Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Natal

Boas Festas, com um poema de Natal

Boas Festas! Feliz Natal! E um poema do nosso associado e poeta José-António Chocolate... Natal doutros tempos Eu sou do tempo em que se cantava ao Menino. Em que não havia Pai Natal e o Menino descia p’la chaminé à meia noite em ponto. Onde o sapatinho nos saía do pé e a um canto se acomodava, pronto a receber a prenda habitual. Bombons em prata colorida tal qual nossos olhos como estrelas brilhando na negrura da noite, esperançando a vida. Sou do tempo em que se prendava filhós e azevias e rosetas polvilhadas de açúcar e canela. Em que se rufava a ronca entoando louvores ao excelso e ao infinito céu. Onde a família galhofava reinadia, à lareira por dentro a noite fria. Sou do tempo em que a nossa aldeia tinha a dimensão do mundo e o mundo se fazia de todos nós. Em que o presépio se construía com musgo catado pelas nossas mãos e uma searinha feita em caco de barro s e oferecia a Jesus. Desse tempo em que gente devota na Missa do Galo cantava, louvando ...

O presépio de Sebastião da Gama

Presépio Nuzinho sobre as palhas, nuzinho - e em Dezembro! Que pintores tão cruéis, Menino, te pintaram! O calor do seu corpo, pra que o quer tua Mãe? Tão cruéis os pintores! (Tão injustos contigo, Senhora!) Só a vaca e a mula com seu bafo te aquecem... - Quem as pôs na pintura? O poema tem 60 anos. Foi produzido em 24 de Dezembro de 1950. Seu autor: Sebastião da Gama. Deste presépio salta toda a sensibilidade e lirismo do poeta azeitonense, surgindo aliadas várias tonalidades - a de um certo franciscanismo e a de um gosto grande pela pintura, uma e outra tão cultivadas pelo poeta da Arrábida. O poema teve publicação póstuma em livro, em Pelo sonho é que vamos (1953). A reprodução que encima este texto é feita a partir do rosto de um postal que, também há 60 anos, Matilde Rosa Araújo escreveu a Sebastião da Gama desde Paris, saudando o Natal. A gravura reproduz o nascimento de Cristo que ilumina a obra Les très riches heures du Duc de Berry .

Sebastião da Gama n'"O Natal dos Poetas"