terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma citação de Saint-Exupéry quando passam 110 anos sobre o seu nascimento

Citação de Le Petit Prince sobre aguarela de Saint-Exupéry para essa obra

Entre 13 e 15 de Dezembro de 1949, Sebastião da Gama registou no seu Diário: «O que eu gostava que os rapazes aprendessem nas nossas aulas era isto, primeiro que tudo: a aproximarem-se. Dos homens, dos bichos, da paisagem, de Deus. O ponto que vou transcrever leva esse intuito nas entrelinhas: “Il faut bien tenter de se rejoindre. Il faut bien essayer de communiquer avec quelques-uns de ces feux qui brûlent de loin en loin dans la campagne” – acabo eu de ler em Antoine de Saint-Exupéry.»
A citação que Sebastião da Gama faz de Saint-Exupéry consta na obra Terre des Hommes (1939), um título clássico deste autor nascido em Lyon faz hoje 110 anos, que lhe valeu um prémio da Academia Francesa e a entrada nos “best-sellers” da América. A efeméride é, pois, motivo para lembrar os dois autores que viveram levados pelo sonho… Sebastião da Gama também perfilharia, por certo, a máxima retirada de Le Petit Prince, de Saint-Exupéry, que integra a gravura reproduzida. – JRR

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dos associados (9) - Nuno Gama e as "Sete Maravilhas"

Nuno Gama, estilista, nosso associado e familiar de Sebastião da Gama, entra nas "7 Maravilhas Naturais de Portugal" através de t-shirts personalizadas, conforme noticia O Setubalense de hoje.
O Setubalense: 28.Junho.2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Daniel Nobre

"Agora, serenamente calmo, devo dizer que o cd tem óptima qualidade de audição e declamação. A música também. Devo dizer que a Maria Clementina e Fernando Guerreiro continuam esplêndidos, mais que nos velhos tempos do Ateneu. Ai que saudade, ai que melancolia me invade a alma… Mas deixe-me regar com lágrimas puras este momento tão belo, aqui sozinho, na net… Desculpe."
Daniel Nobre (Castelo Branco), via mail

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Reacções

As reacções ao cd “Meu caminho é por mim fora”, que a Associação promoveu, têm chegado e são favoráveis, umas mais expansivas, por escrito outras. Já algumas aqui foram publicadas como comentário a postais já editados.
Ontem, via mail, a Alexandrina Pereira também deu a sua opinião, recuando até à sessão de 5 de Junho, em que ocorreu a apresentação do cd, dizendo: “ouvi o cd pouco depois de o ter adquirido e fui saboreando o seu conteúdo. As vozes de todos os intervenientes não me surpreenderam pela beleza e harmonia assim como não me surpreendeu a suavidade da música do nosso querido amigo Rui Serodio. Não me surpreenderam porque sei (todos sabemos) a qualidade de todos. Considero um trabalho excelente. Sobre a tarde da apresentação, foi bonito ver a sala cheia mas outra coisa não era de esperar. (…) A presença da Dra. Maria Barroso emocionou-me principalmente por sentir o quão importante foi para ela a sua participação nesta homenagem a Sebastião da Gama.
Finalizo dizendo-lhe que tenho estado a ler (só tinha folheado) o livro de Sebastião da Gama O Segredo é Amar. O que ele nos ensina! Que ser humano tão excepcional! Neste livro somos levados a amar tudo o que faz parte da vida e que quantas (demasiadas!) vezes não valorizamos ou nem reparamos: o sol, a pequena planta, Alentejo, Estremoz, Pascoaes. Que vida curta para tão grande coração.”
Ontem ainda, no “Jornal de Domingo”, da TVI... “Vamos aos livros, Professor?”, perguntou Júlio Magalhães a Marcelo Rebelo de Sousa. “Um cd. Meu caminho é por mim fora. Poesias de Sebastião da Gama ditas por muito boa gente, inclusive Maria Barroso. Uma homenagem a Sebastião da Gama.” Foi assim que Marcelo Rebelo de Sousa abriu a parte da sua intervenção dedicada aos livros.
Se já ouviu o cd, faça-nos chegar também a sua opinião para a podermos partilhar. - JRR
[foto: O Setubalense]

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dos associados (7): António Manuel Couto Viana (1923-2010)

