Em Abril de 2006, numa passagem por Estremoz, quis ver onde era o Largo do Espírito Santo, residência que foi de Sebastião da Gama quando ele lá leccionou na Escola Industrial e Comercial (hoje, Escola Secundária Rainha Santa).
Chegado ao Rossio, visitei o Museu de Arte Sacra e perguntei a uma senhora (que andaria pelos 60 anos) onde era o Largo do Espírito Santo. Logo a conversa se estendeu. O que ia eu ver ao sítio, quis ela saber. Lá lhe disse ao que ia. Subitamente, o seu olhar animou-se: “Oh, o senhor doutor Sebastião da Gama! Lembro-me tão bem dele! Com a boina, os livros… e também me lembro da mulher dele. Ela ainda é viva? Ele era tão boa pessoa… Gostávamos muito dele…” Creio que a senhora não chegara a ser aluna dele, mas recordava-o e descrevia-o como se o tivesse visto havia pouco. Já tinham passado 54 anos sobre a sua morte…
Fiquei impressionado com a vivacidade da senhora, num olhar e num recuo no tempo, quase virando outra vez criança que contemplava o professor da boina q…
Chegado ao Rossio, visitei o Museu de Arte Sacra e perguntei a uma senhora (que andaria pelos 60 anos) onde era o Largo do Espírito Santo. Logo a conversa se estendeu. O que ia eu ver ao sítio, quis ela saber. Lá lhe disse ao que ia. Subitamente, o seu olhar animou-se: “Oh, o senhor doutor Sebastião da Gama! Lembro-me tão bem dele! Com a boina, os livros… e também me lembro da mulher dele. Ela ainda é viva? Ele era tão boa pessoa… Gostávamos muito dele…” Creio que a senhora não chegara a ser aluna dele, mas recordava-o e descrevia-o como se o tivesse visto havia pouco. Já tinham passado 54 anos sobre a sua morte…
Fiquei impressionado com a vivacidade da senhora, num olhar e num recuo no tempo, quase virando outra vez criança que contemplava o professor da boina q…