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A mostrar mensagens com a etiqueta poesia

Alexandrina Pereira e a poesia da Arrábida (I)

A mais recente obra de Alexandrina Pereira (nossa associada) é dedicada à Arrábida e traz para título a serra e o afecto da autora:   Arrábida, meu amor, meu poema   (Setúbal: ed. Autor, 2013) teve primeira apresentação pública em 27 de Abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, surgindo quando está a correr a apreciação da candidatura da serra da Arrábida a património mundial. Projecto de autor, este livro tem colaboração fotográfica de Carlos Sargedas, Paulo Alexandre, Quaresma Rosa (nosso associado) e Simões Silva. Alguns dos poemas estão traduzidos, em trabalho que se deve a Ana Pereira (espanhol), Maria Eduarda Gonçalves (francês), Sara Monteiro (inglês) e Susana Ulrich (alemão). A obra teve apoios das Câmaras Municipais de Palmela, Sesimbra e Setúbal, da Associação Cultural Sebastião da Gama, da Secil e do Finisterra Arrábida Film Festival. A sessão de apresentação em Setúbal, orientada por Natália Abreu, teve a participação de Manuel Pisco (verea...

Dos associados - Alexandrina Pereira em poemas sobre a Arrábida - Convite

Um conjunto de poemas em louvor da Arrábida, com algumas traduções em castelhano, francês, inglês e alemão. Um canto de amor à paisagem, à serra, à poesia, com a Arrábida por fundo, no ano em que se efectuou a sua candidatura a património mundial. Em 27 de Abril, surgirá  Arrábida, meu poema, meu amor , de Alexandrina Pereira, edição que mereceu o patrocínio das Câmaras Municipais de Setúbal, Palmela e Sesimbra, da Associação Cultural Sebastião da Gama, da Secil e do Finisterra Arrábida Film Festival.

Nos 89 anos de Sebastião da Gama (II) - Sebastião da Gama e João Vaz unidos pela estética do mar

Uma palestra intitulada “O mar na pintura de João Vaz e na poesia de Sebastião da Gama” assinalou o 89º aniversário de nascimento do poeta Sebastião da Gama na Escola de que é patrono, em Setúbal, ao fim da tarde de ontem, orientada pelo professor António Galrinho. A conferência pretendeu mostrar o trabalho da cor sobre a paisagem do mar devido ao pintor setubalense João Vaz (1859-1931) e o labor poético sobre o mesmo tema produzido pelo poeta azeitonense Sebastião da Gama (1924-1952), na sequência da escolha feita pela Escola para o tratamento do tema do mar no seu projecto para este ano lectivo. Sobre as telas de João Vaz passaram cerca de duas dezenas de poemas de Sebastião da Gama, numa conjugação de cores e de versos que em muito contribuíram para a divulgação do sentido estético dos dois autores. Recorde-se que a Escola Secundária Sebastião da Gama tem o poeta como seu patrono desde 1987, mas, entre 1931 e 1948, esse lugar foi ocupado pelo nome de João Vaz, pintor...

"Pelo sonho é que vamos" é título de cd (1)

“Pelo sonho é que vamos” é, talvez, um dos versos mais conhecidos de Sebastião da Gama, que faz parte do poema “O sonho”, escrito no primeiro dia de Setembro de 1951. Universalizou-se o verso, de facto, numa homenagem que também tem de ser reclamada para Sebastião da Gama, seu autor. “Pelo sonho é que vamos” passou a ser também o título de um cd com poemas de Sebastião da Gama musicados por Salvador Peres e interpretados pelo grupo e-Vox, com a voz de Diná Peres, produzido pela Associação Cultural Sebastião da Gama. Apresentado publicamente em 8 de Dezembro, na Casa da Cultura, em Setúbal, este cd integra sete poemas de Sebastião da Gama – “Quem me quiser amar”, “Nupcial”, “Rosas”, “Soneto do tempo perdido”, “Cantiga de amor”, “Anunciação” e “O sonho”, textos escritos entre 1944 e 1951 e surgidos em dois dos livros do poema, Serra Mãe (de 1945) e Pelo sonho é que vamos (póstumo, de 1953). Além dos poemas, há duas peças instrumentais, “Mystic river” e “Murmúrios da Arrábida”...

