sábado, 31 de março de 2012

Dos associados (25) – David Sequerra

É na tarde hoje, pelas 16h00, que, na sala Conde Ferreira, em Sesimbra, o nosso associado David Sequerra apresenta mais um livro das suas “estórias” vividas em África, intitulado Mukea.
David Sequerra (n. 1933), homem de múltiplos afazeres, é conhecido pela sua ligação ao Comité Olímpico e pela sua dedicação ao mundo do desporto, tendo sido também director do jornal regional O Sesimbrense. É autor de dois livros de poesia – Clamores da alvorada (1951) e Intimidade (2001) e de dois livros de “estórias” que relatam muito do que tem sido a sua participação ao serviço do desporto – Dea – Dezoito estórias africanas (Lisboa: Multinova, 2002) e O milongo dos limões e outras estórias do olimpismo em África (Lisboa: Multinova, 2005). David Sequerra costuma ter encontro semanal com os leitores através das crónicas evocativas que tem publicado no semanário setubalense Sem Mais Jornal.

quarta-feira, 21 de março de 2012

"Louvor da Poesia", no Dia Mundial da Poesia

Ao celebrar-se o dia Mundial da Poesia, que melhor forma para o assinalar do que relendo aquele que pode ser o “testamento poético” de Sebastião da Gama?
O poema “Louvor da Poesia”, datado de 7 de Fevereiro de 1950 – exactamente dois anos antes da morte do poeta –, integrou a terceira obra de Sebastião da Gama, Campo aberto, publicado em 1951, e, em manuscrito, tem uma dedicatória para Vergílio Couto, que foi o professor metodólogo de Sebastião da Gama no estágio da Escola Veiga Beirão.
No final de 1951, estava a ser preparado o nº 4 da revista Sísifo, dirigida a partir de Coimbra por Manuel Breda Simões, que traria esse poema de Sebastião da Gama e um outro, mais recente, “Anunciação”. A revista dava ainda conta das respostas do poeta azeitonense a um inquérito preparado para uma revista espanhola, cuja quarta pergunta era: “Que pensa da Poesia em geral e da sua própria Poesia?” A resposta de Sebastião da Gama era objectiva: “Minhas ideias acerca da poesia. Vide: Louvor da Poesia, in Campo Aberto. Será tudo? Olhe que a resposta não é para posar. É que só nos versos sei o que penso da Poesia.”
Infelizmente, Sebastião da Gama já não veria este número da revista coimbrã, pois que a sua saída ocorreu já em 1952, depois da morte do poeta. Por isso, o mesmo número que trazia a resposta ao inquérito e os dois poemas integrava também uma primeira página revestida de luto – “Quando este 4º fascículo já estava em andamento, (…) recebemos, pela notícia singela de um jornal da tarde, o golpe duro da morte de um querido amigo – Sebastião da Gama.”
A nota anunciava ainda um próximo número da revista de homenagem ao poeta. Infelizmente, não chegou a acontecer, porque a Sísifo teve a sua derradeira publicação com este quarto número.
Aqui fica a evocação. Neste Dia Mundial da Poesia do ano em que passam também 60 anos sobre a morte de Sebastião da Gama. Seja o louvor da Poesia, seja! - JRR