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Joana Luísa da Gama vista por Ana Manuel Guerreiro

Um interessante testemunho sobre Joana Luísa da Gama foi publicado na última edição do Jornal de Azeitão (nº 212, Maio.2014, pg. 5), devido a Ana Manuel Guerreiro, que aqui reproduzimos.

"Estala de saudade o coração", o livro de Joana Luísa da Gama lido por Daniel Nobre Mendes

Ao reler o livro de memórias desta nonagenária velhinha – não apresento desculpas pela redundância pois que a vibração é tanta que me sinto no dever de ir na crista da onda de um rebate aflito de sinos dentro de mim! –, fico emudecido, embevecido pela e com a ternura cristalina com que Joana Luísa da Gama constrói o seu livro, uma obra bem organizada pela sequencia espácio-temporal dos relatos que a preenchem e enriquecem e pela simplicidade da linguagem, uma terminologia directa, escorreita, onde nunca faltam aqueles grandes assomos de feminil doçura ou de ais magoados que se deixam transportar dentro de testemunhos autênticos todos feitos de estalidos crepitantes, sendo eles as marcas de um olhar para trás, de má avença, uma saudade que nada devolve mas que vincam bem um pairar de voo de saudades irremediáveis e uma orfandade dolente que se nos transmite até ao rebentar da emoção pela rotura das lágrimas…. Na verdade, esta obra vem completar um poeta desaparecido há seis décadas, vem…

CD "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" visto por Artur Vaz

Jornal de Azeitão: nº 166, Julho.2010

CD "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Testemunhos

O cd “Sebastião da Gama – Meu caminho é por mim fora” continua a motivar reacções de que queremos dar conta. De Oliveira de Azeméis escreveu Avelino Cabral: “Agradeço o envio e felicito-os pelo magnífico trabalho realizado em prol da divulgação da obra de Sebastião e para bem da cultura.” Fernando Camelo disse, a partir do Porto: “Endereço, depois de completa audição do cd, os meus sinceros parabéns pela escolha e declamação dos textos de Sebastião da Gama, aos quais desejo a melhor divulgação.” Numa carta dirigida a Joana Luísa da Gama, o franciscano David Antunes, de Braga, registou: “Este maravilhoso cd encheu-me a alma de encantamento e de lágrimas os olhos. (…) Mal imagina as ganas que me vieram de ser um Creso para pôr este cd nas mãos de cada português, qual 'Magalhães' de alta tecnologia, a fim de lhes ensinar a arte de amar como o Sebastião amava. Comove-me o fundo franciscano da sua nobilíssima arte (verdadeiramente amatória no mais nobre dos sentidos). A milhas daqui, …

Joana Luísa relembra Sebastião da Gama

Sem Mais Jornal: 26.Junho.2010

"Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - testemunho de Rui Serodio

Foi ontem entregue um exemplar do cd a Rui Serodio, o responsável pela parte musical desta obra. A sua reacção não se fez esperar e, por mail, ela chegou: «Recebi ontem o meu exemplar (nº 10) do CD Meu caminho é por mim fora. Fiquei maravilhado com a qualidade, com o bom gosto, com a beleza do grafismo, com a clareza dos textos e da sua ordenação, com o equilíbrio das diferentes nuances da cor, com o respeito ali expresso pelo Autor, sua vida e sua obra, com a verdade histórica e com a mística da personalidade do poeta ali exposta. A coerência da exposição das imagens desde o início até ao fim, de vibração serena mas poderosa como toda a poesia dele. Mereceu a pena esperar estes meses todos (a roer as unhas) para ter esta compensação. Já tinha tido acesso a várias componentes em separado mas agora com o CD completo nas mãos tem outra força. Que espanto! Que obra bonita! Parabéns!»

Joaquim Vermelho e "o rapaz da boina"

Em Abril de 2006, numa passagem por Estremoz, quis ver onde era o Largo do Espírito Santo, residência que foi de Sebastião da Gama quando ele lá leccionou na Escola Industrial e Comercial (hoje, Escola Secundária Rainha Santa).
Chegado ao Rossio, visitei o Museu de Arte Sacra e perguntei a uma senhora (que andaria pelos 60 anos) onde era o Largo do Espírito Santo. Logo a conversa se estendeu. O que ia eu ver ao sítio, quis ela saber. Lá lhe disse ao que ia. Subitamente, o seu olhar animou-se: “Oh, o senhor doutor Sebastião da Gama! Lembro-me tão bem dele! Com a boina, os livros… e também me lembro da mulher dele. Ela ainda é viva? Ele era tão boa pessoa… Gostávamos muito dele…” Creio que a senhora não chegara a ser aluna dele, mas recordava-o e descrevia-o como se o tivesse visto havia pouco. Já tinham passado 54 anos sobre a sua morte…
Fiquei impressionado com a vivacidade da senhora, num olhar e num recuo no tempo, quase virando outra vez criança que contemplava o professor da boina q…

O dia em que Sebastião da Gama entrou na memória

Luís Filipe Lindley Cintra (1925-1991) foi um dos maiores amigos de Sebastião da Gama, tendo partilhado com ele o tempo da Faculdade de Letras e o gosto pela Arrábida e pela escrita. Primeiro leitor de muitos poemas do Poeta da Arrábida, contribuiu amplamente para a divulgação da obra de Sebastião da Gama, colaborando na organização da sua obra póstuma e tendo prefaciado a edição de Serra Mãe em 1957, além de ser autor de alguns artigos na imprensa sobre a obra do poeta azeitonense, tais como: “Carta ao poeta Sebastião da Gama” (Diário Popular, 26.Dez.1945), "Sebastião da Gama: um depoimento" (O Tempo e o Modo, 27, 1965, págs. 463-478) e “Sebastião da Gama e a poesia social” (República, 1967).
A carta que aqui se reproduz, dirigida por Luís Filipe Lindley Cintra a Joana Luísa da Gama uma semana depois da morte do poeta, é um documento de ternura e um testemunho que inicia o caminho da memória de Sebastião da Gama. (JRR)

1ª e 4ª páginas da carta de Lindley Cintra a Joana Luísa 1…