Dos associados (28): José-António Chocolate em antologia de 30 anos de poesia

Foi na tarde de sábado que o nosso associado José-António Chocolate teve a apresentação do seu livro Todos os afectos (Setúbal: Estuário, 2012), antologia do próprio autor sobre as três décadas em que se dedicou à escrita poética. O texto lido na apresentação do livro (que esteve a cargo de João Reis Ribeiro) pode ser lido aqui . [na foto, de Quaresma Rosa: a mesa que presidiu à sessão - João Reis Ribeiro, Raul Tavares, José-António Chocolate e José Teófilo Duarte]

Para a agenda: hoje, poesia de Sebastião da Gama e de Miguel de Castro

Hoje, pelas 21h00, no âmbito das celebrações em honra de Sebastião da Gama, o Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, vai ter poemas do seu patrono e de Miguel de Castro. Entre os dois poetas houve apreço mútuo e intensa amizade. Sebastião da Gama descobriu Miguel de Castro e abriu-lhe portas; Miguel de Castro nunca esqueceu essa oportunidade nem se descuidou nas qualidades que o mestre lhe apontara... Os poemas dos dois vão ser ditos por Carlos Rodrigues ("Manuel Bola"), com acompanhamento musical de Albano Almeida. Às 21h00, no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão. Uma realização da Associação Cultural Sebastião da Gama, em parceria com o Museu Sebastião da Gama e com a Câmara Municipal de Setúbal. Serve de convite. Passe a palavra.

Sebastião da Gama: poemas para os amigos

Muitos dos poemas que Sebastião da Gama escreveu tiveram dedicatórias para amigos, sobretudo nos manuscritos – são cerca de quatro dezenas os poemas publicados nos três livros por si editados ( Serra Mãe , 1945; Cabo da boa esperança , 1947; Campo aberto , 1951) que, não tendo dedicatória nos livros, foram dedicados em manuscrito. A prática era normal em Sebastião da Gama, que gostava de se apresentar como poeta: partilhar poemas com os amigos, não só a dádiva por ouvirem o texto acabado de surgir, mas também a entrega do documento escrito, de que o poeta fazia várias cópias para ofertar. Há, no entanto, cerca de trinta poemas que tiveram destinatário especificado, motivados que foram por essa prática do livro de curso a encerrar o tempo universitário de uma licenciatura. Sebastião da Gama escreveu para vários amigos e em várias dessas publicações. Cerca de três dezenas é o número de poemas nessas circunstâncias que conseguimos apurar até agora. Dessa produção quase não ficou regi...

"Louvor da Poesia", no Dia Mundial da Poesia

Ao celebrar-se o dia Mundial da Poesia, que melhor forma para o assinalar do que relendo aquele que pode ser o “testamento poético” de Sebastião da Gama? O poema “Louvor da Poesia”, datado de 7 de Fevereiro de 1950 – exactamente dois anos antes da morte do poeta –, integrou a terceira obra de Sebastião da Gama, Campo aberto , publicado em 1951, e, em manuscrito, tem uma dedicatória para Vergílio Couto, que foi o professor metodólogo de Sebastião da Gama no estágio da Escola Veiga Beirão. No final de 1951, estava a ser preparado o nº 4 da revista Sísifo , dirigida a partir de Coimbra por Manuel Breda Simões, que traria esse poema de Sebastião da Gama e um outro, mais recente, “Anunciação”. A revista dava ainda conta das respostas do poeta azeitonense a um inquérito preparado para uma revista espanhola, cuja quarta pergunta era: “Que pensa da Poesia em geral e da sua própria Poesia?” A resposta de Sebastião da Gama era objectiva: “Minhas ideias acerca da poesia. Vide: Louvor da Poesia, i...

