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Mensagens

Dos associados (13) - Uma fotografia de António Quaresma Rosa

António Quaresma Rosa, nosso associado desde o início, foi o vencedor do concurso de fotografia “Saúde e Termalismo Sénior 2009/2010”, promovido pelo INATEL, com a foto que se reproduz, retratando a escultura de Cutileiro que, desde 1981, está no lago dos jardins da Casa de Mateus, em Vila Real. O título dado à fotografia é revelador: “Repouso da Ninfa”.

O presépio de Sebastião da Gama

Presépio Nuzinho sobre as palhas, nuzinho - e em Dezembro! Que pintores tão cruéis, Menino, te pintaram! O calor do seu corpo, pra que o quer tua Mãe? Tão cruéis os pintores! (Tão injustos contigo, Senhora!) Só a vaca e a mula com seu bafo te aquecem... - Quem as pôs na pintura? O poema tem 60 anos. Foi produzido em 24 de Dezembro de 1950. Seu autor: Sebastião da Gama. Deste presépio salta toda a sensibilidade e lirismo do poeta azeitonense, surgindo aliadas várias tonalidades - a de um certo franciscanismo e a de um gosto grande pela pintura, uma e outra tão cultivadas pelo poeta da Arrábida. O poema teve publicação póstuma em livro, em Pelo sonho é que vamos (1953). A reprodução que encima este texto é feita a partir do rosto de um postal que, também há 60 anos, Matilde Rosa Araújo escreveu a Sebastião da Gama desde Paris, saudando o Natal. A gravura reproduz o nascimento de Cristo que ilumina a obra Les très riches heures du Duc de Berry .

Sebastião da Gama, personagem em livro de Luísa Borges

(...) A história contada em A Senhora da Fonte [de Luísa Borges (Lisboa: Chiado Editora, 2010)] apresenta vários pontos de contacto com a região azeitonense, não só pelas descrições que são feitas da serra da Arrábida, vista a partir da vila, mas também pela lenda de Hildebrando, pela presença dos golfinhos roazes e ainda pela invocação de Dona Constança, que por estas terras terá andado com o seu Pedro no que foi a Quinta da Nogueira. Mas a ligação mais intensa surge através do poeta, figura algo mítica e fantasmática que funciona como adjuvante do grupo de jovens aventureiros na busca de Bernardo. Vários versos de Sebastião da Gama vão intercalando a narrativa, normalmente para funcionarem como chave de revelação, característica que bem assenta na ideia de poeta. A imagem que do poeta surge é a identificação com a figura de Sebastião da Gama, ainda que isso não seja explicitado, mas apenas sugerido por um adereço como a boina ou pelo permanente ar de simpatia e pelo sorriso ou por a...

Um verso num título de futebol

Sebastião da Gama não escreveu muito sobre futebol. As referências que lhe faz são escassas e funcionam mais como pretexto para outros dizeres. Foi assim que escreveu sobre um resultado favorável do Barreirense numa crónica publicada no Jornal do Barreiro , na rubrica “Carta de Estremoz”, em 19 de Abril de 1951 (texto inserido na obra O segredo é amar ) e são também conhecidas algumas alusões a resultados de futebol e a jogadores, registadas no Diário , a propósito de conversa nas aulas (em entradas dos dias 16 de Março e 20 de Outubro de 1949). Sabe-se que o verso de Sebastião da Gama “Pelo sonho é que vamos” serve para justificar muitos projectos e muitos ideais, é verdade. Se tanta gente, nas mais diversas circunstâncias, dele se apropria, citando-o para justificar a ambição, é porque o seu conteúdo detém uma verdade universal. É, assim, bonito que este verso anime o título de uma notícia futebolística (publicada em O Setubalense de ontem) a propósito do objectivo que se mostra...

Dos associados (12) - Manuel Medeiros, "honoris causa" pela Uniseti

O Setubalense : 10.Dezembro.2010 Manuel Medeiros, nosso associado, livreiro em Setúbal, foi agraciado com o título de "doutor honoris causa" pela Uniseti. Aqui se reproduz a notícia vinda a público na edição de O Setubalense de 6ª feira.

