quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sebastião da Gama no Montijo

Ontem, levei Sebastião da Gama até ao Montijo, a alunos da Escola Secundária Jorge Peixinho. O convite fora formulado pela Fátima Nazário, amiga e professora naquela escola; a ida serviu ainda o propósito de reencontrar amigos que já não via há anos, como foram os casos do José Evangelista, Director da escola, e do Flamino Viola, que iniciou a gestão da Escola Básica de 2º e 3º Ciclos de Pegões.
Mas fui, então, apresentar “Sebastião da Gama – Meu caminho é por mim fora” a alunos do 7º e 9º anos e a alguns alunos de um CEF, comunicação integrada na Semana das Línguas que está a decorrer na escola. Foi sobretudo um caminhar pela obra do poeta da Arrábida e também pela sua vida, tanto mais que há ligações do seu percurso com o Montijo – o pai, Sebastião Leal da Gama Júnior, ali nasceu no longínquo 1893 e alguma da participação jornalística de Sebastião da Gama passou por dois importantes periódicos montijenses – o Gazeta do Sul (entre 1940 e 1943) e A Província (em 1949). Esta ligação serviu, aliás, para um dos alunos presentes vir confidenciar, no final, com a Joana Luísa (esposa de Sebastião da Gama, que me acompanhou nesta saída) que seu avô colaborara também no Gazeta do Sul como poeta…
Julgo que a sessão agradou, a avaliar pela atenção com que os alunos e os professores a seguiram e pelos comentários que, particularmente, fizeram no final. O próprio Director, que esteve presente em toda a sessão, destacou, à despedida, para todos os alunos, que tinha sido bom conhecer um homem com tão bela riqueza humana. E os presentes aplaudiram.
Mas houve uma quota-parte da acção que se deveu aos alunos e, por isso mesmo, aqui os quero destacar. É que ela foi muito enriquecida pela leitura que a Carolina, a Mariana (I), a Inês, a Naomi, a Mariana (II), o Filipe, a Bruna, a Beatriz e a Jessica fizeram de textos de Sebastião da Gama, ora trazendo também eles a voz da poesia, ora deixando-se embalar pelo ritmo das palavras cheias de Arrábida, de mistério, de símbolos, de afectos, de cultura e de sonho. Isto, conjugado com a vontade de saber e a atenção com que os cerca de 70 alunos seguiram o que lhes contei, só tem um qualificativo: foi bom, muito bom! - JRR

1 comentário:

  1. Gostaríamos de felicitá-lo pela palestra que tivemos oportunidade de assistir no passado dia 21 de Abril. Consideramos que foi um experiência enriquecedora em todos os aspectos, nomeadamente, da literatura portuguesa.
    Agradecemos a sua presença e desejamos a continuação do bom trabalho.
    Obrigada.
    Carolina Coelho e Mariana Justo
    Escola Secundária Jorge Peixinho, Montijo

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