Sebastião da Gama (en)cantado

A actuação do grupo e-Vox na noite de ontem, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, no programa de actividades do mês da música, interpretando poemas de Sebastião da Gama musicados por Salvador Peres (um dos elementos do grupo) provou bem que com a prata da casa se podem fazer belos espectáculos e que aquilo que é feito com gosto e dedicação atrai público. De facto, os sete poemas cantados, a que se somaram vários outros ditos por Elisabete Caramelo e por João Completo, entusiasmaram o público e confirmaram, para lá da dedicação de que já falei, estarmos perante um importante marco da cultura setubalense e portuguesa como é o "Poeta da Arrábida". O concerto tomou o nome do título de um dos mais conhecidos poemas de Sebastião da Gama, “Pelo sonho é que vamos”, apresentando os textos “Quem me quiser amar”, “Nupcial”, “Rosas”, “Soneto do Tempo Perdido”, “Cantiga de Amor”, “Anunciação” e “O sonho”. Dizer que o público se deixou arrebatar é pouco – é que a sensibilidade po...

Sebastião da Gama no Festival de Música de Setúbal

A 1ª edição do Festival de Música de Setúbal aconteceu entre 27 e 29 de Maio, numa organização conjunta da Câmara Municipal de Setúbal e do The Helen Hamlyn Trust, que tomou por palco vários espaços do concelho e envolveu associações, escolas, bandas e nomes já consagrados como Pedro Caldeira Cabral ou o azeitonense Pedro Carneiro. Vários poemas de Sebastião da Gama entraram no Festival graças à participação do externato “Rumo ao Sucesso”, de Azeitão, que, com um grupo de jovens com necessidades educativas especiais, interveio no Auditório da Anunciada, no primeiro dia do certame, interpretando os textos “O Sonho” (1951), “Somos de Barro” (1951), “Cantilena” (1946), “Madrigal” (1946), “Pequeno Poema” (1945), “O Menino Grande” (1946), “Claridade” (1944) e “Canção da Felicidade” (1946). De acordo com texto do catálogo, da responsabilidade do estabelecimento de ensino azeitonense, a motivação veio a partir de um registo de Sebastião da Gama, datado de 9 de Março de 1949 (“O poeta beija tu...

Coral Infantil de Setúbal e Banda da Armada entre cinco poemas de Sebastião da Gama

Cinco poemas de Sebastião da Gama foram cantados pelo Coral Infantil de Setúbal e musicalmente acompanhados pela Banda da Armada no concerto realizado no auditório José Afonso, na noite de sexta-feira, 20 de Maio, inserido no programa das comemorações do Dia da Marinha, que ocorreu na semana passada em Setúbal. Os cinco textos – “Pequeno Poema”, “Alegria”, “Louvor da Poesia”, “Madrigal” e “O Sonho” – integram a peça O Poeta da Arrábida , roteiro sobre Sebastião da Gama que insere alguns dos seus poemas, preparado por João Reis Ribeiro e musicado por Samuel Pascoal, obra destinada a assinalar o 30º aniversário do Coral Infantil de Setúbal, que ainda não pôde ser exibido na totalidade devido a condições logísticas. A interpretação destes cinco poemas constituiu assim uma pequena ante-estreia do que será a peça, marcada por uma música que aprofunda a mensagem de Sebastião da Gama, com arranjos francamente originais e surpreendentes para alguns dos textos. Depois desta mostra, o público – ...

Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2011 – Entrega do Prémio

O Regulamento do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama estipula a data de 5 de Junho para a cerimónia de entrega do Prémio. Contudo, em virtude da convocação das eleições legislativas para essa data, que ocorreu posteriormente à elaboração e divulgação do Regulamento, e por as entidades patrocinadoras – Juntas de Freguesia de S. Lourenço e de S. Simão (Azeitão) – terem responsabilidades no funcionamento do processo eleitoral, foi deliberado o adiamento da cerimónia da entrega do Prémio, que ocorrerá em 12 de Junho, nas instalações da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense.

