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A mostrar mensagens com a etiqueta David Mourão-Ferreira

No Parque dos Poetas, com Sebastião da Gama

No passado Domingo, passei pelo Parque dos Poetas, em Oeiras. Já conhecia, mas não havia prestado a devida atenção aos poetas que são ali homenageados. O parque é atravessado pela Alameda dos Poetas, com espaços (chamadas “ilhas”) reservados aos nossos poetas. Nesta primeira fase, estão ali expostas 20 esculturas de poetas do Séc. XX: Teixeira de Pascoaes, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Natália Correia, Eugénio de Andrade, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Alexandre O`Neill, Camilo Pessanha, José Régio, Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Carlos Oliveira, Manuel Alegre, David Mourão Ferreira, António Gedeão, Ruy Belo e António Ramos Rosa. A Câmara Municipal de Oeiras, ao que se sabe, consultou 4 Organismos competentes na matéria para fazer a selecção dos poetas a integrarem esta 1ª fase. A escolha é, para mim, quase consensual. Embora reconhecendo que nunca é fácil uma escolha desta natureza, tenho muita pena que o poeta Sebastião da Gam…

Quatro poetas da "Távola Redonda" no Palácio Fronteira

A geração literária ligada à revista Távola Redonda (1950-1954) foi objecto de um ciclo de poesia promovido pela Fundação das Casas de Fronteira e Alorna no mês de Maio, sessões que decorreram no Palácio Fronteira, em Lisboa. Este ciclo integrou quatro sessões, realizadas em 10, 12, 17 e 19 de Maio, cada uma delas dedicada a um autor que colaborou na revista: Cristovam Pavia (1933-1968), David Mourão-Ferreira (1927-1996), Matilde Rosa Araújo (1921-2010) e Sebastião da Gama (1924-1952), respectivamente. Cada sessão foi composta por uma apresentação do autor em destaque e pela leitura de um leque variado dos seus poemas, alguns deles comentados pelo respectivo apresentador. Fernando J. B. Martinho apresentou Cristovam Pavia como “o poeta que alcança a sua maturidade muito precocemente”. Situando-se no grupo dos católicos progressistas, tinha profunda ligação aos lugares da infância (época que lhe serviu como um “lugar de ouro”), valorizados através de uma poesia introspectiva, de contempl…

A geração da "Távola Redonda" no Palácio Fronteira

A geração da Távola Redonda, de que Sebastião da Gama fez parte, vai ocupar o Ciclo de Música e Poesia Portuguesa Séc. XX que tem início hoje no Palácio Fronteira, organizado pela Fundação das Casas de Fronteira e Alorna. A sessão de hoje versará sobre a poesia de Cristovam Pavia, com apresentação e comentários a poemas por Fernando J. B. Martinho; o segundo autor a apresentar será David Mourão-Ferreira, comentado por Clara Rocha (em 12 de Maio); Matilde Rosa Araújo será estudada na terceira sessão (17 de Maio) por Violante Magalhães; o último encontro (19 de Maio) versará sobre a poesia de Sebastião da Gama, com exposição a cargo de João Reis Ribeiro. Cada um dos quatro recitais de poesia será antecedido de um recital de música, em que intervirão Gilda Oswaldo Cruz (ao piano, hoje); Ana Luísa Monteiro (piano) e Pedro Miguel Nunes (barítono), em 12 de Maio; Maria João Sousa (soprano) e Marta Manuel (piano), em 17 de Maio; Marcos Santos (tenor), Natasa Sibalic (soprano) e Helena Vasques …

Fernando J. B. Martinho: "Talvez não haja nenhum poeta português com tantas homenagens como Sebastião da Gama"

A tarde do dia 9 trouxe ao Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, o professor Fernando J. B. Martinho, da Universidade de Lisboa, no âmbito da celebração do 87º aniversário do poeta azeitonense, que falou sobre a obra de Sebastião da Gama e sobre o movimento de revistas literárias que marcou todo o século XX português, percurso em que entrou também o Poeta da Arrábida. Começando por afirmar que, para fazer a história da poesia portuguesa do século XX, bastaria consultar as revistas literárias de poesia publicadas em Portugal no período compreendido entre 1920 e 1960, Fernando J. B. Martinho recordou títulos como Orpheu, Presença, Cadernos de Poesia, Távola Redonda e Árvore, para chegar à obra de Sebastião da Gama, autor que colaborou nas duas últimas e a quem as mesmas revistas prestaram homenagem, respectivamente, nos números 16-17 e 2. “Talvez não haja nenhum poeta português com tantas homenagens como Sebastião da Gama”, afirmou Fernando J. B. Martinho, actos que justificou com alguns t…

Dos associados (16) – Luís Amaro e António Osório e outras referências

A revista Ler, da Fundação Círculo de Leitores, atingiu o seu centésimo número, conseguido ao longo de um tempo de duas dúzias de anos. O número 100 de qualquer publicação é sempre motivo de efeméride, que, neste caso, só podia ser uma edição especial da revista, girando em torno desse número duplamente redondo, passando por recolhas como “100 capas”, “100 imagens de páginas”, “100 livros”, “100 figuras”, “100 ideias para o futuro” e “100 citações”, antologias a partir das colaborações e das entradas na revista ao longo da sua história. Pelas “100 figuras” de portugueses passam dois dos nossos associados, que se juntaram à Associação quase no seu início. Refiro-me a Luís Amaro e a António Osório. Quanto ao primeiro, Luís Amaro, consta na legenda da fotografia: “Sem ele, a literatura portuguesa do século XX teria muito menos recordações. Memória e arquivo de autores, de gerações e da Colóquio.” Afirmações justíssimas, porque merecidas e verdadeiras. Luís Amaro e Sebastião da Gama foram a…

Synapsis, em Setúbal, com Sebastião da Gama

Synapsis é o nome de um novo grupo de “intervenção cultural e cívica” que vai apresentar-se publicamente na noite de hoje, no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal. Música, poesia e pintura serão as três artes que vão integrar este programa, animado por Nuno David, Salvador Peres, João Completo, Alexandre Murtinheira, Diná Lopes Peres e Carlos Medeiros. Alguns dos temas musicais acompanharão poemas de David Mourão-Ferreira (“A Secreta Viagem”) e de Sebastião da Gama (“Quem me quiser amar” e “Soneto do tempo perdido”). - JRR