Portinho da Arrábida, pintado por Hélène Beauvoir (in Panorama, 1941)
(...) Não sei se é possível haver conciliação da Natureza com a utilização que o homem dela faz. Acredito que sim. E, no caso da Arrábida, essa será uma opção a seguir, a ser pe(n)sada. A Arrábida não foi uma das “Sete Maravilhas” em termos de concurso, é verdade; mas bem sabemos que a Arrábida é uma das maravilhas, com ou sem concurso. Não foi por acaso que Teixeira de Pascoais disse a Sebastião da Gama, num encontro havido em 1951, algo como (cito de cor): “A Arrábida é o altar do mundo; eu pu-lo no Marão porque sou daqui.” E já nessa altura havia indústria à conta da serra… noutras doses, é certo, mas havia. Queiramos ou não, as maravilhas naturais não são o resultado de um concurso, mas a consequência da beleza que sentimos num determinado espaço, num dado momento, algo próximo do paraíso, afinal. - JRR
(...) Não sei se é possível haver conciliação da Natureza com a utilização que o homem dela faz. Acredito que sim. E, no caso da Arrábida, essa será uma opção a seguir, a ser pe(n)sada. A Arrábida não foi uma das “Sete Maravilhas” em termos de concurso, é verdade; mas bem sabemos que a Arrábida é uma das maravilhas, com ou sem concurso. Não foi por acaso que Teixeira de Pascoais disse a Sebastião da Gama, num encontro havido em 1951, algo como (cito de cor): “A Arrábida é o altar do mundo; eu pu-lo no Marão porque sou daqui.” E já nessa altura havia indústria à conta da serra… noutras doses, é certo, mas havia. Queiramos ou não, as maravilhas naturais não são o resultado de um concurso, mas a consequência da beleza que sentimos num determinado espaço, num dado momento, algo próximo do paraíso, afinal. - JRR