Avançar para o conteúdo principal

Alexandrina Pereira e a poesia da Arrábida (I)




A mais recente obra de Alexandrina Pereira (nossa associada) é dedicada à Arrábida e traz para título a serra e o afecto da autora: Arrábida, meu amor, meu poema (Setúbal: ed. Autor, 2013) teve primeira apresentação pública em 27 de Abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, surgindo quando está a correr a apreciação da candidatura da serra da Arrábida a património mundial.
Projecto de autor, este livro tem colaboração fotográfica de Carlos Sargedas, Paulo Alexandre, Quaresma Rosa (nosso associado) e Simões Silva. Alguns dos poemas estão traduzidos, em trabalho que se deve a Ana Pereira (espanhol), Maria Eduarda Gonçalves (francês), Sara Monteiro (inglês) e Susana Ulrich (alemão).
A obra teve apoios das Câmaras Municipais de Palmela, Sesimbra e Setúbal, da Associação Cultural Sebastião da Gama, da Secil e do Finisterra Arrábida Film Festival.
A sessão de apresentação em Setúbal, orientada por Natália Abreu, teve a participação de Manuel Pisco (vereador da autarquia sadina), Helena Fragoso de Mattos e João Reis Ribeiro, para falarem sobre a obra, de Fernando Guerreiro (com a leitura de poemas) e de Manuel Guerra e David Sousa (com a interpretação de fado).
Além da apresentação pública de 27 de Abril, a obra foi também apresentada no Finisterra Arrábida Film Festival e, em datas a serem indicadas oportunamente, terá apresentações em Palmela e em Sesimbra.


Alexandrina Pereira em sessão de autógrafos 

Público na sessão de 27 de Abril 

Público na sessão de 27 de Abril 

Mesa que presidiu à sessão: Helena Fragoso de Mattos, Manuel Pisco,
Alexandrina Pereira e João Reis Ribeiro

Fernando Guerreiro dizendo poemas de Alexandrina Pereira

Manuel Guerra (voz) e David Sousa (viola) na interpretação de fados

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Dia 7 de dezembro - Assembleia extraordinária

"Pequeno poema" ou uma evocação do nascimento

"Pequeno poema" (Aqui e além. Dir: José Ribeiro dos Santos e Mário Neves. Lisboa: nº 3, Dezembro.1945, pg. 14)
O dia do nascimento quis perpetuá-lo Sebastião da Gama num dos seus textos poéticos. E assim surgiu “Pequeno Poema”, escrito em 7 de Maio de 1945 e, em Dezembro desse ano, publicado no terceiro número da revista Aqui e além e no seu primeiro livro, Serra Mãe, cuja primeira edição data também desse Dezembro. De tal forma a sua mensagem é forte, seja pela imagem da mãe, seja pela alegria de viver, que este texto aparece não raro nas antologias poéticas, temáticas ou não, como se pode ilustrar através dos seguintes exemplos: Leituras II [Virgílio Couto (org.). Lisboa: Livraria Didáctica, 1948?, pg. 74 (com o título “Quando eu nasci”)], Ser Mãe [Paula Mateus (sel.). Pássaro de Fogo Editora, 2006, pg. 45], A mãe na poesia portuguesa [Albano Martins (sel.). Lisboa: Público, 2006, pg. 310]. (JRR)

"Serra-Mãe", o primeiro livro de Sebastião da Gama

O primeiro livro de Sebastião da Gama foi Serra-Mãi (assim mesmo escrito), saído a público em Dezembro de 1945, com desenho de capa de Lino António, obra que muito cuidou e para a qual levou a preceito a selecção dos seus poemas.
Nesta altura, Sebastião da Gama, com 21 anos, era ainda estudante no curso de Românicas, na Faculdade de Letras de Lisboa. Tivera uma hipótese de a Livraria Portugália lhe editar o livro, mas, a 24 de Outubro, era-lhe dirigida uma carta, dizando que, naquele momento, não interessavam à editora “as publicações não integradas no plano” editorial, porque havia encargos com cerca de uma centena de originais, já pagos a autores e tradutores, e não havia como “dar vazão” a esse trabalho.
A família de Sebastião da Gama assumiu, então, os encargos financeiros advenientes da edição e o livro foi publicado com a chancela da Portugália, enquanto distribuidora. Com obra, dedicada a Alexandre Cardoso, seu tio, assumia o risco de vir a ser o “poeta da Arrábida”, elegendo a s…