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Mensagens

Sebastião da Gama cantado em Azeitão - 26 de Janeiro

O grupo e-Vox vai actuar no sábado, 26 de Janeiro, pelas 21h30, na sede da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, em Vila Nogueira de Azeitão, no concerto "Pelo sonho é que vamos", mistura de poemas de Sebastião da Gama com a música do grupo. Uma iniciativa da Associação Cultural Sebastião da Gama em parceria com a Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, com entrada livre. Contamos consigo. E com os seus amigos!

Alcindo Bastos, poeta azeitonense, no seu 1º centenário

O primeiro centenário do nascimento do poeta azeitonense Alcindo Bastos passou ontem. A sua terra natal não o esqueceu e dedicou-lhe uma exposição no Museu Sebastião da Gama. Sítio ideal, mesmo porque os dois poetas foram amigos… Aqui se mostra um autógrafo de Sebastião da Gama para Alcindo Bastos, registado no opúsculo A região dos três castelos (1949), ainda que sem data na dedicatória, presente na exposição do Museu azeitonense.

Fernando Pessoa e a Gestão, por Maximiano Gonçalves

«Assim como se podem escrever asneiras com uma máquina de escrever do último modelo, se podem fazer disparates com os sistemas e aparelhos mais perfeitos para ajudar a não fazê-los. (…) O verdadeiro processo é pensar; a máquina fundamental é a inteligência.» Fernando Pessoa
A minha primeira nota é sobre a relação de Pessoa com a palavra e recorre a uma frase de Bernardo Soares: “O que sinto é (sem que eu o queira) sentido para se escrever que se sentiu. O que penso está logo em palavras.” Nenhum ser humano, creio, mais do que Fernando Pessoa, explicou e se explicou tanto através da palavra escrita. É o caso quando, na sua condição de empregado de escritório e, em curtos períodos, pequeno empresário, escreve sobre temas de Administração. Antes de mais, eis o que sempre lembro quando falo de Pessoa. Nos seus diversos heterónimos, e também em cada um deles, ele manifesta, com consciência do facto, pensamentos de sinal contrário. A sua natureza obrigava-o à procura das oposições, nas diversas…

Dos associados (34) - António Quaresma Rosa com foto premiada

António Quaresma Rosa, nosso associado, obteve mais um galardão do INATEL graças a uma fotografia enviada para o prémio “INATEL – Programa Saúde e Termalismo Sénior 2011/12”. Seleccionada entre cerca de centena e meia de trabalhos, a foto "Tempo que não passa" constitui um ponto de vista crítico sobre o abandono da linha do Vouga. A estação em que o relógio se exibe é a de Santa Maria da Feira, onde uma placa assinala as bodas de diamante da inauguração do primeiro troço da linha do Vale do Vouga, ocorrida em Novembro de 1908, com a presença de D. Manuel II. António Quaresma Rosa foi já o vencedor da edição 2009/10 do mesmo prémio, conforme se pode ver aqui.

Dos associados (33) - Maria Teresa Correia e Joaquim Bravo

O mês de Novembro viu partir dois dos nossos associados, ambos ligados a Azeitão: Maria Teresa Rodrigues Lopes Gama Correia (14.Nov.1931-05.Nov.2012) e Joaquim Paulo dos Santos Bravo (16.Fev.1943-18.Nov.2012). Maria Teresa Correia era esposa de João Gama (1927-2011) e mãe de Nuno Gama, também nosso associado. João Gama foi um dos principais responsáveis pela criação da Associação Cultural Sebastião da Gama e de tal forma a sua ligação à Associação foi intensa que, após o seu falecimento, a esposa quis manter o número de associado e a respectiva quotização em dia. Joaquim Bravo integrou o grupo de fundadores da Associação, em 2006. Pessoa querida em Azeitão, aqui se reproduz o “elogio fúnebre” produzido por Manuel Queirós, também nosso associado e dirigente da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, publicado na última edição do Jornal de Azeitão (nº 195, Dezembro.2012).

