terça-feira, 26 de novembro de 2013

Dos associados - Memória: Alberto da Conceição Fosco (1934-2013)



Alberto Fosco, um dos alunos de Sebastião da Gama que protagoniza o Diário (foi estudante na Escola Veiga Beirão) e nosso associado desde Abril deste ano, faleceu no início deste mês, em 5 de Novembro, notícia de que só agora tomámos conhecimento.
O Fosco, como Sebastião da Gama o refere no Diário, foi um dos alunos mais recorrentemente citados, surgindo-lhe a primeira referência logo no dia 28 de Janeiro de 1949:
«Hoje o trecho foi escolhido pelo Fosco (e de ora avante será quase sempre assim: eles é que sabem o que eles querem; e é esta uma maneira de se apurar o que nas antologias escolares vem fora de propósito).
'Homem ao Mar' [de D. Bernardo de Mesquitela] — um trecho apaixonante, intensamente dramático. Foi lido bastante bem pelo mesmo Fosco e a certa altura peguei eu nele. Posso julgar, pela atenção com que me escutaram, que à boa qualidade daquelas páginas se juntou a boa qualidade da minha leitura, de resto facilitada pelo interesse que eu próprio tinha nela. Mas isso não quis dizer de modo nenhum que o Fosco não se preferisse; reclamou que lhe pertencia a ele ler e foi ele quem levou o resto até ao ponto final.
Já não mandei contar: pedi ao Fosco que me dissesse por que gostou do trecho e os motivos que indicou foram um sinal de que compreendera onde estava a força e a beleza de 'Homem ao Mar'. Acabou a sua exposição falando sobre a vida do marítimo. E conseguiu, quando teve de citar um ou outro passo do trecho, o que eu acho que se deve então fazer: Contar o que se leu, não como quem leu, mas como quem viu.»
[Foto: pormenor da ficha do aluno Alberto Fosco, na caderneta de professor de Sebastião da Gama.]


Memória: Maria Irene Alves (1927-2013)



Maria Irene Alves entrou no curso de Românicas em 1946, tendo-se cruzado com Sebastião da Gama nos corredores da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e na amizade.
Ao longo dos anos, Sebastião da Gama foi, de resto, tema de muitas conversas de Maria Irene Alves, em testemunhos cheios de simplicidade, de afecto e de sorrisos. O poeta azeitonense foi um dos autores de poemas dedicados a Maria Irene Alves, publicados no Livro de Curso de 1946-1950.
Não tendo sido nossa associada, Maria Irene Alves participou em vários eventos levados a cabo pela nossa Associação, tendo também incentivado a divulgação da mensagem de Sebastião da Gama, mesmo já depois de aposentada, tempo em que dinamizou culturalmente a Casa do Professor, em Setúbal.

sábado, 23 de novembro de 2013

Sebastião da Gama homenageado em concerto no aniversário do Coral Infantil de Setúbal



Logo à noite, pelas 21h00, o Forum Luísa Todi, em Setúbal, acolherá o concerto “O Poeta da Arrábida”, que celebrará o aniversário do Coral Infantil de Setúbal. A interpretação musical estará a cargo da Banda da Armada, dirigida pelo 1º Tenente Músico Délio Gonçalves, e a interpretação coral vai competir ao Coral aniversariante, ao Coro Feminino TuttiEncantus, ao Coro do Conservatório Regional de Setúbal e ao Coro de Câmara de Setúbal. O roteiro da obra é da responsabilidade de João Reis Ribeiro, com poemas de Sebastião da Gama, e a autoria da composição musical é de Samuel Pascoal.
A Associação Cultural Sebastião da Gama procedeu à edição do roteiro, um opúsculo de 30 páginas, que inclui os poemas de Sebastião da Gama seleccionados e as partituras dos poemas que abrem e fecham o concerto, respectivamente, “Pequeno Poema” e “O Sonho”.
Mas o concerto de hoje tem uma história subjacente…
Quando celebrou o seu 30º aniversário, o Coral Infantil de Setúbal pretendeu levar a cabo um concerto de encerramento desse ano, em 2010, que homenageasse um valor da região de Setúbal, escolhendo a figura de Sebastião da Gama.
O roteiro para essa celebração, bem como a respectiva composição musical, foram efectuados, mas, por razões logísticas, esta actividade não pôde ser levada a cabo. Só agora este evento é possível, associado a um outro aniversário do Coral Infantil de Setúbal, quando se começa a celebrar o seu 34º ano de existência.
Sabe-se que a figura de Sebastião da Gama ultrapassa o epíteto de “Poeta da Arrábida” (haverá poetas de algum lado que não seja o universo?), mas, para quem vive aqui, nas margens da serra, o nome do poeta e o da montanha são inseparáveis. Por isso, mantivemos a ideia no título deste roteiro, construído sobre a biografia e sobre poemas do homenageado, numa tarefa a que a Associação Cultural Sebastião da Gama se aliou com gosto desde o primeiro momento. Afinal, a poesia relaciona-se com a música… como estabelece pontes com o silêncio… como celebra o concerto da contemplação! E Sebastião da Gama sabia tudo isso!...


