Avançar para o conteúdo principal

Na apresentação pública de "Estala de saudade o coração", de Joana Luísa da Gama - I


A tarde de sábado foi preenchida com a apresentação do livro de memórias de Joana Luísa da Gama, Estala de saudade o coração (Lembranças de Sebastião da Gama e de Azeitão), reunindo testemunhos que a autora deu ao longo dos tempos a propósito do poeta, seu marido, e da terra onde nasceu, além de revelar um conjunto de poesias que Joana Luísa produziu na sua juventude.
A obra, editada pela nossa Associação, foi apresentada publicamente na sede da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, em Azeitão.
Aqui ficam vários momentos do evento.

Vista parcial do público presente na sessão

Joana Luísa da Gama, Maria Barroso e Acilda Fragoso

Joana Luísa da Gama e Vanda Rocha (do Museu Sebastião da Gama)

Joana Luísa da Gama e Luís Gonzaga Machado (Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ACSG)

Mesa que presidiu à sessão: Vladimiro Nunes (jornalista), João Reis Ribeiro (Presidente da Direcção da ACSG) e Carlos Mendes Zacarias (Vice-Presidente da Direcção da ACSG)

Grupo Coral da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, que interveio interpretando quatro números: "Trai-trai" (popular minhoto), "Acordai" (letra de José Gomes Ferreira e música de Fernando Lopes Graça), "Oração de todas as horas" (letra de Sebastião da Gama e música de Luís Gonzaga Machado) e "As ilhas de bruma" (música de M. M. Ferreira)

António Cunha Bento (da Direcção da ACSG), na entrega dos livros

Joana Luísa da Gama e familiares

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Pequeno poema" ou uma evocação do nascimento

"Pequeno poema" ( Aqui e além . Dir: José Ribeiro dos Santos e Mário Neves. Lisboa: nº 3, Dezembro.1945, pg. 14) O dia do nascimento quis perpetuá-lo Sebastião da Gama num dos seus textos poéticos. E assim surgiu “Pequeno Poema”, escrito em 7 de Maio de 1945 e, em Dezembro desse ano, publicado no terceiro número da revista Aqui e além e no seu primeiro livro, Serra Mãe , cuja primeira edição data também desse Dezembro. De tal forma a sua mensagem é forte, seja pela imagem da mãe, seja pela alegria de viver, que este texto aparece não raro nas antologias poéticas, temáticas ou não, como se pode ilustrar através dos seguintes exemplos: Leituras II [Virgílio Couto (org.). Lisboa: Livraria Didáctica, 1948?, pg. 74 (com o título “Quando eu nasci”)], Ser Mãe [Paula Mateus (sel.). Pássaro de Fogo Editora, 2006, pg. 45], A mãe na poesia portuguesa [Albano Martins (sel.). Lisboa: Público, 2006, pg. 310]. (JRR)

Joana Luísa da Gama - Esta senhora faz hoje 87 anos

Em 28 de Fevereiro de 1923, nascia em Azeitão Joana Luísa, que viria a ser a amiga, a companheira e a mulher de Sebastião da Gama. Passam agora 87 anos de uma vida que, em parte, foi dedicada à obra do poeta, preservando-a e dando-a a conhecer, disponibilizando-a para estudo. Uma vida que tem passado também por gestos de voluntariado e por esse acto simpático que tem sido acompanhar aquilo que sobre o poeta vai sendo feito. Podemos evocar aqui dois momentos de simpatia e carinho que Sebastião da Gama teve com Joana Luísa em dias de seu aniversário. Um, em 1944, quando no 28 de Fevereiro desse ano lhe ofereceu um exemplar da antologia Poesias Selectas de Frei Agostinho da Cruz , organizada por Augusto Pires de Lima (Col. “Portugal”. Porto: Domingos Barreira Editor, 1941) e, no final, lhe grafou longa dedicatória em duas páginas: “… E por saber, Joana Luísa, que são flores da Arrábida os melhores parabéns que poderia dar-te, aqui te deixo este ramo delas, a perfumar-te o caminho; a mostr...

"Pelo sonho é que vamos", 60 anos depois - Exposição no Museu Sebastião da Gama

Em 1 de Setembro de 1951, Sebastião da Gama estava na Arrábida e, como muitas vezes acontecia, lia poemas – andava a ler Mistral, o poema Mereia , de Frédéric Mistral. Interrompe a leitura e escreve uma carta ao seu amigo Cristovam Pavia, filho do poeta Francisco Bugalho, em que classifica a escrita de Mistral como «coisa deliciosa». Depois, fala-lhe num dos motivos da carta: «Hoje, de repente, acabara de ler um poema, fecho o livro e saiu ‘O sonho’. Não me parece muito bom. Mas é talvez nele que está o título do 4º livro: Pelo sonho é que vamos. Que te parece?» Estava assim lançado o que seria o livro seguinte de Sebastião da Gama, obra que o autor já não chegou a ver, mas que Joana Luísa da Gama e um grupo de amigos prepararam para ser o primeiro volume da obra póstuma, logo surgido em 1953, no ano seguinte ao do falecimento de Sebastião da Gama. A partir daí, o verso “Pelo sonho é que vamos” entrou na ideia e na linguagem, assumiu-se como a metáfora da esperança, da cora...