Sebastião da Gama na filatelia

No ano de 2012, passaram 60 anos sobre a morte de Sebastião da Gama, ocorrida em 7 de Fevereiro de 1952. Recorrendo à possibilidade existente nos CTT do programa “o meu selo”, a Associação Cultural Sebastião da Gama promoveu uma edição de 425 selos sujeitos ao tema “Sebastião da Gama – 60 anos depois”.
O selo, autocolante, para circular em território nacional em envelopes até 20 gr, tem imagem trabalhada por Luís Valido e Maria Irene Pereira (nossa associada), reproduzindo uma mistura de duas fotografias: uma, de Sebastião da Gama na serra da Arrábida, datada de Agosto de 1943; outra, uma digitalização de uma página do manuscrito do seu Diário, no registo de 11 de Janeiro de 1949, o primeiro dessa obra (redigido entre 1949 e 1950 e publicado postumamente, em 1958).

Boas Festas, com um poema de Natal

Boas Festas! Feliz Natal!
E um poema do nosso associado e poeta José-António Chocolate...


Natal doutros tempos

Eu sou do tempo em que se cantava ao Menino.
Em que não havia Pai Natal
e o Menino descia p’la chaminé
à meia noite em ponto.
Onde o sapatinho nos saía do pé
e a um canto se acomodava, pronto
a receber a prenda habitual.
Bombons em prata colorida
tal qual nossos olhos como estrelas brilhando
na negrura da noite, esperançando a vida.

Sou do tempo em que se prendava

filhós e azevias e rosetas
polvilhadas de açúcar e canela.
Em que se rufava a ronca
entoando louvores ao excelso e ao infinito céu.
Onde a família galhofava reinadia,
à lareira por dentro a noite fria.


Sou do tempo em que a nossa aldeia
tinha a dimensão do mundo
e o mundo se fazia de todos nós.
Em que o presépio se construía
com musgo catado pelas nossas mãos
e uma searinha feita em caco de barros
e oferecia a Jesus.


Desse tempo em que gente devota
na Missa do Galo cantava, louvando
o Menino que nasceu, símbolo do ano inteiro.

Do tempo em que só…

"Pelo sonho é que vamos" é título de cd (3)

Grupo e-Vox no concerto de apresentação do cd, na Casa da Cultura, em Setúbal, em 8 de Dezembro. Da esquerda para a direita: Alexandre Murtinheira (guitarra clássica), Luís Alegria (flauta transversal), Diná Peres (voz) e Salvador Peres (guitarra clássica a voz). Foto de Alex Gandum.

Público presente no concerto de apresentação do cd "Pelo sonho é que vamos" em 8 de Dezembro, na Casa da Cultura, em Setúbal (aspecto parcial). Foto de Alex Gandum. 

"Pelo sonho é que vamos" é título de cd (2)

Quando, no final de Abril de 2011, o grupo e-Vox actuou no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, num concerto em que interpretou poemas de Sebastião da Gama, albergado sob o título de um dos seus mais conhecidos poemas, logo se abriu a perspectiva de uma gravação do reportório, tão pessoal era a leitura que o grupo fez das palavras do poeta, tão delicada era a entrada nos meandros da mensagem de Sebastião. A ideia ficou a germinar, um pouco como os poemas que brotavam da Arrábida através desse clarim que era o dizer do poeta. Cinco meses passados, o e-Vox repetia o concerto no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal e tal momento voltou a saber a novidade: nada se desgastara, os textos rejuvenesciam, as interpretações adquiriam a segurança que a poesia, ela mesma, sustentava. Estávamos em meados de Outubro e as músicas adquiriam o tom amadurecido perante um público que ficou sensibilizado e rendido. Num e noutro concerto, ambos a cargo do e-Vox, não foram só a poe…

"Pelo sonho é que vamos" é título de cd (1)