sábado, 2 de novembro de 2013

Sebastião da Gama e Arrábida, hoje, em Palmela



No âmbito do programa de "Recepção à Comunidade Educativa", a Câmara Municipal de Palmela promove, na tarde de hoje, o encontro sobre o Diário e a poesia de Sebastião da Gama, orientado por Manuela Cerejeira, estudiosa da obra do poeta azeitonense e nossa associada.
O momento constitui ainda a oportunidade para a visita à exposição "Arrábida, um Lugar Sagrado", preparada a propósito da candidatura da Arrábida a património mundial. A não perder!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Comunicar o objecto cultural - palestra por Maximiano Gonçalves



"A comunicação do objecto cultural" será o tema de palestra marcada para 2 de Novembro, na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal. Uma conversa com Maximiano Gonçalves, membro da Associação Cultural Sebastião da Gama, que promove a actividade em parceria com a própria Biblioteca. Por esta comunicação hão-de circular temas como: definir cultura, o Objecto Cultural, o turista perante os objectos culturais,  turismo e turismo cultural, comunicação do Objecto Cultural, o que caracteriza uma individualidade em Turismo, Comunicação Orientada, Imagem e imagem do conjunto de objectos culturais, a iniciativa da Comunicação Cultural, a conjugação dos objectos culturais, disponibilizar recordatórios – uma sugestão a propósito de Literatura, a Comunicação do Objecto Cultural – o que fazer.
Linhas assaz importantes para que a palestra se não perca.

sábado, 26 de outubro de 2013

Rui Serodio homenageado em Setúbal



Logo à noite, Setúbal vai homenagear Rui Serodio. Em memória e na música. A Associação Cultural Sebastião da Gama estará presente. Rui Serodio foi também um trabalhador artístico em torno do poeta da Arrábida.
Serão lidos três textos de Sebastião da Gama para os quais Rui Serodio fez uma leitura musical: "O cais" (lido por Elinor Febres, venezuelana, amiga de Rui Serodio, em tradução castelhana como "El muelle", forma de homenagear a universalidade da música e da poesia), "Louvor da poesia" (lido por Maria Clementina, actriz, que colaborou no cd Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora..., contendo as palavras do poeta e as músicas de Rui Serodio) e "Encarcerar a asa" (lido por João Reis Ribeiro, da direcção da Associação Cultural Sebastião da Gama).

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dos associados - Memória: Manuel Medeiros (1936-2013)

Manuel Medeiros, conhecido livreiro setubalense, fundador da livraria Culsete, dedicou parte importante da sua vida ao livro, à leitura, à escrita, ao pensamento. Animou tertúlias, fez feiras do livro, foi a escolas, trouxe escolas à livraria, promoveu apresentações, divulgou autores, formou leitores. Escreveu poesia, ensaio e memórias. Relembrou Christian Andersen e Sebastião da Gama.
Manuel Medeiros, nosso associado, partiu ontem (as cerimónias fúnebres terão lugar dentro de uma hora, na igreja de Jesus, em Setúbal). Do seu vasto legado, justo é destacar o contributo que deu, na década de 1980, para que se celebrasse Sebastião da Gama no mês de Abril. Foi o início de um percurso que se tem mantido. A memória de Sebastião da Gama muito deve ao impulso de Manuel Medeiros, o português açoriano que chegou a Setúbal na década de 1970 e que tratou a cultura e o livro como forma de intervenção cívica.
Aqui se reproduz o artigo que Manuel Medeiros escreveu para o nº 2 do Boletim da Associação Cultural Sebastião da Gama, saído em Dezembro de 2006, justamente relembrando o que foi "começar" a celebrar Sebastião da Gama em Abril.
Obrigado, Manuel Medeiros!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Poema de Sebastião da Gama dá nome ao "melhor tinto português do ano"



