Avançar para o conteúdo principal

Dos associados (26) - Primeiros sócios honorários da ACSG


A Associação Cultural Sebastião da Gama tem desde ontem três sócios honorários: Joana Luísa da Gama, Luís Gonzaga Machado e João Manuel Gama, este último a título póstumo.
Na assembleia geral ontem efectuada, a direcção propôs os três novos sócios honorários, com aprovação por unanimidade.
As razões invocadas para a concessão de tal título foram, no caso de Joana Luísa da Gama (n. 1923), a dedicação pessoal a Sebastião da Gama, prolongada na sua acção de fiel depositária do espólio do poeta e na sua acção promotora para a divulgação da obra, com a responsabilidade indirecta e, por vezes, directa, da publicação de vários títulos póstumos de Sebastião da Gama, medidas que têm contribuído para o conhecimento do poeta e para a preservação da sua memória.
Já no caso de Luís Gonzaga Machado (n. 1924) e de João Manuel Gama (1927-2011) as razões apresentadas pela direcção foram no sentido do contributo que um e outro deram para a criação do movimento que originou o surgimento da Associação Cultural Sebastião da Gama e para a construção do monumento em honra do poeta, inaugurado em 2007.
O título de “sócio honorário” é atribuído em assembleia geral por proposta da direcção ou de um mínimo de 25 associados e pretende destacar qualquer associado, singular ou colectivo, que tenha prestado serviços ou qualquer contribuição considerada relevante para os fins da Associação. - JRR


Os três sócios honorários da ACSG: Luís Gonzaga Machado e Joana Luísa da Gama (foto de Março de 2011) e João Manuel Gama (foto de 2006)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Dia 7 de dezembro - Assembleia extraordinária

"Pequeno poema" ou uma evocação do nascimento

"Pequeno poema" (Aqui e além. Dir: José Ribeiro dos Santos e Mário Neves. Lisboa: nº 3, Dezembro.1945, pg. 14)
O dia do nascimento quis perpetuá-lo Sebastião da Gama num dos seus textos poéticos. E assim surgiu “Pequeno Poema”, escrito em 7 de Maio de 1945 e, em Dezembro desse ano, publicado no terceiro número da revista Aqui e além e no seu primeiro livro, Serra Mãe, cuja primeira edição data também desse Dezembro. De tal forma a sua mensagem é forte, seja pela imagem da mãe, seja pela alegria de viver, que este texto aparece não raro nas antologias poéticas, temáticas ou não, como se pode ilustrar através dos seguintes exemplos: Leituras II [Virgílio Couto (org.). Lisboa: Livraria Didáctica, 1948?, pg. 74 (com o título “Quando eu nasci”)], Ser Mãe [Paula Mateus (sel.). Pássaro de Fogo Editora, 2006, pg. 45], A mãe na poesia portuguesa [Albano Martins (sel.). Lisboa: Público, 2006, pg. 310]. (JRR)

"Serra-Mãe", o primeiro livro de Sebastião da Gama

O primeiro livro de Sebastião da Gama foi Serra-Mãi (assim mesmo escrito), saído a público em Dezembro de 1945, com desenho de capa de Lino António, obra que muito cuidou e para a qual levou a preceito a selecção dos seus poemas.
Nesta altura, Sebastião da Gama, com 21 anos, era ainda estudante no curso de Românicas, na Faculdade de Letras de Lisboa. Tivera uma hipótese de a Livraria Portugália lhe editar o livro, mas, a 24 de Outubro, era-lhe dirigida uma carta, dizando que, naquele momento, não interessavam à editora “as publicações não integradas no plano” editorial, porque havia encargos com cerca de uma centena de originais, já pagos a autores e tradutores, e não havia como “dar vazão” a esse trabalho.
A família de Sebastião da Gama assumiu, então, os encargos financeiros advenientes da edição e o livro foi publicado com a chancela da Portugália, enquanto distribuidora. Com obra, dedicada a Alexandre Cardoso, seu tio, assumia o risco de vir a ser o “poeta da Arrábida”, elegendo a s…