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Memória: António Ramos Rosa (1924-2013)

Com quase 90 anos e uma intensa vida cultural, um dos expoentes da poesia portuguesa do século XX partiu e deixou-nos a sua obra. Para ser lida e lembrada. Em 1952, aquando da morte de Sebastião da Gama, a revista Árvore , que se publicava em Lisboa, dedicou o seu segundo número ao poeta de Azeitão. Na página 94, António Ramos Rosa escreveu o texto "À memória de um poeta", desta forma homenageando Sebastião da Gama, página que aqui se reproduz:

Fernando J. B. Martinho: "Talvez não haja nenhum poeta português com tantas homenagens como Sebastião da Gama"

A tarde do dia 9 trouxe ao Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, o professor Fernando J. B. Martinho, da Universidade de Lisboa, no âmbito da celebração do 87º aniversário do poeta azeitonense, que falou sobre a obra de Sebastião da Gama e sobre o movimento de revistas literárias que marcou todo o século XX português, percurso em que entrou também o Poeta da Arrábida. Começando por afirmar que, para fazer a história da poesia portuguesa do século XX, bastaria consultar as revistas literárias de poesia publicadas em Portugal no período compreendido entre 1920 e 1960, Fernando J. B. Martinho recordou títulos como Orpheu , Presença , C adernos de Poesia , Távola Redonda e Árvore , para chegar à obra de Sebastião da Gama, autor que colaborou nas duas últimas e a quem as mesmas revistas prestaram homenagem, respectivamente, nos números 16-17 e 2. “Talvez não haja nenhum poeta português com tantas homenagens como Sebastião da Gama”, afirmou Fernando J. B. Martinho, actos que justificou com a...