A Sivipa – Sociedade Vinícola de Palmela acaba de ganhar o prémio de melhor vinho tinto português do ano na Alemanha. O vinho distinguido foi o “Serra Mãe - Reserva 2009”, o único vinho português com a ambicionada grande medalha de ouro no concurso Mundus Vini 2013.
O prémio “Bester Rotwein Portugal” foi anunciado no dia 17 no 13º MUNDUS VINI Great International Wine Awards, que decorreu em Neustadt, na Alemanha. Entre o final de agosto e início de setembro, cerca de 250 membros de um júri de 45 países avaliaram vinhos de todo o mundo. Este ano o júri atribuiu 30 Grandes Medalhas de Ouro, 1.142 Medalhas de Ouro e 1.601 Medalhas de Prata.
“Serra Mãe”, nome inspirado no poema de Sebastião da Gama, é um DOC Palmela produzido das vinhas mais velhas das castas Castelão (Periquita), plantadas nos típicos solos arenosos, por método de produção integrada. A vinificação segue o processo tradicional de Palmela, com autovinificadores, a uma temperatura média de 25ºC e maceração longa, de forma a extrair o máximo de matéria corante e taninos.
Em anos anteriores, o “Serra Mãe” tem sido galardoado e conquistou Medalha de Prata no Concurso de Vinhos Engarrafados da CVRPS e Medalha de Ouro no Vinalies Internationales em Paris, em 2010.
[fonte: press-release da SIVIPA]

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Memória: António Ramos Rosa (1924-2013)



Com quase 90 anos e uma intensa vida cultural, um dos expoentes da poesia portuguesa do século XX partiu e deixou-nos a sua obra. Para ser lida e lembrada.
Em 1952, aquando da morte de Sebastião da Gama, a revista Árvore, que se publicava em Lisboa, dedicou o seu segundo número ao poeta de Azeitão. Na página 94, António Ramos Rosa escreveu o texto "À memória de um poeta", desta forma homenageando Sebastião da Gama, página que aqui se reproduz:


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Fernando Guerreiro (1938-2013) - para a memória



O actor setubalense Fernando Guerreiro partiu ontem.
Desde que foi criada a Associação Cultural Sebastião da Gama, a experiência, o saber, a generosidade e a disponibilidade do Fernando Guerreiro foram constantes. Interveio em várias sessões por nós organizadas: de poesia, de apresentações de livros, de divulgação sobre a obra do nosso patrono. Foi um dos intervenientes no cd Sebastião da Gama – Meu caminho é por mim fora, que editámos em 2010 (numa equipa que reuniu as vozes de Maria Barroso, Célia David, Maria Clementina e José Nobre e a música de Rui Serodio), em que foi responsável pela leitura de um excerto do Diário e dos poemas “Oração da tarde”, “Canção de guerra”, “Cabo da boa esperança”, “Santa Luzia” e “Largo do Espírito Santo, 2 – 2º”.
Do Fernando Guerreiro, ouvimos sempre o “sim” para todas as acções para que o desafiámos ou que lhe pedimos. Uma disponibilidade e um afecto à cultura, à poesia, ao espectáculo, à partilha enormes. Fica-nos já a saudade da sua colaboração, da sua alegria, da sua simplicidade e da sua dádiva.
O nome de Fernando Guerreiro fará parte das memórias da Associação Cultural Sebastião da Gama. – JRR
[Foto: reprodução da fotografia de Fernando Guerreiro que integrou o cd Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora]

terça-feira, 18 de junho de 2013

"Estala de saudade o coração", o livro de Joana Luísa da Gama lido por Daniel Nobre Mendes

Ao reler o livro de memórias desta nonagenária velhinha – não  apresento desculpas pela redundância pois que a vibração é tanta que me sinto no dever de ir na crista da onda de um rebate aflito de sinos dentro de mim! –, fico emudecido, embevecido pela e com a ternura cristalina com que Joana Luísa da Gama constrói o seu livro, uma obra bem organizada pela sequencia espácio-temporal dos relatos que a preenchem e enriquecem e pela simplicidade da linguagem, uma terminologia directa, escorreita, onde nunca faltam aqueles grandes assomos de feminil doçura ou de ais magoados que se deixam transportar dentro de  testemunhos autênticos todos feitos de estalidos crepitantes, sendo eles as marcas de um olhar para trás, de má avença, uma saudade que nada devolve mas que vincam bem um pairar de voo de saudades irremediáveis e uma orfandade dolente que se nos transmite até ao rebentar da emoção pela rotura das lágrimas….
Na verdade, esta obra vem completar um poeta desaparecido há seis décadas, vem, e restitui-lhe com ardorosa veneração o que lhe faltava, celebra-o com luminoso amor e honra-o com justa e rutila bondade humana. E revela-nos facetas absolutamente desconhecidas até há bem pouco tempo pelo ineditismo de aspectos pessoais até cheios de intimidades que se espalham ao longo da obra, toda ela trespassada pela coragem de uma mulher forte e beijada pela alma de um ser humano de eleição.
Sobre intimidades e privacidades Joana Luísa não tem rebuço em nos adentrar aspectos que, tendo sido seus e, sendo agora do domínio publico, permanecem sempre seus, dado que, em dias escaldantes, a água fresca do outro ser humano pode ser a festa sagrada das fontes puras em jorros de cristalinidade que apaziguam as sedes ardentes que Joana deixa transparecer e que também são sedes de outros poetas e leitores-sedes que gretam lábios abertos na espera sofrida do que jamais se alcança …

