Avançar para o conteúdo principal

Memórias e testemunhos (2): António Quaresma Rosa

"Não fui seu aluno nem o conheci na sua forma fisica. Fui, no entanto, aluno, a partir dos anos 50 do século passado, de uma plêiade de professores que, na 'Escola da Saboaria', seguiam o seu comportamento e nos souberam transmitir a mística do que viria a ser o Diário.
No 'Primeiro de Dezembro' de 1951, na festa tradicional da Escola, na antiga Sala Ferreira de Sousa (actual União Setubalense), os (e as) mais 'prendados' alunos, entre outras coisas, recitavam. De entre as alunas era a Alina Vaz, do Barreiro ou do Montijo (já não sei bem), que mais se destacava. Disse ela (já o tinha feito na semana anterior, na festa de anos do Director - Eng. Athayde de Medeiros, assim mesmo escrito, que era dos Açores) um poema de um ex-professor, que tinha ido para Estremoz, tirado de um livro que se chamava 'Arrábida mãe'... Não, era Serra-Mãi, já antigo... pelo aspecto das folhas tão repassadas, tinha que ser antigo...
Alguns meses depois, já no 2º período, soube-se, não sei por quem, que aquele professor tinha morrido!
A Alina Vaz e outros alunos, nos 'Primeiro de Dezembro' seguintes, continuaram lendo poemas daquele velho livro..."
António Quaresma Rosa (via mail)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Pequeno poema" ou uma evocação do nascimento

"Pequeno poema" ( Aqui e além . Dir: José Ribeiro dos Santos e Mário Neves. Lisboa: nº 3, Dezembro.1945, pg. 14) O dia do nascimento quis perpetuá-lo Sebastião da Gama num dos seus textos poéticos. E assim surgiu “Pequeno Poema”, escrito em 7 de Maio de 1945 e, em Dezembro desse ano, publicado no terceiro número da revista Aqui e além e no seu primeiro livro, Serra Mãe , cuja primeira edição data também desse Dezembro. De tal forma a sua mensagem é forte, seja pela imagem da mãe, seja pela alegria de viver, que este texto aparece não raro nas antologias poéticas, temáticas ou não, como se pode ilustrar através dos seguintes exemplos: Leituras II [Virgílio Couto (org.). Lisboa: Livraria Didáctica, 1948?, pg. 74 (com o título “Quando eu nasci”)], Ser Mãe [Paula Mateus (sel.). Pássaro de Fogo Editora, 2006, pg. 45], A mãe na poesia portuguesa [Albano Martins (sel.). Lisboa: Público, 2006, pg. 310]. (JRR)

Joana Luísa da Gama - Esta senhora faz hoje 87 anos

Em 28 de Fevereiro de 1923, nascia em Azeitão Joana Luísa, que viria a ser a amiga, a companheira e a mulher de Sebastião da Gama. Passam agora 87 anos de uma vida que, em parte, foi dedicada à obra do poeta, preservando-a e dando-a a conhecer, disponibilizando-a para estudo. Uma vida que tem passado também por gestos de voluntariado e por esse acto simpático que tem sido acompanhar aquilo que sobre o poeta vai sendo feito. Podemos evocar aqui dois momentos de simpatia e carinho que Sebastião da Gama teve com Joana Luísa em dias de seu aniversário. Um, em 1944, quando no 28 de Fevereiro desse ano lhe ofereceu um exemplar da antologia Poesias Selectas de Frei Agostinho da Cruz , organizada por Augusto Pires de Lima (Col. “Portugal”. Porto: Domingos Barreira Editor, 1941) e, no final, lhe grafou longa dedicatória em duas páginas: “… E por saber, Joana Luísa, que são flores da Arrábida os melhores parabéns que poderia dar-te, aqui te deixo este ramo delas, a perfumar-te o caminho; a mostr...

Joana e Sebastião: uma história feita de livros e de poemas

  É verdade! Uma história feita de livros e de poemas. Feita de vida. De duas vidas. De uma vida. De vida. Joana e Sebastião - quando o amor se entrelaça com a vida e com a poesia. Aqui . Na foto: Joana e Sebastião, no Portinho da Arrábida, na década de 1940