Sebastião da Gama n'"O Natal dos Poetas"

Sebastião da Gama - "O poeta beija-tudo"

Eis um documentário interessante, simples e eficaz sobre Sebastião da Gama, a que a sua autora, Joana Fernandes deu o título de "Sebastião da Gama - O Poeta beija-tudo". Realizado por Vítor Martinho, o documentário, inicialmente produzido para o canal "Plataforma do Sado", data de Abril de 2008. Nas entrevistas e depoimentos recolhidos, constam os nomes de Joana Luísa da Gama, Pedro Lisboa, João Lisboa, Matilde Rosa Araújo, Maria Barroso, Nicolau da Claudina e António Clarinha Romão. As imagens são povoadas pelo arquivo fotográfico de Sebastião da Gama, pela Arrábida, pelo Museu Sebastião da Gama e por Vila Nogueira de Azeitão. São pouco mais de doze minutos de evocação e de viagem que valem a pena e constituem uma boa apresentação do Poeta da Arrábida. - JRR

Sebastião da Gama lido pelos alunos do CUTLA

Os alunos do CUTLA (Clube Universitário Tempo Livre da Amadora) que, em 19 de Novembro, visitaram Azeitão e estiveram connosco na sessão "Sebastião da Gama - Meu caminho é por mim fora", que teve lugar no Museu Sebastião da Gama, prepararam uma pequena montagem sobre poemas de Sebastião da Gama que hoje nos fizeram chegar. Um bom pretexto para recordar alguns textos do Poeta da Arrábida, uma dezena deles, em pouco mais de três minutos de poesia e de música: "Pequeno poema" (07.Março.1945, SM ), "O sonho" (01.Setembro.1951, PSEQV ), "A uma rapariga" (07.Março.1951, PSEQV ), "Cantilena" (25.Novembro.1946, CBE ), "Inscrição" (14.Maio.1948, CA ), "Madrigal" (07.Outubro.1946, CBE ), "Florbela" (06.Novembro.1943), "Os que vinham da dor" (20.Julho.1948, CA ), "Poema da minha esperança" (27.Janeiro.1945, SM ) e "O menino grande" (17.Fevereiro.1946, IP ). Nove destes textos foram public...

Sebastião da Gama cantado por Francisco Fanhais

Quer recordar a história do rouxinol sem asas que não pode voar? Está num dos lindos poemas de Sebastião da Gama, "Cantilena", escrito em 25 de Novembro de 1946 e publicado pela primeira vez na obra Cabo da boa esperança (1947), o segundo livro do poeta da Arrábida. Sebastião da Gama não terá tido intenções políticas com este poema, mas, quando em 1969, no programa televisivo "Zip-Zip", Francisco Fanhais o interpretou, logo a letra foi conotada com a situação política vivida. A história do rouxinol sem asas que não pode voar ou do rouxinol sem bico que não pode cantar depressa se tornou um símbolo e uma bandeira. Quer ouvir ou relembrar o poema assinado por Sebastião da Gama na voz de Francisco Fanhais? Venha até...

Sebastião da Gama cantado por Amália

“Nasci para ser ignorante”, poema de Sebastião da Gama, datado de 12 de Dezembro de 1946, integrou a obra Cabo da boa esperança , a segunda por si publicada quando corria o ano de 1947. Confissão de ternura pela Natureza e pela vida, com desprezo pelo saber meramente teórico, este texto do poeta da Arrábida foi interpretado por Amália Rodrigues, incluído no álbum “Obsessão”, datado de 1998, com música de Carlos Gonçalves. No original manuscrito que integra o espólio do poeta, pode ver-se que a este poema Sebastião da Gama atribuiu o título de "Poema semi-cómico"; no entanto, aquando da publicação em livro, o poema surgiu sem título. Ao texto de Sebastião da Gama a interpretação de Amália retirou quatro quadras (que antecedem a última), alusivas a uma história de relacionamento de um professor com o seu director. Uma afinidade de Amália com Sebastião da Gama assenta no dia 10 de Abril, data que foi a do nascimento do poeta (em 1924) e que foi também a da estreia da fadista no ...