Nocturno (poema inscrito no livro)

Rendas de Som o mar foi levantando,
que enfeitaram de branco a Noite escura.
Ventos sem fé, puseram mãos nervosas
nos vestidos da Noite e lhos rasgaram.
Anda a noite a gemer pelas devesas…
Chora lágrimas de Astros que humedecem
de fulgores riquíssimos seu manto.
Oh! Que régios farrapos, seus farrapos!

Minha Amante mais alta e mais formosa!
aqui me tens de lábios bem abertos
e rubros e sedentos de teus beijos.
Deixa a minha nudez cobrir teus ombros
e dá-me a glória virgem do teu peito.
E se o Dia chegar, que o dia fique lá fora, ao Sol,
à espera que se acabe a eternidade
desta hora magnífica de noivos.    
Ar. 20-7-946
Sebastião

Este livro, sendo uma viagem pelas interioridades de uma mulher do povo simples das terras sadinas, não deixa de ser ainda uma verdadeira mostra de retratos da sua terra de outras épocas num esboço socioafectivo comovente pela espontaneidade do fluir das prosas e pela imensa ternura que assinala cada página. Assim, Joana Luísa, sem intencionalidade premeditada, faz reviver características culturais, humanas e comportamentais Azeitonenses de um País pré e pós guerra onde um modo de ser poético foi mais do que uma atitude de aceitação, mas sim, uma das formas de expressividade de vários grupos juvenis inconformistas que não aceitavam modelos convencionais mas iam em busca de outros parâmetros líricos de expressão para novas maneiras de intercomunicabilidade na aventura estética de inconformismos criativos. E conseguiram-no!
Sebastião da Gama, neste livro, vai de mão em mão com companheiros pelo braço brando e meigo da meninice e, depois, das juvenílias enamoradas-vai a caminho nas brincadeiras de criança lépida, no ternurento namoro florido de adolescente, vai noivar com Joana  e casar com a Poesia para sempre.
Bendito seja!!!
Daniel Nobre Mendes

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sebastião da Gama em três biografias e um poema por alunos do 3º B (EB 1 nº 12 de Setúbal)

Três biografias e um poema sobre Sebastião da Gama foram trabalhos do 3º B da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizeram depois de uma sessão em que à turma foi apresentado o poeta da Arrábida.

Biografia por Joana Tavares e Mariana Sousa (3º B)

Biografia por Lara Santos (3º B)

Biografia por Rodrigo Madeira (3º B)

Poema por Joana Tavares e Mariana Sousa (3º B)

"Ladra o gato" em réplica por alunas do 3º B (EB 1 nº 12 de Setúbal) – “Ruge o rato”


"Ladra o gato", poema da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 24 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumo Estevas (2004) e republicado na antologia A minha arca de Noé (2006), constituiu motivo para que Joana Tavares e Mariana Sousa, duas alunas do 3º B da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizessem uma réplica, com entrada do leão e do rato, depois de uma sessão em que à turma foi apresentado Sebastião da Gama.


"Ladra o gato" pelos alunos do 3º B (EB 1 nº 12 de Setúbal)

"Ladra o gato" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 24 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumo Estevas (2004) e republicado na antologia A minha arca de Noé (2006), de que aqui se reproduzem interpretações coloridas que alunos do 3º B da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizeram depois de uma sessão em que à turma foi apresentado Sebastião da Gama.

