Avançar para o conteúdo principal

Memória - Maria Barroso (1925-2015)



A Associação Cultural Sebastião da Gama vem por este meio manifestar a mais profunda tristeza pela morte da Senhora Dra. Maria de Jesus Simões Barroso Soares, figura muito próxima de Sebastião da gama, com quem manteve uma relação de profunda amizade e que, no quarto volume do seu Álbum de Memórias, testemunhou: «Dava-me muito com ele na Faculdade. Era um homem de uma enorme pureza e um grande poeta. Gostava muito de mim, éramos muito amigos. Quando se me dirigia por carta ou me escrevia uma dedicatória num livro assinava sempre "do teu muito irmão Sebastião Artur".»
Por várias vezes, a Senhora Dra. Maria Barroso nos honrou com a sua presença, tendo participado frequentemente nas iniciativas da nossa Associação. 
Em 2007, concedeu-nos mesmo a honra de pertencer à comissão de honra do monumento que foi erigido a Sebastião da Gama em Azeitão, tendo ainda feito parte do elenco que disse poemas do nosso poeta no CD “Meu caminho é por mim fora”, editado por esta Associação em 2010.
Por todas estas razões de dedicação e pela sua postura cívica e cultural, esta Associação sente-se no dever de se associar ao momento triste que representou o desaparecimento da figura, que não da memória, da Senhora Dra. Maria Barroso.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Pequeno poema" ou uma evocação do nascimento

"Pequeno poema" ( Aqui e além . Dir: José Ribeiro dos Santos e Mário Neves. Lisboa: nº 3, Dezembro.1945, pg. 14) O dia do nascimento quis perpetuá-lo Sebastião da Gama num dos seus textos poéticos. E assim surgiu “Pequeno Poema”, escrito em 7 de Maio de 1945 e, em Dezembro desse ano, publicado no terceiro número da revista Aqui e além e no seu primeiro livro, Serra Mãe , cuja primeira edição data também desse Dezembro. De tal forma a sua mensagem é forte, seja pela imagem da mãe, seja pela alegria de viver, que este texto aparece não raro nas antologias poéticas, temáticas ou não, como se pode ilustrar através dos seguintes exemplos: Leituras II [Virgílio Couto (org.). Lisboa: Livraria Didáctica, 1948?, pg. 74 (com o título “Quando eu nasci”)], Ser Mãe [Paula Mateus (sel.). Pássaro de Fogo Editora, 2006, pg. 45], A mãe na poesia portuguesa [Albano Martins (sel.). Lisboa: Público, 2006, pg. 310]. (JRR)

Joana Luísa da Gama - Esta senhora faz hoje 87 anos

Em 28 de Fevereiro de 1923, nascia em Azeitão Joana Luísa, que viria a ser a amiga, a companheira e a mulher de Sebastião da Gama. Passam agora 87 anos de uma vida que, em parte, foi dedicada à obra do poeta, preservando-a e dando-a a conhecer, disponibilizando-a para estudo. Uma vida que tem passado também por gestos de voluntariado e por esse acto simpático que tem sido acompanhar aquilo que sobre o poeta vai sendo feito. Podemos evocar aqui dois momentos de simpatia e carinho que Sebastião da Gama teve com Joana Luísa em dias de seu aniversário. Um, em 1944, quando no 28 de Fevereiro desse ano lhe ofereceu um exemplar da antologia Poesias Selectas de Frei Agostinho da Cruz , organizada por Augusto Pires de Lima (Col. “Portugal”. Porto: Domingos Barreira Editor, 1941) e, no final, lhe grafou longa dedicatória em duas páginas: “… E por saber, Joana Luísa, que são flores da Arrábida os melhores parabéns que poderia dar-te, aqui te deixo este ramo delas, a perfumar-te o caminho; a mostr...

"Pelo sonho é que vamos", 60 anos depois - Exposição no Museu Sebastião da Gama

Em 1 de Setembro de 1951, Sebastião da Gama estava na Arrábida e, como muitas vezes acontecia, lia poemas – andava a ler Mistral, o poema Mereia , de Frédéric Mistral. Interrompe a leitura e escreve uma carta ao seu amigo Cristovam Pavia, filho do poeta Francisco Bugalho, em que classifica a escrita de Mistral como «coisa deliciosa». Depois, fala-lhe num dos motivos da carta: «Hoje, de repente, acabara de ler um poema, fecho o livro e saiu ‘O sonho’. Não me parece muito bom. Mas é talvez nele que está o título do 4º livro: Pelo sonho é que vamos. Que te parece?» Estava assim lançado o que seria o livro seguinte de Sebastião da Gama, obra que o autor já não chegou a ver, mas que Joana Luísa da Gama e um grupo de amigos prepararam para ser o primeiro volume da obra póstuma, logo surgido em 1953, no ano seguinte ao do falecimento de Sebastião da Gama. A partir daí, o verso “Pelo sonho é que vamos” entrou na ideia e na linguagem, assumiu-se como a metáfora da esperança, da cora...