Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Memória: José Hermano Saraiva (1919-2012)

José Hermano Saraiva, que trouxe a história de Portugal até muitos de nós e nos ensinou a ter gosto pela nossa identidade, foi também um apreciador de Sebastião da Gama e com ele se cruzou nos corredores da Faculdade de Letras. Aquando da construção do monumento que a nossa Associação erigiu em Azeitão em 2007, José Hermano Saraiva integrou a Comissão de Honra desse monumento. Infelizmente, não pôde assistir à cerimónia de inauguração em 9 de Junho de 2007! Uns dias depois, visitei-o na sua casa de Palmela para lhe oferecer, em nome da Associação, a medalha então cunhada e para lhe contar o que tinha sido a festa. Conversámos sobre Sebastião da Gama e garantiu que haveria de fazer um programa televisivo sobre o poeta azeitonense. Com efeito, três anos depois, em Junho de 2010, uma edição do programa “A alma e a gente” era dedicada ao “poeta da Arrábida”. O homem que nos contou histórias e encheu Portugal com um pouco mais de cultura e de saber partiu. Fica-nos a sua memória e uma homenag…

Sebastião da Gama homenageado pela Escola Maria Ulrich

Sebastião da Gama foi o tema da tarde de ontem para a Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich, num programa preenchido e de qualidade, que aliou a visita ao Museu azeitonense, uma visão da pedagogia e da poesia do autor de Serra-Mãe e a música, fosse em forma de homenagem ou de exaltação da mensagem do poeta. Depois de uma visita ao Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, o grupo de alunos e de professores da ESEIMU dirigiu-se para o salão nobre da Câmara Municipal de Setúbal. O programa foi apresentado por Isabel Baltazar, a professora responsável pela actividade, João Reis Ribeiro interveio em curta abordagem sobre o poeta-professor e Leonor Leitão-Cadete conduziu o passeio pela música que prestou tributo ao poeta e à sua poesia, enriquecido com as vozes do actor Rui David, do tenor Samuel Vieira e dos alunos Celeste Silva, Carlos Silva e Teresa Sousa Pinto. Uma tarde de comunhão poética, com improvisos e palavras que em muito enriqueceram uma visão de Sebastião da Gama. U…

Clemente, cantor, e Sebastião da Gama, poeta

Na edição do jornal Sem Mais de hoje, distribuído com o Expresso, na rubrica "Impressão Digital", o entrevistado é o cantor Clemente, natural de Setúbal, com 56 anos de aprendizagem da vida. Depois de confessar a serra da Arrábida como o seu local de eleição, responde da seguinte forma à pergunta "Há alguma figura regional que lhe mereça rasgos de elogios?": «Sebastião da Gama, que cantou a Serra-Mãe como mais ninguém foi capaz. Nem com todas as campanhas de marketing televisivo a custar muitos milhares de euros aos contribuintes conseguem a simplicidade, o impacto e a eficácia da poesia e da prosa de Sebastião da Gama. Conheço gente que veio de outros países à região de Setúbal depois de lê-lo.»

Adriana Simões convidou Sebastião da Gama para uma visita à sua escola

Este texto foi publicado no jornal O Setubalense, em 18 de Junho. Tem a originalidade de reconstituir uma visita à Escola Secundária Sebastião da Gama na companhia do patrono com o objectivo de "ver" as transformações que a Escola sofreu aquando da intervenção recentemente feita. Adriana Simões, professora, integrou os órgãos de gestão da Escola Secundária Sebastião da Gama em vários mandatos e em diversas funções. Em 2008, publicou a monografia A Escola que abraçou a cidade - Escola Secundária Sebastião da Gama (1888-2000). - JRR

Dos associados (28): José-António Chocolate em antologia de 30 anos de poesia

Foi na tarde de sábado que o nosso associado José-António Chocolate teve a apresentação do seu livro Todos os afectos (Setúbal: Estuário, 2012), antologia do próprio autor sobre as três décadas em que se dedicou à escrita poética. O texto lido na apresentação do livro (que esteve a cargo de João Reis Ribeiro) pode ser lido aqui. [na foto, de Quaresma Rosa: a mesa que presidiu à sessão - João Reis Ribeiro, Raul Tavares, José-António Chocolate e José Teófilo Duarte]