Fernando J. B. Martinho: "Talvez não haja nenhum poeta português com tantas homenagens como Sebastião da Gama"

A tarde do dia 9 trouxe ao Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, o professor Fernando J. B. Martinho, da Universidade de Lisboa, no âmbito da celebração do 87º aniversário do poeta azeitonense, que falou sobre a obra de Sebastião da Gama e sobre o movimento de revistas literárias que marcou todo o século XX português, percurso em que entrou também o Poeta da Arrábida. Começando por afirmar que, para fazer a história da poesia portuguesa do século XX, bastaria consultar as revistas literárias de poesia publicadas em Portugal no período compreendido entre 1920 e 1960, Fernando J. B. Martinho recordou títulos como Orpheu , Presença , C adernos de Poesia , Távola Redonda e Árvore , para chegar à obra de Sebastião da Gama, autor que colaborou nas duas últimas e a quem as mesmas revistas prestaram homenagem, respectivamente, nos números 16-17 e 2. “Talvez não haja nenhum poeta português com tantas homenagens como Sebastião da Gama”, afirmou Fernando J. B. Martinho, actos que justificou com a...

Sebastião da Gama n'"O Natal dos Poetas"

Sebastião da Gama lido pelos alunos do CUTLA

Os alunos do CUTLA (Clube Universitário Tempo Livre da Amadora) que, em 19 de Novembro, visitaram Azeitão e estiveram connosco na sessão "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora", que teve lugar no Museu Sebastião da Gama, prepararam uma pequena montagem sobre poemas de Sebastião da Gama que hoje nos fizeram chegar. Um bom pretexto para recordar alguns textos do Poeta da Arrábida, uma dezena deles, em pouco mais de três minutos de poesia e de música: "Pequeno poema" (07.Março.1945, SM ), "O sonho" (01.Setembro.1951, PSEQV ), "A uma rapariga" (07.Março.1951, PSEQV ), "Cantilena" (25.Novembro.1946, CBE ), "Inscrição" (14.Maio.1948, CA ), "Madrigal" (07.Outubro.1946, CBE ), "Florbela" (06.Novembro.1943), "Os que vinham da dor" (20.Julho.1948, CA ), "Poema da minha esperança" (27.Janeiro.1945, SM ) e "O menino grande" (17.Fevereiro.1946, IP ). Nove destes textos foram public...

Ana Castelo canta "Pequeno Poema"

O texto é de Sebastião da Gama e chama-se “Pequeno Poema” ("quando eu nasci" é o primeiro verso, frequentemente chamado para dar título ao poema), datado de 7 de Maio de 1945 e inicialmente publicado na primeira obra do poeta azeitonense Serra Mãe (saída nesse mesmo ano). A interpretação musical, que lhe deu o título de “Amor”, é de Ana Castelo e dos “Danação do Sol”, num projecto que teve música de Ana Castelo, Joca e Paulo Colaço e que, nesta exibição, contou com Ana Castelo (voz), Joca (guitarra), Luis Beco (bateria), Paulo Colaço (baixo), Chico Baião (saxofone) e José Liaça (teclas). O filme, que corre na net, é gravação do programa “Jardim da Estrelas”, conduzido por Júlio Isidro, passado na RTPi em 1998. São quatro minutos e meio de música e de poesia de Sebastião da Gama.