António Manuel Couto Viana, nosso associado desde a primeira hora, faleceu na tarde de ontem, assim se perdendo mais um amigo de Sebastião da Gama, seu companheiro na revista Távola Redonda (nascida em 1950), que, em muitos escritos e em muitos momentos, contribuiu para a memória de Sebastião da Gama.
Da sua bibliografia – iniciada com o livro de poemas O avestruz lírico, em 1948, e extensa em quantidade de títulos, em diversidade de géneros (ensaio, teatro, poesia, memórias, conto, crónica) – faço ressaltar aqui aquela que de Sebastião da Gama tratou, sempre numa reverência exigida pela amizade e pela memória, sempre prolongando o tempo em que os dois poetas contactaram em encontros gerados pela causa poética apenas: “Sebastião da Gama” (Coração Arquivista. Lisboa: Editorial Verbo, 1977, pp. 264-274), “Biografia de Sebastião da Gama através da sua poesia” (Sebastião da Gama – 50 anos de Poesia. Setúbal: Câmara Municipal de Setúbal, 1998, pp. 6-27), “Sebastião da Gama” (Ler, Escrever e Contar – Estudos e Memórias. Lisboa: Universitária Editora, 1999, pp. 129-142), “Sebastião da Gama em Terras do Norte” (Revista da Liga dos Amigos do Hospital de Ponte de Lima. Dir: Custódio Fernandes. Ponte de Lima: nº 1, Setembro.2000, pp. 26-32), “Sebastião da Gama” (Poetas Minhotos Poetas do Minho – II. Viana do Castelo: Câmara Municipal de Viana do Castelo, 2003, pp. 313-324) e “Frei Agostinho e Sebastião – Do Lima à Arrábida e da Arrábida ao Lima” (Sebastião da Gama – O poeta e o professor – Estudos e perspectivas. Azeitão: Associação Cultural Sebastião da Gama, 2007, pp. 69-80).
Quando, em 2001, António Mateus Vilhena e Daniel Pires preparavam a antologia A serra da Arrábida na poesia portuguesa (Setúbal: Centro de Estudos Bocageanos, 2002), pedi a Couto Viana um poema sobre a Arrábida. Inevitavelmente, a pena correu, em letra grande e bem vincada, e, desde a Casa do Artista, na Pontinha, Couto Viana fez chegar as suas três quadras de “Ó Arrábida!”, onde, também inevitavelmente, era invocado o estro de Sebastião da Gama, associado à força mística que a serra tem representado e à sua presença regular na literatura.
Sempre envolvido na preservação da memória do Poeta da Arrábida, António Manuel Couto Viana acompanhou todas as actividades da nossa Associação com interesse e estando presente em algumas (em Palmela e em Setúbal) e tendo feito parte da Comissão de Honra do Monumento a Sebastião da Gama, erigido em 2007 em Azeitão. - JRR
[fotos: António Manuel Couto Viana, em Azeitão, em 9 de Junho de 2007, na inauguração do monumento a Sebastião da Gama, por Cília Costa; reprodução do manuscrito do poema "Ó Arrábida!", incluído na antologia A serra da Arrábida na poesia portuguesa.]

