas tão a sós, tão de manso,
que só escutemos os dois).
Sebastião da Gama (07.Out.1946) in Cabo da Boa Esperança (1947)