Quando olhamos um título como
este, Arrábida, meu amor, meu poema
[de Alexandrina Pereira, em edição de autor, de 2013], fica-nos a possibilidade
de nos encontrarmos com uma declaração, assim como nos encara o fio de um
diálogo em que a Arrábida surge como o interlocutor chamado, a quem nos
dirigimos. Seja uma ou outra das possibilidades, a leitura que tal título nos
permite obriga ao estabelecimento de uma relação de gratidão e de simpatia da
parte de quem diz: é que a Arrábida, este ser ou este mundo de que se fala,
oferece-se como sinal de amor e enaltece-se como fonte de poesia. Dúvidas
houvesse sobre esta ligação, logo seriam desfeitas pela abertura que
Alexandrina Pereira dá ao conjunto: “Deixo neste livro a minha declaração de
amor à inigualável serra da Arrábida, que abraça ternamente a cidade de
Setúbal, onde nasci.” É homenagem, é reconhecimento,
é gratidão. Mas é também forma de eternizar e de firmar a comunhão, que outra
coisa não é esperada de uma relação de amor, que outr…
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