terça-feira, 8 de junho de 2010

José Hermano Saraiva mostrou Sebastião da Gama

Quando, no sábado, estava a acabar a sessão de apresentação pública do cd “Sebastião da Gama – Meu caminho é por mim fora”, começava na RTP 2 o programa “A alma e a gente”, do Professor José Hermano Saraiva, sob o título “Sebastião da Gama, o poeta da Arrábida”, episódio de 25 minutos, quase totalmente gravado no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão.
Ter havido no dia 5 de Junho a apresentação do cd e este programa televisivo foi mera coincidência. Ao longo do programa, José Hermano Saraiva biografou Sebastião da Gama, leu dois dos seus poemas – “Serra-Mãe” e “Pequeno Poema” – e fez considerações sobre essa obra magna que é o Diário.
O programa usou uma linguagem bem acessível – como desde há muito é timbre nas séries apresentadas por José Hermano Saraiva – ainda que tenha incorrido numa ou outra pequena imprecisão de relato. No entanto, o retrato traçado de Sebastião da Gama saiu muito coincidente com aquele que todos os que o conheceram dele têm feito: figura “deslumbrante”, em cujo interior “parecia haver luz”, dotada de “prodigiosa irradiação de bondade”.
Se este foi o retrato do homem, quanto ao poeta, referiu Hermano Saraiva que ele teve dois grandes amores – “a mãe e a serra” – assim justificando o título do primeiro livro (Serra-Mãe) e explicando a ligação do poeta à serra pelo facto de “a Arrábida ter uma atmosfera mística”.
A vertente mais comentada no programa foi a faceta do professor, defendendo o autor do episódio que “para praticar o método seguido por Sebastião da Gama é preciso ter talento”, porque o ensino por ele defendido “criava perguntas e punha a turma a descobrir”, chegando a aula a ser “um festival”. A obra Diário afigura-se, assim, como o repositório de uma metodologia completamente nova, livro que, comentou Hermano Saraiva, “está esquecido e devia ser obrigatório na formação dos professores”, opinião que o levou a concluir o seu programa com uma pequena subversão intencional a um verso do texto “Pequeno Poema” – “Quando eu nasci ficou tudo como estava”, exarou Sebastião da Gama. “E não devia ter ficado!”, completou Hermano Saraiva.
Ao longo do programa, apareceram imagens do Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, da serra da Arrábida e alguns exteriores de Vila Nogueira de Azeitão, designadamente o monumento a Sebastião da Gama que a Associação Cultural Sebastião da Gama ali erigiu em 2007 e de cuja Comissão de Honra José Hermano Saraiva fez parte. Como tendo contribuído para a memória do “Poeta da Arrábida” foram enaltecidos a criação do Museu Sebastião da Gama e o papel desempenhado por Joana Luísa da Gama, a esposa do poeta, que “dedicou a vida inteira a publicar a obra do marido”, designadamente o Diário, publicação póstuma saída em 1958, meia dúzia de anos depois de Sebastião da Gama ter falecido.
Um programa interessante de divulgação, que serviu, sobretudo, para uma chamada de atenção sobre esta figura da cultura portuguesa nascida em Azeitão, que foi “um dos grandes vultos da poesia portuguesa do século XX”, e para a necessidade de ser lido e estudado, especialmente no que à educação respeita. O programa pode ser visto no sítio da RTP. - JRR

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - imprensa 1


O Setubalense: 07.Junho.2010, pp. 1 e 7.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 12

Aspecto da assembleia que participou na apresentação do cd - foto: Cília Costa

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 11

Presenças de Rui Serodio (compositor das músicas que integram o cd)
e do poeta José António Contradanças - foto: Cília Costa

domingo, 6 de junho de 2010

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 10

Presenças de Anita Vilar e José Nobre - foto: Cília Costa

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 9

Presenças de Maria Barroso, Joana Luísa da Gama e Quaresma Rosa, vendo-se em segundo plano Carlos Zacarias - foto: Cília Costa

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 8

Os lugares sentados não foram suficientes para a quantidade de pessoas que acorreu à apresentação do cd, mas a Maria do Carmo, o José Baptista, a Fátima Alves, a Anita Vilar e a Natércia Fraga improvisaram assento, enquanto Cunha Bento tinha a seu cargo a distribuição dos cd's. - foto: Cília Costa

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Intervenção do Presidente da ACSG

Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Permitam-me que os convide a lembrarem-se de José Régio, quando, no poema “Cântico Negro”, inserido num livro publicado em 1925, escrevia “Só vou por onde / Me levam meus próprios passos…” e, mais adiante, completava a ideia, afirmando que “Se vim ao mundo, foi / (…) / [para] Desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!”
Se aqui chamo a palavra de José Régio, é por saber que essa foi uma das fontes de saber e de poesia de Sebastião da Gama e por achar que este verso “Meu caminho é por mim fora”, que dá título ao cd que agora se apresenta e que foi pedido emprestado ao poema “Itinerário”, se cruza algures com esses outros versos de Régio, no assumir de um percurso poético, absolutamente indissociável de um trajecto de vida e de intervenção cultural e humana.
Reunimos neste cd 26 textos do “Poeta da Arrábida” que é Sebastião da Gama, entre poesia e prosa, sendo que todos eles constituem uma janela aberta para o mundo do próprio poeta, do professor e do homem que Sebastião da Gama foi, uma quase trilogia – ou trindade, se preferirem – em que cada um dos painéis é indissociável dos outros, porque as aulas transpiravam poesia, a vida corria sobre poemas e o poeta construía versos sobre o que a vida e o mundo lhe ensinavam.
São 26 textos numa sequência de descoberta de mensagem. O primeiro é um excerto dessa obra fundamental para a educação que se chama Diário (traduzido, há cerca de um mês e meio em Itália e, pasmemo-nos com o nosso fraco hábito de só imitarmos os outros!, com essa primeira edição traduzida já esgotada), obra que regista um ano e tal de prática docente, humana e culta, reflectindo o professor neste texto sobre o que disse aos alunos acerca da poesia e de como ela é condição para a sinceridade.
Depois, vêm poemas, ordenados cronologicamente, escritos entre 1946 e 1951, por onde passam as temáticas diversas que povoam a escrita de Sebastião da Gama – a Natureza, a Arrábida, o Poeta, a alegria e a força de viver, a religiosidade, a infância, a mãe, a tradição literária portuguesa, o amor, a contemplação e a descoberta do mundo, a liberdade. Por estes textos vibra também uma quase geografia de Sebastião da Gama, sobreposta aos lugares por onde passou e de que se apropriou inserindo-os na sua obra – a Arrábida, naturalmente, mas também Lisboa e o Tejo, Viana do Castelo, Estremoz. Ressaltam ainda alguns dos modelos que ajudaram a decidir uma arte poética, como a lírica medieval galego-portuguesa, Frei Agostinho da Cruz, Bernardim Ribeiro, Camões, ecos de Fernando Pessoa e ainda a valorização dos seus contemporâneos, como acontece no poema em que celebra Carlos Queirós.
O texto que fecha o cd é uma porta aberta, um hino à liberdade, apesar de ser escrito em prosa. “Encarcerar a asa”, assim ficou intitulado. Foi o último texto que Sebastião da Gama escreveu, em 25 de Janeiro de 1952, treze dias antes de se despedir da vida, e faz justiça àquilo que sempre defendeu – aprender com a simplicidade da vida e, desta vez, o pretexto foi um pintassilgo dentro de uma gaiola, que deu para falar da liberdade, da alegria e graça de estar vivo, do que é educar, da fraternidade, de Estremoz (onde vivia, na altura), do saber. É um texto que adquire ainda mais valor por ter sido o último produzido e por conter um testemunho, talvez um testamento, de valores fundamentais.
E como surgiu este cd? Um dia, há mais ou menos um ano e dois meses, recebi um mail do Rui Serodio, lamentando-se de que não tinha ainda composto nada para acompanhar a poesia de Sebastião da Gama, acrescentando que queria ter essa marca na sua vida de compositor. E logo ali esboçava os custos e a forma de avançar com um cd no que à música e a algumas eventuais colaborações dizia respeito. Esta ideia, surgida assim, depois de uma sessão sobre o poeta que no dia anterior tinha promovido no Clube Setubalense, bateu fundo porque vinha ao encontro de uma intenção que tínhamos e que era concordante com este desabafo-proposta do Rui. A congeminação para a construção do cd começou de imediato e, um ano passado, aqui o estamos a apresentar.
Fica-nos a satisfação de estarmos contentes com esta obra, em grande parte devida ao voluntariado de uma diversidade de colaboradores bem interessante. Alinhado e preparado este trabalho, apresentámos convite a 24 eventuais parceiros, entre instituições e empresas, para se juntarem a nós na edição desta obra. Alguns dos contactados responderam, elogiando a ideia, mas argumentando impossibilidades várias para entrarem no projecto. Alguns outros, poucos, nem sequer nos responderam, e o mais grave é que a falta de resposta (sublinho: a falta de resposta) partiu de empresas e instituições com responsabilidades na nossa região, na paisagem e na identidade da nossa região. É para esses que vai o nosso primeiro agradecimento, não por ironia, mas porque fizeram sentir que quem nos respondeu, sendo parceiro ou não, é, de facto, ainda mais importante.
