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A mostrar mensagens com a etiqueta Rogério Peres Claro

Edifício da Escola Secundária Sebastião da Gama tem 57 anos

Em 8 de Maio de 1955, a agora designada Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, abria nas novas instalações, a sul do Parque do Bonfim, que ainda hoje lhe servem de sede.
Construção já há muito reclamada – quase meio século de insistência, garante Peres Claro na sua obra Um século de ensino técnico profissional em Setúbal – História da Escola Secundária Sebastião da Gama (2000) –, esta novidade seria motivo de festa por vários dias, num programa cuidadosamente elaborado pela própria Escola, que então se chamava Industrial e Comercial de Setúbal. Além de uma homenagem ao pintor João Vaz, setubalense que já dera nome a esta escola, no evento constaram actos religiosos, visitas ministeriais, exposições de trabalhos de alunos e de professores, concertos e desfiles. Agora, quando passam 57 anos sobre essa data, a Escola Secundária Sebastião da Gama vai comemorar a efeméride, associando ao evento o nome do seu patrono, sobre cujo falecimento passa neste ano o 60º aniversário.
As felic…

Rogério Claro: livro e exposição na Biblioteca de Setúbal

Rogério Peres Claro foi colega de Sebastião da Gama e teve um percurso geográfico como professor semelhante ao do poeta azeitonense. No seu tempo de 90 anos, Peres Claro tem um contributo cívico e cultural inegável no plano da história local sadina - autor de uma colectânea de memórias históricas em vários volumes (Setúbal de há 100 anos) e de uma monografia sobre a Escola Secundária Sebastião da Gama (Um século de Ensino Técnico-Profissional em Setúbal), foi ainda divulgador cultural, tradutor, editor da obra do poeta Calafate (António Maria Eusébio), seu familiar, e das memórias paroquiais de Setúbal de 1758. Este último título, editado no final da década de 1950, revela-se documento importante para o conhecimento das freguesias de Setúbal setecentistas e encontra-se esgotado desde há muito. Pois Sábado, 22 de Outubro, a Biblioteca Municipal de Setúbal vai acolher uma exposição bibliográfica sobre Peres Claro, ao mesmo tempo que será apresentada ao público a nova edição das memórias p…

“Meu caminho é por mim fora…”

Reprodução do manuscrito de Sebastião da Gama da primeira página do poema "Itinerário"

Este verso de Sebastião da Gama, que abre o seu poema “Itinerário” (datado de 29 de Outubro de 1944 e incluído no livro Serra Mãe, de 1945), tem sido o título das sessões de divulgação que a Associação Cultural Sebastião da Gama tem promovido sobre o seu patrono.
A escolha deste verso para designar essas acções justifica-se pela força que dele ressalta, sobretudo quando escrito por um jovem que tinha 20 anos e assumia ser a poesia de José Régio uma das suas âncoras. Não foi por acaso que o último livro que publicou – Campo aberto, em 1951 – teve dedicatória para duas personalidades que lhe nortearam as condutas: Virgílio Couto, que fora o seu metodólogo e mestre de pedagogia na Escola Veiga Beirão, e José Régio, poeta admirado e amado. De resto, um dos pontos altos nesse ano de 1951 na vida do poeta da Arrábida (em 25 de Fevereiro) foi o encontro com Régio em Portalegre, onde se deslocou, na…