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A Serra-Mãe como maravilha ou como paradoxo

A Arrábida está no centro de duas candidaturas que têm a ver com a sua beleza, com a sua especificidade, com a sua unicidade: é assim que surge na lista das nomeações para as “7 Maravilhas” de Portugal e também é assim que aparece na corrida para ser Património da Humanidade.
A ternura pela Arrábida tem feito correr a inspiração de poetas – assim, de repente, surgem os nomes de Frei Agostinho da Cruz, de Alexandre Herculano, de Sebastião da Gama, de Miguel de Castro, entre muitos outros. Mas foi Sebastião da Gama, quando tinha 23 anos, quem assumiu a defesa da Arrábida também por uma questão de cidadania, intervenção que valeu, em 1948, logo no ano seguinte a essa sua intervenção, a criação da Liga para a Protecção da Natureza.
Esse gesto do “Poeta da Arrábida” foi lembrado na crónica que Carla Graça, presidente do núcleo sadino da Quercus, publicou no jornal digital Setubalnarede de ontem e que pode ser lido aqui. Para lá da nossa adesão aos encantos arrabidinos (indiscutíveis!), vale a pena ler esse artigo com atenção e pensar no desafio que a autora nos deixa no final: “A Serra da Arrábida encontra-se actualmente numa encruzilhada, entre a preservação de valores únicos no nosso País e a pressão cada vez maior da actividade humana, mais exigente e mais consumidora de recursos. São necessárias opções muito claras. Não basta nomear a Arrábida como maravilha ou como Património da Humanidade. Há que saber vivê-la assim.” - JRR

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