Alinharam neste projecto, através da aquisição de cd’s, instituições como: Banco BPI (cujo presidente, o Dr. Artur Santos Silva, reconheceu o valor deste trabalho do ponto de vista cultural e identitário), a Fundação Buehler-Brockhaus (que reconheceu a importância deste projecto e decidiu proceder à oferta deste cd aos centros de recursos das escolas do concelho de Setúbal), a Fundação Calouste Gulbenkian (que vai distribuir este cd pelas várias bibliotecas do país com as quais tem protocolo), a Fundação Oriente (desde início valorizando a dimensão da Arrábida), o Grupo Nabeiro – Delta Cafés (cultivando uma prática enternecedora de apoio a actividades culturais), Ramos & Varela (o primeiro apoiante, quando ainda nem se vislumbrava a forma do cd) e a Câmara Municipal de Setúbal e as duas Juntas de Freguesia de Azeitão (S. Simão e S. Lourenço), três instituições que, desde sempre, se têm deixado envolver pelas propostas que apresentamos e que, justo é dizê-lo, muito têm pugnado pela imagem e pela memória de Sebastião da Gama. Para estes nove parceiros, que confiaram no trabalho a apresentar e que nos incentivaram a que ele fosse um produto com qualidade, aqui fica o nosso agradecimento.
As pessoas foram a mola determinante desta obra e alguns nomes temos de assinalar: menciono em primeiro lugar os de Joana Luísa da Gama e de Aurora Gama, uma e outra interessadas na divulgação da mensagem da obra do seu familiar, uma e outra autorizando a Associação a usar os textos e as imagens do poeta, uma e outra acompanhando as dificuldades e as alegrias do que foi pôr este projecto no caminho. Depois, tenho de referir o nome de Rui Serodio, pianista e compositor, um dos pais desta ideia, autor das músicas que acompanham os poemas aqui ditos, que várias vezes me referiu ser este um projecto bem importante na sua vida de músico e de cidadão e que o levou a apreciar de forma mais intensa a musicalidade da poesia de Sebastião da Gama (obrigado, Rui!); o de Jorge Calheiros, que procedeu à montagem e elaborou um grafismo, a meu ver, digno de registo e de louvor, e que, de editor, passou a ser colaborador porque se envolveu de tal forma no projecto que já dizia os poemas à maneira de cada um dos artistas e porque assumiu que este projecto era para ele também uma questão de cidadania (obrigado, Jorge!); o de David Neutel, que pôs o seu saber ao serviço da gravação das vozes; os de Célia David, Fernando Guerreiro, José Nobre e Maria Clementina, actores bem conhecidos e amados nesta terra, que, desde início, se prontificaram a colaborar, sem condições, partilhando dizeres, acreditando nesta obra, dando voz e corpo aos textos do Poeta da Arrábida, ao mesmo tempo que tinham de respeitar as suas agendas de geografias díspares e de trabalhos desencontrados (obrigado, Célia, Fernando, Zé e Clementina!); o da Dra. Maria Barroso, pela pronta disponibilidade e aceitação e pela partilha das lembranças de Sebastião da Gama, sua contemporânea e amiga, e também pelo carinho que pôs no dizer, num acariciar dos versos surpreendente (obrigado, Dra. Maria Barroso!); o do Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, que sempre se tem mostrado disponível para lembrar o exemplo e a obra de Sebastião da Gama, personalidade de apoios diversos à nossa Associação, e que traçou curtas mas pertinentes palavras para abertura deste cd (impossibilitado de aqui estar devido a outros compromissos, fica-lhe também o nosso obrigado, apesar da sua ausência).
Caros Amigos, este é um projecto que, para a Associação Cultural Sebastião da Gama, visa a divulgação, a memória futura (deixando a criatividade da voz e da música para intervenientes que estão ligados a Setúbal e à Arrábida ou que foram próximos de Sebastião da Gama) e a adaptação ao mundo multimédia (que, hoje, ajuda a valorizar o que de bom existe) da obra de um poeta, que, tendo partido aos 27 anos, conseguiu marcar a poesia portuguesa do século XX e legou um testemunho do acto educativo que só não é de leitura obrigatória em Portugal porque, teimosamente, continuamos a preferir a distracção com o que é importado, ainda que às vezes seja superficial.
A memória faz-se com as chamadas de atenção e também com a leitura da obra. Oxalá gostem!
Muito obrigado.