“Pelo sonho é que vamos” é, talvez, um dos versos mais conhecidos de Sebastião da Gama, que faz parte do poema “O sonho”, escrito no primeiro dia de Setembro de 1951. Universalizou-se o verso, de facto, numa homenagem que também tem de ser reclamada para Sebastião da Gama, seu autor. “Pelo sonho é que vamos” passou a ser também o título de um cd com poemas de Sebastião da Gama musicados por Salvador Peres e interpretados pelo grupo e-Vox, com a voz de Diná Peres, produzido pela Associação Cultural Sebastião da Gama. Apresentado publicamente em 8 de Dezembro, na Casa da Cultura, em Setúbal, este cd integra sete poemas de Sebastião da Gama – “Quem me quiser amar”, “Nupcial”, “Rosas”, “Soneto do tempo perdido”, “Cantiga de amor”, “Anunciação” e “O sonho”, textos escritos entre 1944 e 1951 e surgidos em dois dos livros do poema, Serra Mãe (de 1945) e Pelo sonho é que vamos (póstumo, de 1953). Além dos poemas, há duas peças instrumentais, “Mystic river” e “Murmúrios da Arrábida”, devidos a A…

Eugénio Lisboa: Sebastião da Gama - Não ter vergonha de ser sincero

Sebastião da Gama é um dos poucos escritores — em qualquer língua — do qual se pode dizer, sem hesitar, que o homem que fez a obra coincide, ponto por ponto, com o homem que a obra faz supor. Quando pensamos nele — no meu caso, a partir dos inúmeros testemunhos dos que com ele conviveram — vem primeiro, ao nosso encontro, não a admiração que temos pelo poeta e pelo diarista, mas antes, o profundo afecto que sentimos pelo homem. Quem o conheceu — e não foi, infelizmente, o meu caso — assim reagiu. Nas cartas que José Régio lhe dirigiu, verifica-se isto mesmo. Ainda antes de conhecer, com qualquer profundidade, os seus livros, já o poeta dos Poemas de Deus e do Diabo se rendia, comovidamente, à sedutora candura e sinceridade do homem que era Sebastião da Gama. Numa carta que lhe dirigiu, em 11 de Maio de 1950, José Régio dizia-lhe o seguinte: "Com profundo prazer me detenho naquelas notas íntimas, naqueles versos densos de sugestões, através dos quais a autenticidade de um Poeta se…

Um cd que canta Sebastião da Gama

António Osório, as memórias em Setúbal

António Osório, poeta natural de Setúbal, vai ter aqui apresentado o seu segundo livro de memórias, O concerto interior - Evocações de um poeta (Assírio & Alvim, 2012). É já no dia 22, pelas 21h30, na sala polivalente do Forum Luísa Todi, numa organização da Associação Cultural Sebastião da Gama e da Delegação de Setúbal da Ordem dos Advogados. A iniciativa tem a colaboração da livraria Culsete e a participação do actor José Nobre, que lerá textos. Entrada livre. Serve de convite.

Eugénio Lisboa e a sinceridade de Sebastião da Gama

A obra de Sebastião da Gama foi visitada por Eugénio Lisboa numa excelente comunicação apresentada na Biblioteca Municipal de Setúbal na noite de 16 de Novembro, actividade promovida pela Associação Cultural Sebastião da Gama. Como tema, uma ideia muito querida da geração do poeta azeitonense – “Não ter vergonha de ser sincero”. Eugénio Lisboa, estudioso atento da literatura portuguesa, mostrou bem aquilo que Maximiano Gonçalves (que o apresentou) indicou como “o seu prodigioso aparelho cultural” através “da internacionalização do que leu, do que ouviu, do que viu, do que sentiu”. Com efeito, a comunicação de Eugénio Lisboa não versou apenas a sinceridade em Sebastião da Gama, mas também em muitos outros escritores, não apenas portugueses, transportando para esta conferência não apenas o eventual interesse local mas a universalidade da literatura. «Sebastião da Gama é um dos poucos escritores do qual se pode dizer, sem hesitar, que o homem que fez a obra coincide, ponto por ponto, com o…

