quinta-feira, 12 de maio de 2011

Arrábida a património mundial – 2ª reunião da Comissão de Acompanhamento

Este segundo encontro, que teve a presença de inúmeras instituições e entidades, realizou-se no passado dia 9 de Maio, na sala de conferências da magnífica Casa da Baía, recentemente inaugurada, em plena Avenida Luísa Todi, em Setúbal.
Do programa podemos salientar a intervenção sobre o ponto da situação da Candidatura e duas magníficas intervenções a cargo, respectivamente, do Professor José Carlos Costa e Dr. Heitor Baptista Pato. O primeiro dissertou sobre o estudo da flora, vegetação e paisagem da serra da Arrábida; o segundo falou sobre a componente do património cultural, chegando a afirmar e a demonstrar que a cordilheira da Arrábida é uma marca.
Seguiu-se um interessante e muito proveitoso debate sobre o Plano de Gestão da Candidatura, tendo em conta os grandes objectivos e eixos estratégicos a integrar no dossier de candidatura.
A nossa Associação esteve também presente através de um elemento da Direcção, que, mais uma vez, em breve intervenção, salientou o esforço que a Associação tem vindo a fazer através de inúmeras actividades, incluindo acções e palestras para professores e alunos, nas escolas, em ordem a fazer ressaltar o bem imaterial – a cultura – que certamente não deixará de ter um grande peso nesta candidatura.
Recordou, a propósito, o recente artigo de três páginas sobre Sebastião da Gama publicado no último número do JL (Jornal de Letras) onde, entre outros assuntos, se faz uma especial referência às atitudes corajosas tomadas, ao tempo, pelo nosso patrono Sebastião da Gama, mormente no que diz respeito ao célebre problema relacionado com o forno de cal de José Júlio da Costa e a destruição da Mata do Solitário, cuja vegetação era usada sem escrúpulos para alimentação do referido forno.
Já agora, convém referir que a carta escrita por Sebastião da Gama ao engenheiro Miguel Neves, que, por sua vez, a fez chegar ao professor Carlos Baeta Neves, do Instituto Superior de Agronomia, viria a servir de mote para a criação, em 1948, da Liga para a Protecção da Natureza. – MHS
[Foto: Mesa que presidiu à reunião]

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