Dos associados (27) - Clementina Pereira e o teatro amador sadino

A nossa associada Clementina Pereira, que também tem colaborado em alguns dos eventos organizados pela nossa Associação, designadamente dizendo poesia de Sebastião da Gama ou através da participação no cd que editámos há dois anos, apresentou meritório trabalho sobre a história do teatro amador em Setúbal, na tarde da passada quarta-feira. Aqui se reproduz a notícia saída em O Setubalense de hoje. Simultaneamente, felicita-se Clementina Pereira por este trabalho. - JRR

Edifício da Escola Secundária Sebastião da Gama tem 57 anos

Em 8 de Maio de 1955, a agora designada Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, abria nas novas instalações, a sul do Parque do Bonfim, que ainda hoje lhe servem de sede.
Construção já há muito reclamada – quase meio século de insistência, garante Peres Claro na sua obra Um século de ensino técnico profissional em Setúbal – História da Escola Secundária Sebastião da Gama (2000) –, esta novidade seria motivo de festa por vários dias, num programa cuidadosamente elaborado pela própria Escola, que então se chamava Industrial e Comercial de Setúbal. Além de uma homenagem ao pintor João Vaz, setubalense que já dera nome a esta escola, no evento constaram actos religiosos, visitas ministeriais, exposições de trabalhos de alunos e de professores, concertos e desfiles. Agora, quando passam 57 anos sobre essa data, a Escola Secundária Sebastião da Gama vai comemorar a efeméride, associando ao evento o nome do seu patrono, sobre cujo falecimento passa neste ano o 60º aniversário.
As felic…

Dos associados (26) - Primeiros sócios honorários da ACSG

A Associação Cultural Sebastião da Gama tem desde ontem três sócios honorários: Joana Luísa da Gama, Luís Gonzaga Machado e João Manuel Gama, este último a título póstumo. Na assembleia geral ontem efectuada, a direcção propôs os três novos sócios honorários, com aprovação por unanimidade. As razões invocadas para a concessão de tal título foram, no caso de Joana Luísa da Gama (n. 1923), a dedicação pessoal a Sebastião da Gama, prolongada na sua acção de fiel depositária do espólio do poeta e na sua acção promotora para a divulgação da obra, com a responsabilidade indirecta e, por vezes, directa, da publicação de vários títulos póstumos de Sebastião da Gama, medidas que têm contribuído para o conhecimento do poeta e para a preservação da sua memória. Já no caso de Luís Gonzaga Machado (n. 1924) e de João Manuel Gama (1927-2011) as razões apresentadas pela direcção foram no sentido do contributo que um e outro deram para a criação do movimento que originou o surgimento da Associação Cultu…

Órgãos sociais da ACSG para 2012/2014

Em assembleia geral ontem realizada, foram eleitos os novos órgãos sociais da Associação Cultural Sebastião da Gama para o triénio 2012/2014, cuja constituição é a seguinte: na Mesa da Assembleia Geral, Luís de Gonzaga Machado (presidente), João Marques de Carvalho (vice-presidente) e Ana Maria Vieitos (secretária); no Conselho Fiscal, Alexandre José Cardoso (presidente), Maria Catarina Neves (secretária) e António Quaresma Rosa (relator); na Direcção, João Reis Ribeiro (presidente), Carlos Mendes Zacarias (vice-presidente), António Cunha Bento (tesoureiro), Nicolau Pereira da Claudina (1º secretário), Manuel Herculano Silva (2º secretário), Rui dos Santos Peixoto (1º vogal) e Fernando Marques Mendes (2º vogal).

Para a agenda: hoje, poesia de Sebastião da Gama e de Miguel de Castro

Hoje, pelas 21h00, no âmbito das celebrações em honra de Sebastião da Gama, o Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, vai ter poemas do seu patrono e de Miguel de Castro. Entre os dois poetas houve apreço mútuo e intensa amizade. Sebastião da Gama descobriu Miguel de Castro e abriu-lhe portas; Miguel de Castro nunca esqueceu essa oportunidade nem se descuidou nas qualidades que o mestre lhe apontara... Os poemas dos dois vão ser ditos por Carlos Rodrigues ("Manuel Bola"), com acompanhamento musical de Albano Almeida. Às 21h00, no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão. Uma realização da Associação Cultural Sebastião da Gama, em parceria com o Museu Sebastião da Gama e com a Câmara Municipal de Setúbal. Serve de convite. Passe a palavra.