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - registo

O final da tarde de ontem teve, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, a apresentação pública do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora", produzido pela Associação Cultural Sebastião da Gama, projecto em que intervieram as vozes de Célia David, José Nobre, Fernando Guerreiro, Maria Barroso e Maria Clementina, a música de Rui Serodio e o trabalho de montagem e de grafismo de Jorge Calheiros.
Foi sala cheia, em que estiveram presentes Macaísta Malheiros (Governador Civil de Setúbal), Carla Guerreiro (Vereadora da Câmara Municipal de Setúbal, em representação da Presidente), Luís Gonzaga Machado (Presidente da Assembleia Geral da Associação Cultural Sebastião da Gama), Joana Luísa da Gama (esposa de Sebastião da Gama), Marion e Hans Peter Buehler (da Fundação Buehler-Brockhaus), Lineu Dias (representante de Rui Azinhais Nabeiro), Fernando Cristóvão (professor universitário), Carlos Rodrigues (actor), muitos associados (Alexandrina Pereira, António Rodrigues Correia, José António Contradanças, Ausenda Pereira, Quaresma Rosa, António Cunha Bento, Margarida Heliodoro, Margarida Teixeira, Manuel Medeiros, Manuela Cerejeira, Carlos Zacarias, Manuel Herculano Silva, Manuel Varela, entre outros) e muitos amigos.
A sessão contou com intervenções do Presidente da Direcção da Associação Cultural Sebastião da Gama (ACSG), da Vereadora Carla Guerreiro e do Governador Civil Macaísta Malheiros. Poemas de Sebastião da Gama foram ouvidos nas vozes de Célia David, José Nobre, Fernando Guerreiro, Maria Barroso e Maria Clementina, acompanhados ao piano por Rui Serodio.
Nesta sessão, o Presidente da Direcção da ACSG ofereceu à representante da Presidente da Câmara o cd nº 1, com o objectivo de integrar o acervo do Museu Sebastião da Gama, em Azeitão.
Este cd, resultado do trabalho de cerca de um ano, teve o apoio de entidades como Banco BPI, Câmara Municipal de Setúbal, Fundação Buehler-Brockhaus, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Oriente, Grupo Nabeiro - Delta Cafés, Junta de Freguesia de S. Lourenço (Azeitão), Junta de Freguesia de S. Simão (Azeitão) e Ramos & Varela, SA.
A obra integra, além do cd numerado, um libreto de 32 páginas, com uma breve apresentação da autoria de Marcelo Rebelo de Sousa, que reproduz os 26 textos e fotografias de Sebastião da Gama.

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 7

Presença de Natércia Fraga, Anita Vilar, José Baptista, Vicência Rosa e António Cunha Bento
foto: Quaresma Rosa

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 6

Presença de António Rodrigues Correia e de Fernando Cristóvão - foto: Quaresma Rosa

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 5

Presença de Manuel Medeiros (Resendes Ventura), Fernando Cristóvão e, ao fundo, Carlos Rodrigues (Manel Bola) - foto: Quaresma Rosa

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 4

Aspecto da assembleia, podendo ver-se, na fila da frente, do lado esquerdo: Lineu Dias (representante do Comendador Rui Nabeiro), Hans Peter Buehler e Marion Buehler (da Fundação Buehler-Brockhaus), Joana Luísa da Gama e Maria Barroso - foto: Manuel Herculano

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 3

Aspecto da assembleia, vendo-se, na primeira fila da esquerda Joana Luísa da Gama e Maria Barroso, seguidas de Ausenda Pereira; na primeira fila da direita, podem ver-se, no extremo, os actores Célia David e Fernando Guerreiro - foto: Manuel Herculano

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 2

Aspecto da Mesa que presidiu à sessão, vendo-se, ao fundo, o compositor e pianista Rui Serodio
(foto: Manuel Herculano)

Apresentação do cd "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora" - Momentos 1

Aspecto da Mesa que presidiu à sessão, constituída por (da esquerda para a direita): Jorge Calheiros (editor do cd), Carla Guerreiro (Vereadora da Câmara Municipal de Setúbal), João Reis Ribeiro (Presidente da Direcção da Associação Cultural Sebastião da Gama), Macaísta Malheiros (Governador Civil de Setúbal) e Luís Gonzaga Machado (Presidente da Assembleia-Geral da Associação Cultural Sebastião da Gama) - foto: Quaresma Rosa