Desenho de Aléxia (3º B)

Desenho de Alina (3º B)

Desenho de João Figueiredo (3º B)

Desenho de Lara Santos (3º B)

Desenho de Pedro Santos ( 3º B)

Desenho de Rafael P., intitulado "Os Trocados"

Desenho de Rafael Silva (3º B)

Desenho de Rodrigo Lobo (3º B)

Desenho de Tiago Sebastião (3ª B)

Desenho de Tomás (3º B)

"Dança dentro de um balde" pelos alunos do 3º B (EB 1 nº 12 de Setúbal)


"Dança dentro de um balde" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 22 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumo Estevas (2004) e republicado na antologia A minha arca de Noé (2006), de que aqui se reproduz interpretação colorida que aluna do 3º B da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fez depois de uma sessão em que à turma foi apresentado Sebastião da Gama.

Desenho de Anastácia (3º B)

"O chapéu do Toneco" pelos alunos do 3º B (EB 1 nº 12 de Setúbal)


"O chapéu do Toneco" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 22 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumo Estevas (2004) e republicado na antologia A minha arca de Noé (2006), de que aqui se reproduz interpretação colorida que aluna do 3º B da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fez depois de uma sessão em que à turma foi apresentado Sebastião da Gama.

Desenho de Érica (3º B)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

"Ladra o gato" pelos alunos do 4º A (EB 1 nº 12 de Setúbal)


"Ladra o gato" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 24 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumo Estevas (2004) e republicadas na antologia A minha arca de Noé (2006), que aqui se reproduz, seguido das interpretações coloridas que os alunos do 4ºA da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizeram depois de uma sessão em que lhes foi apresentado Sebastião da Gama. 

Ladra o gato,
mia o cão.
Oh que grande
trapalhada:
faz o cão
re nhá nhá nhau,
vai o gato
faz ão ão.
Andam os bichos malucos
sem nenhuma afinação.
Ladra o gato
ladra o gato
ladra o gato
mia o cão.

Desenho de Afonso Salazar (4º A)

Desenho de Alexandre Lima (4º A)

Desenho de Francisco Ribeiro (4º A)

Desenho de Gonçalo Semião (4º A)

Desenho de João Pedro Silva (4º A)

Desenho de Manuel Ventura (4º A)

Desenho de Matilde Ribeiro (4º A)

Desenho de Tomás Cotta (4º A)

"Dança dentro de um balde" pelos alunos do 4º A (EB 1 nº 12 de Setúbal)


"Dança dentro de um balde" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 22 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumo Estevas (2004) e republicadas na antologia A minha arca de Noé (2006), que aqui se reproduz, seguido das interpretações coloridas que os alunos do 4ºA da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizeram depois de uma sessão em que lhes foi apresentado Sebastião da Gama.

Dança dentro de um balde,
ao som de um realejo,
uma pulga zarolha
com um caranguejo.

Que trangalhadanças
que é o caranguejo!
Torto de uma perna,
de outra perna coxo.
Mas dança e redança
sua contradança.

Não se paga nada
P’ra ver a festança.
Que grande paródia!
Geme o realejo,
Saltarica a pulga,
coxeia, coxeia,
coxeia o caranguejo.

Desenho de Diogo Foleão (4º A)

Desenho de João Cotta (4º A)

Desenho de Nicole Russo (4º A)

Desenho de Rita Tamen (4º A)

"O chapéu do Toneco" pelos alunos do 4º A (EB 1 nº 12 de Setúbal)

"O chapéu do Toneco" é um dos poemas da trilogia "Pedrinho", que Sebastião da Gama escreveu em 22 de Setembro de 1949, apenas publicado no volume póstumo Estevas (2004) e republicadas na antologia A minha arca de Noé (2006), que aqui se reproduz, seguido das interpretações coloridas que os alunos do 4ºA da Escola Básica de 1º Ciclo nº 12 (Amoreiras, Agrupamento de Escolas de Bocage), em Setúbal, fizeram depois de uma sessão em que lhes foi apresentado Sebastião da Gama.

O chapéu do Toneco
tem um buraco aberto.
Entra-lhe a chuva
pelo buraco.
Tingue lingue lingue.
Tingue lingue longue.
Lá fica o Toneco
todo encharcadinho
como um pintainho
debaixo dum caneco!

Desenho de Beatriz Lota (4º A)

Desenho de David Mesquita (4º A)

Desenho de Filipa Luís (4º A)

Desenho de Gonçalo Pereira (4º A)

Desenho de Inês Ferreira (4º A)

Desenho de Maria Inês Cruz (4º A)

Desenho de Pedro Lopes (4º A)

Desenho de Rodrigo Antequera (4º A)

Desenho de Tiago Freitas (4º A)