Para a agenda: António Manuel Couto Viana biografado por Ricardo Saavedra

António Manuel Couto Viana foi amigo de Sebastião da Gama, tendo ambos convivido no círculo de amizades de David Mourão-Ferreira e em torno da revista Távola Redonda. Foi nosso associado desde o início, tendo participado em várias sessões levadas a cabo pela Associação Cultural Sebastião da Gama. No final da vida, um amigo, Ricardo Saavedra, fez-lhe longa entrevista, em muitas horas e tardes de conversa, de que haveria de nascer um livro. Couto Viana disse-se para esse livro, mas não o chegou a ver. Essa extensa conversa-livro, produzido a quatro mãos, vai ser agora apresentada, sob o título António Manuel Couto Viana - Memorial do Coração (Quetzal Editores), enriquecendo o programa da edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa. Na contracapa da obra, pode ler-se:
«Este Memorial é um inusitado passeio pelos meandros culturais da segunda metade do século passado. Os protagonistas desdobraram o roteiro numa incontida conversa a quatro mãos, que começa ao lado do conjunto monumental da sa…

Sebastião da Gama: poemas para os amigos

Muitos dos poemas que Sebastião da Gama escreveu tiveram dedicatórias para amigos, sobretudo nos manuscritos – são cerca de quatro dezenas os poemas publicados nos três livros por si editados (Serra Mãe, 1945; Cabo da boa esperança, 1947; Campo aberto, 1951) que, não tendo dedicatória nos livros, foram dedicados em manuscrito. A prática era normal em Sebastião da Gama, que gostava de se apresentar como poeta: partilhar poemas com os amigos, não só a dádiva por ouvirem o texto acabado de surgir, mas também a entrega do documento escrito, de que o poeta fazia várias cópias para ofertar. Há, no entanto, cerca de trinta poemas que tiveram destinatário especificado, motivados que foram por essa prática do livro de curso a encerrar o tempo universitário de uma licenciatura. Sebastião da Gama escreveu para vários amigos e em várias dessas publicações. Cerca de três dezenas é o número de poemas nessas circunstâncias que conseguimos apurar até agora. Dessa produção quase não ficou registo e exi…

"...Poesia..." ou Sebastião da Gama vivo!

O ano que decorre é assinalado por dois acontecimentos que marcam a nossa memória colectiva — o dia em que morreu o poeta, já assinalado, e o dia em que o poeta deixou os braços do ventre materno para se espraiar nos parámos celestiais de uma outra existência que tudo, afinal, sobreleva, este 10 de Abril do parere para se descobrir, descobrir os outros e com eles ser uma interacção duradoura e humaníssima. Na verdade, em verdade e pela verdade incorrupta, Sebastião da Gama é um poeta de eleição, um pedagogo ímpar e um homem sensível que sobrepuja a dor, transcende a mágoa e tece girândolas de alegria à existência de estar vivo:                         “A parte que lhe coube por destino,                         tem de morrer deixando-a já cantada.                         Que faz que a não escutem nem lhe                                                            Acudam?                         É preciso é sentir que se está vivo.                         É preciso é que as asas que             …

Sebastião da Gama em Abril

Abril é tempo de Sebastião da Gama, que neste mês nasceu, em 1924, no dia 10. A mensagem do poeta que temos como patrono está eivada de um Abril refrescante e primaveril. Dizia, há poucos dias, Miguel Real que “cada vez é mais importante divulgar o ‘outro’ homem que foi S. da Gama, face às ruínas do homem actual”. E cabe-nos fazer essa (re)descoberta, apenas com o preconceito de que o mundo pode ser melhor. Se podemos festejar Sebastião da Gama quando quisermos através da leitura, este mês é diferente por toda essa simbologia em torno da data de nascimento. Por outro lado, é o Abril do ano em que passam 60 anos sobre o desaparecimento do homem, que o poeta ficou, como é o 61º Abril sem Sebastião da Gama, mas com a sua obra. Em Azeitão, a evocação deste Abril em torno do poeta vai ser assim:

Arrábida a património mundial - 4ª reunião da Comissão de Acompanhamento

O Setubalense: 04 Abril 2012

Arrábida a património mundial - 4ª reunião da Comissão de Acompanhamento

A Comissão de Acompanhamento da Candidatura da ARRÁBIDA a Património Mundial reuniu-se no auditório Charlot, em Setúbal, na tarde de segunda-feira, 2 de Abril. O encontro, com bastante assistência, teve como Ordem de Trabalhos: 1-Ponto da situação da candidatura; 2-Listagem de valores e área a candidatar; 3-Apresentação da estrutura do Plano de Gestão. A introdução aos trabalhos esteve a cargo da Secretária Geral da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) e o desenvolvimento dos mesmos coube aos técnicos da AMRS e dos respectivos municípios. Presentes estiveram também os presidentes das Câmaras Municipais de Palmela, Sesimbra e Setúbal. À assistência foi solicitada a sua colaboração no sentido do aperfeiçoamento do respectivo dossiê final a apresentar à UNESCO. A candidatura da Arrábida a património mundial foi assumida pela Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) e com as Câmaras M…

Dos associados (25) – David Sequerra

É na tarde hoje, pelas 16h00, que, na sala Conde Ferreira, em Sesimbra, o nosso associado David Sequerra apresenta mais um livro das suas “estórias” vividas em África, intitulado Mukea. David Sequerra (n. 1933), homem de múltiplos afazeres, é conhecido pela sua ligação ao Comité Olímpico e pela sua dedicação ao mundo do desporto, tendo sido também director do jornal regional O Sesimbrense. É autor de dois livros de poesia – Clamores da alvorada (1951) e Intimidade (2001) e de dois livros de “estórias” que relatam muito do que tem sido a sua participação ao serviço do desporto – Dea – Dezoito estórias africanas (Lisboa: Multinova, 2002) e O milongo dos limões e outras estórias do olimpismo em África (Lisboa: Multinova, 2005). David Sequerra costuma ter encontro semanal com os leitores através das crónicas evocativas que tem publicado no semanário setubalense Sem Mais Jornal.

"Louvor da Poesia", no Dia Mundial da Poesia

Ao celebrar-se o dia Mundial da Poesia, que melhor forma para o assinalar do que relendo aquele que pode ser o “testamento poético” de Sebastião da Gama? O poema “Louvor da Poesia”, datado de 7 de Fevereiro de 1950 – exactamente dois anos antes da morte do poeta –, integrou a terceira obra de Sebastião da Gama, Campo aberto, publicado em 1951, e, em manuscrito, tem uma dedicatória para Vergílio Couto, que foi o professor metodólogo de Sebastião da Gama no estágio da Escola Veiga Beirão. No final de 1951, estava a ser preparado o nº 4 da revista Sísifo, dirigida a partir de Coimbra por Manuel Breda Simões, que traria esse poema de Sebastião da Gama e um outro, mais recente, “Anunciação”. A revista dava ainda conta das respostas do poeta azeitonense a um inquérito preparado para uma revista espanhola, cuja quarta pergunta era: “Que pensa da Poesia em geral e da sua própria Poesia?” A resposta de Sebastião da Gama era objectiva: “Minhas ideias acerca da poesia. Vide: Louvor da Poesia, in C…

Joana Luísa, 89 anos

O mês de Fevereiro de 1923 acabou numa quarta-feira, 28. Nesse dia, em Azeitão, nascia Joana Luísa Rodrigues. Passam hoje 89 anos. Uma relação de amizade converteu-se depois numa história de amor e, em Maio de 1951, Joana Luísa casava com Sebastião da Gama, no Convento da Arrábida. Era o início de uma etapa, curta etapa, que duraria nove meses, até à morte, em Fevereiro de 1952, de Sebastião da Gama. Poderia a obra do poeta azeitonense ficar-se por ali, reduzir-se aos três títulos que publicara e a mais uns quantos textos dispersos por jornais. Podia, de facto. Mas o destino encarregou-se de continuar a dar a conhecer a obra do poeta. O destino e Joana Luísa. Pois. Mantendo o círculo de amigos de Sebastião da Gama, Joana Luísa foi deixando que a obra do marido viesse a público, foi incentivando que a obra tivesse conhecimento alargado e que, postumamente, o nome de Sebastião da Gama alcançasse os contornos que hoje tem. Trabalho de Joana Luísa, com a concordância de Sérgio Gama, seu cunh…

Amália e a poesia