"Fernando Pessoa e a Gestão" em apresentação de Maximiano Gonçalves

Que Fernando Pessoa tinha escrito sobre gestão, legando muitas indicações hoje preciosas, caldeadas no seu mister de guarda-livros e também numa biblioteca de economia que foi construindo, não se ignorava. Mas Maximiano Gonçalves apresentou ao público da Biblioteca Municipal de Setúbal o trajecto do poeta e guarda-livros a um ritmo de certeira descoberta, cruzando os escritos pessoanos com aquilo que hoje sabemos que domina a gestão. Maximiano Gonçalves foi o convidado da Associação Cultural Sebastião da Gama para, na noite de 3 de Novembro, falar sobre “Fernando Pessoa e a gestão”. Colaborador do Diário de Notícias, da RDP, da TSF e do Le Monde Diplomatique, Maximiano Gonçalves já trabalhou em gestão e leccionou nessa área, versando a liderança, a dinamização de recursos humanos e comportamento organizacional. Tem publicada a obra Dizer é preciso (1998), que reúne as suas crónicas transmitidas na RDP. Fernando Pessoa não foi caso único neste ofício de empregado de escritório, que era t…

Sebastião da Gama visto por Eugénio Lisboa

Eugénio Lisboa é um nome incontornável na cultura portuguesa actual, seja pela sua dedicação à literatura (apesar da sua formação em engenharia), seja pelo estudo aturado que tem feito sobre diversos autores (designadamente José Régio), seja pelo conhecimento vasto relativo à literatura memorialística, seja pelas intervenções cívicas que tem feito. Vamos ter a possibilidade de o ouvir em Setúbal, desta vez para falar sobre Sebastião da Gama. Serve de convite. Até ao dia 16!

Dos associados (32) - Cunha Bento apresentou casas nobres e apalaçadas em Setúbal

A tarde de 26 de Outubro do Centro de Investigação Manuel Medeiros, da Universidade Sénior de Setúbal (Uniseti) foi preenchida com a palestra “Casas nobres e apalaçadas em Setúbal – passado / presente e futuro”, proferida pelo nosso associado António Cunha Bento, no auditório da Biblioteca Municipal de Setúbal. Perante uma plateia de cerca de meia centena de pessoas, as construções setubalenses nobres e apalaçadas erguidas no interior da muralha do século XVII desfilaram na sua história e nas observações do que falta ainda para saber em termos de história local. Foram 17 as edificações apresentadas, algumas com histórias mais conhecidas, várias com a perspectiva de virem a ser contadas histórias. António Cunha Bento deixou, no final deste aturado trabalho de divulgação e de reconhecimento, a mensagem de que “classificação só por si não basta”, uma vez que a reconstrução e a reabilitação devem constituir parâmetros a serem considerados. Colaborador em muitas iniciativas de âmbito local, An…

Fernando Pessoa e a Gestão - convite

Fernando Pessoa foi um dos poetas bem lidos por Sebastião da Gama, atento como era o poeta azeitonense a toda a sua contemporaneidade. Por isso, a nossa Associação vai promover uma sessão sobre uma faceta menos conhecida de Pessoa... É um convite!

"O Concerto Interior", o novo livro de António Osório

Promovido pela Assírio & Alvim e pela Bertrand, teve lugar no passado dia 17 de Outubro, pelas 18h30, o lançamento do novo livro do poeta António Osório com o título O Concerto Interior – Evocações de um poeta. A cerimónia decorreu na grande sala de exposições da Livraria Bertrand, situada no centro comercial Picoas Plaza, em Lisboa, com numerosa assistência, a começar por antigos colegas advogados, muitos amigos e familiares, e, em cuja mesa da presidência, além do autor, estavam Vasco David, em representação da Editora, e os Drs. José Manuel de Vasconcelos e Pedro Mexia, apresentadores do livro. Ambos os apresentadores enalteceram esta nova publicação de António Osório e congratularam-se com a mensagem que nos é transmitida. “Um livro essencialmente de infância embora refira recordações de todo o seu curriculum, inclusive, profissional”, disse José Manuel de Vasconcelos. António Osório, afirmou ainda, “é uma pessoa muito discreta, neste diário não há solavancos, fala de si atravé…

Para a agenda - António Osório e as suas memórias - convite