Dos associados (4) - António Osório - e de outros

Quatro leitores ligados à poesia – por serem poetas ou por terem escrito sobre poesia – estão juntos na organização de uma antologia da poesia portuguesa publicada em 2009. São eles José Alberto Oliveira, José Tolentino Mendonça, Luís Miguel Queirós e Manuel de Freitas. A ideia surgiu com o patrocínio da FNAC, albergando mais de centena e meia de páginas, sob o título Resumo – A poesia em 2009 (Lisboa: Assírio & Alvim, 2010), por aqui passando 35 poetas portugueses contemporâneos com 115 poemas. Que critérios? Uma nota de entrada esclarece: “O presente volume, a que desejavelmente se dará seguimento nos próximos anos, pretende ser uma antologia dos melhores poemas publicados em Portugal ao longo de 2009”. A escolha restringiu-se ao que foi publicado em suporte livro ou revista e é apenas “o simples somatório das preferências de quatro leitores”, sendo que, no índice, é indicado quem seleccionou o quê. Parte significativa dos textos é oriunda de publicações periódicas como Criatura...

Hoje é o Dia Mundial da Poesia

Para este Dia Mundial da Poesia, António Osório escreveu a mensagem que se reproduz, divulgada pela Sociedade Portuguesa de Autores. Vale a pena lê-la, olhando o mundo em que estamos. E vale também a pena dizer que António Osório é nosso associado e que Rilke, o autor que António Osório cita, era uma das fontes de poesia que Sebastião da Gama lia e recomendava, justamente o título Cartas a um jovem poeta . Pela mão de Sebastião da Gama, vários poetas portugueses chegaram a Rilke, designadamente David Mourão-Ferreira... - JRR 'A poesia é ainda possível'? Montale, no discurso em que recebeu o Prémio Nobel de 1975, interroga-se sobre o papel que pode ter 'a mais discreta das artes', num tempo em que 'o homem civilizado chegou ao ponto de ter horror de si próprio'. Montale deixou-nos uma palavra de esperança – para a poesia 'que surge quase por milagre e parece condensar toda uma época', 'para essa poesia não há morte possível…'. Mais de 30 anos pass...

Dos associados (3) - José Raposo

O Setubalense : 10.Março.2010. O nosso associado José Alberto Carmo Raposo é o autor da letra da "Grande Marcha de Lisboa" para 2010, a que foi dado o título de "Lisboa Menina". Detentor de vários prémios em concursos de poesia, José Raposo (como assina a sua produção literária) é natural de Santiago do Cacém, onde nasceu am 1947. Vive em Setúbal desde 1972, depois de a vida o ter levado a Beja, Coimbra, Lisboa e Angola. Junto ao Sado exerceu a profissão de técnico de farmácia até há bem pouco tempo. Há quatro anos, teve publicado o seu primeiro livro de poesia - Afectos e cumplicidades (Setúbal: ed. Autor, 2006) - em cujo prefácio escreveu Luís Graça: "O poeta que mora nestes versos tem a transcendência das coisas simples. Verseja na linha alentejana das saias, mas sem a preocupação da rima obrigatória, todavia certeira e certinha, como se fora um bordado." Aqui se reproduz o excerto do jornal O Setubalense de hoje, que dá a notícia. Aqui felicitamos a ...

"Louvor da Poesia", um testamento de Sebastião da Gama

O Parque dos Poetas, em Oeiras, constituído por vinte estátuas de poetas portugueses do século XX, todas da autoria do escultor Francisco Simões, não inclui a estátua de Sebastião da Gama. Mas poderia ter incluído. Aliás, segundo me contou o próprio escultor, este jardim para os poetas lusos do século XX foi ideia conjunta do artista e de David Mourão-Ferreira e, no início do projecto, o nome de Sebastião da Gama constava na lista dos vinte a figurarem no Parque… No entanto, o Parque dos Poetas faz-se também com os poemas que estão lavrados no chão, rasgados em pedra, aí constando muitos nomes de outros poetas portugueses do mesmo século, que, não tendo lá a sua estátua, têm a sua palavra. É o que sucede com Sebastião da Gama, que, numa das entradas do Parque, tem esculpido o conhecido poema “Louvor da Poesia”, texto que o poeta legou como um quase testamento poético. O poema está datado, em manuscrito, de 7 de Fevereiro de 1950, com dedicatória ao Dr. Virgílio Couto (1901-1972), profe...