Antologia de homenagem a Sebastião da Gama

Os alunos da Oficina de Poesia da Universidade Sénior de Setúbal publicaram uma antologia intitulada Homenagem a Sebastião da Gama , reunindo 29 textos produzidos nas respectivas sessões. A antologia foi ontem apresentada, no final da sessão que, no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, decorreu, destinada a alunos da Universidade Sénior de Setúbal e a alunos do Clube Universitário Tempo Livre da Amadora. Parte significativa dos poemas toma como pretexto palavras de Sebastião da Gama, enquanto outros incidem sobre temáticas queridas ao poeta da Arrábida e outros demonstram o valor da memória dos respectivos autores relativamente a aprendizagens colhidas na leitura dos textos do poeta. Autores presentes nesta colectânea são: Alexandrina Pereira, Eduarda Gonçalves, Anna Netto, Arnaldo Ruaz, Beatriz Estrela, Berta Duarte, Carmo Branco, Célia Peixinho, Conceição Portela, Custódia Procópio, Deolinda Conceição, Elvira Cevadinha, Henrique Mateus, Idalece Rocha, Inácio José Lagarto, João Santia...

Sebastião da Gama apresentado a universitários séniores

Vieram da Amadora até Setúbal para um encontro com os colegas da Universidade Sénior de Setúbal. Consigo trouxeram o companheirismo da instituição sob que se albergam, o Clube Universitário Tempo Livre da Amadora (CUTLA). Como afinidade dos dois grupos, a literatura, uma vez que os de Setúbal integram a respectiva Oficina de Poesia e os da Amadora vieram sob os auspícios da disciplina de Literatura. Um dos pretextos foi uma visita à obra de Sebastião da Gama. A acção correu na tarde de ontem, em Azeitão, no Museu Sebastião da Gama, onde a nossa Associação apresentou o “Poeta da Arrábida” ao grupo de Setúbal e ao grupo da Amadora (cerca de 40 participantes), sob o título “Sebastião da Gama – Meu caminho é por mim fora”, um peregrinar pela obra e pela biografia do poeta azeitonense, que teve a vida reduzida a 27 anos e que a memória tem prolongado até ao presente. No final, os alunos de Setúbal leram poemas seus de homenagem a Sebastião da Gama, enquanto os da Amadora apresentaram leitur...

António Manuel Couto Viana dá nome a prémio

António Manuel Couto Viana (1923-2010), que foi nosso associado, que dirigiu a Távola Redonda (1950-1954) e que foi amigo de Sebastião da Gama, deu nome a prémio literário instituído pela Câmara Municipal de Viana do Castelo. A notícia consta no periódico vianense A Aurora do Lima , datado de 12 de Novembro:

Estudos Locais de Setúbal – Luís Souta e a escola dos escritores ligados a Setúbal

No II Encontro de Estudos Locais do Distrito de Setúbal, que decorreu na sexta e no sábado, assisti à conferência de Luís Souta (acontecida no primeiro dia), de que gostei, pelo cruzamento com identidades e com a cultural local, sem esquecer o mais vasto âmbito da cultura portuguesa. Intitulada “Na escola da dor e do sofrimento, segundo cinco escritores do distrito”, Souta acentuou tratar-se de um conjunto de retratos feitos a partir de obras literárias, passando por obras de Mário Ventura, Maria Rosa Colaço, Romeu Correia, Manuel da Fonseca e Sebastião da Gama (tendo ainda havido remissões para Carlos Ceia e para Matilde Rosa Araújo), pretendendo mostrar “o olhar da literatura sobre o universo escolar”. A originalidade da leitura de Luís Souta foi interessante, bem para lá da discussão do autobiografismo na literatura, mostrando que a ficção nasce de realidades, aí incluindo realidades vividas. A evocação de Manuel da Fonseca veio bem a propósito ou não tivesse sido ele a figura desta...

Ana Castelo canta "Pequeno Poema"

O texto é de Sebastião da Gama e chama-se “Pequeno Poema” ("quando eu nasci" é o primeiro verso, frequentemente chamado para dar título ao poema), datado de 7 de Maio de 1945 e inicialmente publicado na primeira obra do poeta azeitonense Serra Mãe (saída nesse mesmo ano). A interpretação musical, que lhe deu o título de “Amor”, é de Ana Castelo e dos “Danação do Sol”, num projecto que teve música de Ana Castelo, Joca e Paulo Colaço e que, nesta exibição, contou com Ana Castelo (voz), Joca (guitarra), Luis Beco (bateria), Paulo Colaço (baixo), Chico Baião (saxofone) e José Liaça (teclas). O filme, que corre na net, é gravação do programa “Jardim da Estrelas”, conduzido por Júlio Isidro, passado na RTPi em 1998. São quatro minutos e meio de música e de poesia de Sebastião da Gama.

