SEBASTIÃO DA GAMA Servo de Deus, poeta da natureza. Tu serás sempre anjo ancorado na Serra-Mãe. Terra que tu beijaste e que por ti foi cantada, nos poemas que deixaste na obra inacabada. Tu serás sempre uma voz Do Amor e da Liberdade, na tua nova morada. Poeta da natureza da Távola, por ti criada. Foste o arauto e a voz da Arrábida, Campo Aberto e Cabo da Boa Esperança. Pelo sonho, tu seguiste, entre estevas e flores, num supremo querer divino em férteis e encantados amores. Foste Mar-Azul, memorial do teu povo, êxtase e presença espiritual. Tantas vezes te chamaram louco, deixa lá isso! Em tua defesa... estão os teus cânticos. Os poetas, esses, nunca morrem, enquanto houver poesia, serão imortais. Porque tu, Sebastião da Gama, nesta encruzilhada da Vida foste e serás, como Camões, Bocage e Pessoa, um poeta genial. Artur Vaz. in Tributos (2009)