Flores da Arrábida na ""Agenda do Professor"

A Agenda do Professor para o ano lectivo de 2010/2011 publicada pela Associação dos Municípios da Região de Setúbal (AMRS) tem como tema a vegetação da Arrábida, uma apresentação que é motivada pelo facto de a AMRS ser a principal proponente da candidatura da Arrábida a Património Mundial da UNESCO. A nota introdutória desta publicação justifica a opção: “A Arrábida é um sítio natural de valor mundial, nomeadamente, pela excepcionalidade da sua paisagem e pela riqueza florística e de conjuntos vegetativos que apresenta. De facto, a Arrábida constitui um laboratório natural a céu aberto. Pela diversidade de habitats e pelo equilíbrio dinâmico que existe entre eles, possui a vegetação da Arrábida uma raridade e uma resiliência própria extraordinária que permite a diversidade actual.” Com projecto gráfico e fotografia de Dina Teles, a Agenda do Professor mostra uma dúzia de reproduções de plantas que podem ser encontradas no espaço da Arrábida, sobre as quais são indicadas característic...

Synapsis, em Setúbal, com Sebastião da Gama

Synapsis é o nome de um novo grupo de “intervenção cultural e cívica” que vai apresentar-se publicamente na noite de hoje, no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal. Música, poesia e pintura serão as três artes que vão integrar este programa, animado por Nuno David, Salvador Peres, João Completo, Alexandre Murtinheira, Diná Lopes Peres e Carlos Medeiros. Alguns dos temas musicais acompanharão poemas de David Mourão-Ferreira (“A Secreta Viagem”) e de Sebastião da Gama (“Quem me quiser amar” e “Soneto do tempo perdido”). - JRR

Maravilhas naturais de Portugal

Portinho da Arrábida, pintado por Hélène Beauvoir (in Panorama , 1941 ) (...) Não sei se é possível haver conciliação da Natureza com a utilização que o homem dela faz. Acredito que sim. E, no caso da Arrábida, essa será uma opção a seguir, a ser pe(n)sada. A Arrábida não foi uma das “Sete Maravilhas” em termos de concurso, é verdade; mas bem sabemos que a Arrábida é uma das maravilhas, com ou sem concurso. Não foi por acaso que Teixeira de Pascoais disse a Sebastião da Gama, num encontro havido em 1951, algo como (cito de cor): “A Arrábida é o altar do mundo; eu pu-lo no Marão porque sou daqui.” E já nessa altura havia indústria à conta da serra… noutras doses, é certo, mas havia. Queiramos ou não, as maravilhas naturais não são o resultado de um concurso, mas a consequência da beleza que sentimos num determinado espaço, num dado momento, algo próximo do paraíso, afinal. - JRR

A Serra-Mãe como maravilha ou como paradoxo

A Arrábida está no centro de duas candidaturas que têm a ver com a sua beleza, com a sua especificidade, com a sua unicidade: é assim que surge na lista das nomeações para as “7 Maravilhas” de Portugal e também é assim que aparece na corrida para ser Património da Humanidade. A ternura pela Arrábida tem feito correr a inspiração de poetas – assim, de repente, surgem os nomes de Frei Agostinho da Cruz, de Alexandre Herculano, de Sebastião da Gama, de Miguel de Castro, entre muitos outros. Mas foi Sebastião da Gama, quando tinha 23 anos, quem assumiu a defesa da Arrábida também por uma questão de cidadania , intervenção que valeu, em 1948, logo no ano seguinte a essa sua intervenção, a criação da Liga para a Protecção da Natureza. Esse gesto do “Poeta da Arrábida” foi lembrado na crónica que Carla Graça, presidente do núcleo sadino da Quercus, publicou no jornal digital Setubalnarede de ontem e que pode ser lido aqui . Para lá da nossa adesão aos encantos arrabidinos (indiscutíveis!), v...

"Diário", um livro de leitura obrigatória

Nunabre. A Aurora do Lima : Viana do Castelo, 21.Julho.2010.